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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Eles que vão...

por Kruzes Kanhoto, em 11.12.16

Parece que os dados oficiais apontam para cerca de duas centenas os refugiados que, depois de trazidos para Portugal, já se puseram a andar. Há, no entanto, quem aponte para outros números. Bem mais elevados, ao que consta. Pese a preocupação de alguns partidos, que até já aborreceram a ministra da tutela por causa disso, ou o transtorno que isso possa provocar às instituições que os acolheram, não há como negar que a ida desta gente para outras paragens constitui uma boa noticia. Eles que vão. Desamparem a loja.

Diz que não gostam dos nossos hábitos. Como, por exemplo, trabalhar por pouco dinheiro e isso. Nomeadamente quando noutros países não precisam de bulir para obter subsídios várias vezes superiores ao que ganhariam aqui a trabalhar oito horas. E, melhor ainda, em grandes cidades onde se podem divertir, chatear os nativos e beneficiar das maravilhas de uma civilização que odeiam. Já por cá, coitados, são colocados nas terriolas três dias para lá do sol-posto. Ou, com sorte, naquelas onde Judas perdeu as botas. O que, convenhamos, desagradaria a qualquer um. Mais ainda a refugiado de guerra. Habituado à bombas, tanto sossego até lhe devia causar stress.

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