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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Fez-se luz

Kruzes Kanhoto, 18.10.11
Sinto-me envergonhado. Embora, simultaneamente,satisfeito por estar errado. Afinal, tudo o que aqui tenho andado a papaguearcontra as medidas anti-crise que têm vindo a ser tomadas nos últimos anos, nãopassam de alarvidades desprovidas de qualquer sentido. Uma vergonha, portanto. Aocontrário daquilo que tenho escrito, este, fez-se finalmente luz na minhamente, é o único caminho possível para evitar a recessão, melhorar o desempenhoda economia e promover o emprego. Só mesmo um cego é que não vê ou um burro éque não percebe. Dificilmente me perdoarei por ter demorado tanto tempo aabandonar a classe dos asnos ceguetas e a reconhecer a genialidade de gente queapenas quer o nosso bem. Pinócrates e Parvus Coelho, nomeadamente.
O plano será, basicamente, o seguinte. Com menosdinheiro os consumidores deixarão de comprar desenfreadamente, como fazemagora, nas grandes superfícies e vão passar a fazê-lo nas lojas de bairro. Istoporque nas primeiras não saem de lá – pelo menos a maioria – sem pagar,enquanto nas segundas, mesmo sem dinheiro, podem adquirir fiado os bens de quenecessitam. As pequenas mercearias multiplicar-se-ão e o emprego também.
Assistiremos igualmente à revitalização denegócios na área da reparação automóvel, dado que estes terão de durar muitomais tempo já que trocar de carro será coisa reservada apenas aos privilegiados,e vai generalizar-se o regresso de pequenos negócios como sapateiro, costureira,tricotadeira e muitíssimos outros que se julgavam definitivamente extintos.
Ou isso ou passar a comprar ainda mais coisas naslojas dos chineses.

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