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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Estimulos ao repasto

por Kruzes Kanhoto, em 02.03.16

 

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Consumir constitui para a geringonça uma espécie de novo desígnio nacional. A solução para todos os males, acreditam. Agora é o ministro da economia. Acha a criatura que os portugueses devem voltar aos restaurantes. O que nem me parece mal. Nomeadamente se lhes, aos portugueses, apetecer. Mas para isso, acrescentou o governante, devem os empresários do sector tratar de criar condições para que esse regresso se efective. Criando, exemplificou, salas próprias para entreter as criancinhas que, enquanto os pais degustariam o repasto, estariam entregues ao cuidado de pessoal especializado no entretenimento infantil. O que contribuiria, também, para criar emprego, concluiu visivelmente entusiasmado. Ou, mas isso se calhar foi só impressão minha, manifestamente surpreendido com o brilhantismo da ideia que lhe tinha acabado de ocorrer.

Mas sim, a ideia é porreira. Podia ser melhor, mas, reconheço, é boa. Mas não é excelente. Nem sequer, menos ainda, visionária. Excelente seria se sugerisse que os restaurantes arranjassem uma sala para animais de estimação. Saberá, por acaso, o ministro quantas pessoas não vão ao restaurante por não poderem levar o cachorro? Eu também não. Mas, temos de concordar, é um nicho de mercado que não deve ser discriminado.

Já visionário seria ter sugerido, para além das outras duas, uma sala para as sogras. Quantos clientes perde o sector por ninguém estar disposto a aturar a progenitora do conjugue à mesa do restaurante? Nem desconfio. Mas, de certeza, é um segmento de clientela a ter em conta. Mesmo que má.

 

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