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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

"Há limites para os sacrificios que podem ser exigidos aos portugueses"

por Kruzes Kanhoto, em 13.10.11
Mesmo não tendo ficado abismado – é um bom termo,dadas as circunstâncias – com o discurso do primeiro-ministro, há certasquestões que me suscitam alguma perplexidade. Nomeadamente a afirmação de que,a curto prazo e se nada for feito, o país não terá dinheiro para pagar saláriose pensões. Sinceramente não sei se acredite. É que, a ser verdade, deviam tersido anunciadas medidas sancionatórias – pena de prisão, por exemplo – para quemanda a gastar em futilidades o dinheiro que não chega para o essencial.
Apesar do dramatismo da situação, o homemlimitou-se a anunciar cortes no rendimento dos portugueses. Podia, entre outrascoisas, proibir a realização de iluminações e das festas de natal que, de nortea sul, vão em breve custar muitos milhões aos cofres públicos. Ou em lugar decortar os subsídios de férias e de natal, apenas para os funcionários públicos,transformar o mesmo valor em imposto para toda a gente. Era coisa para resolvero problema das finanças mais depressa.
Finalmente o IVA do vinho. Baralha-me esta protecçãoescandalosa de que é alvo. e nem a justificação manhosa de que é para proteger aprodução nacional me comove. Por mim – e já que terei de fazer cortes - vou precisamentecortar no vinho. E não, não lhe vou misturar água.
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