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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Estacionamento tuga

Kruzes Kanhoto, 20.06.10
A placa está lá e não deixa margem para dúvidas. É proibido estacionar em todo o comprimento da rua Victor Cordon. Ou seja, desde o sinal até às portas de Santo António. Pode argumentar-se, para justificar este comportamento, que o sinal está desajustado da actual realidade e que ainda vem do tempo, já longínquo, em que a dita rua tinha trânsito nos dois sentidos. Pode. O pior é que a sinalização é para cumprir desde o momento em que é colocada até que seja retirada. Por mais estúpida ou desajustada que se revele. Veja-se, para não ir mais longe, o caso dos bairros da Salsinha, Monte da Razão e Quinta das Oliveiras em que um grupo de idiotas resolveu que a circulação se faria apenas num sentido em todas as ruas. 
No caso da Victor Cordon, rua com alguns cafés e casas comerciais, apenas deviam ser autorizadas paragens para cargas e descargas. Quem vai beberricar um café ou pagar uma conta em atraso, pode perfeitamente estacionar a sua viatura no Rossio Marquês de Pombal que, recorde-se, diz que é o maior parque de estacionamento do país dentro de uma cidade e fica a não mais de cinquenta metros. Embora, convenhamos, isso seja uma distância considerável para o tuga. É coisa para o cansar e até prejudicar a sua perfomance na caminhada do lusco-fusco. 
Obviamente que a comodidade de uns representa o transtorno de outros. É o caso dos passageiros dos autocarros que tem aqui uma paragem forçada e que, em certas ocasiões, chega a ser de largos minutos. O tuga automobilista nem sempre é lesto a movimentar o tuga-móbil e, quando o faz, ainda resmunga por o estarem a incomodar. Uns chatos, estes gajos,  que não respeitam o direito adquirido do tuga estremocense de estacionar onde muito bem lhe apetece.

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