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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E depois queixam-se das prioridades dos politicos...

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.12

Vivemos um momentoparticularmente difícil. Talvez mesmo o mais complicado, em termos de perspectivasde futuro para o país, enquanto sociedade organizada, que se viveu nos últimosquarenta anos. No entanto os portugueses continuam pacientes, nas palavras deParvus Coelho, ou, nas minhas, absolutamente indiferentes. Uma indiferençainconsciente, digamos. Continuamos a comportarmo-nos como se o mundo tal como oconhecíamos não tivesse acabado e se aquilo que aí vem não fosse algo de terrível.Pior ainda, muito pior, do que já passámos ao longo deste ano de austeridade.Se dúvidas tivermos quanto a isso, basta estar atento ao que se vai passando naGrécia.
Mas, por cá, preferimosignorar e orientar as nossas preocupações para outras coisas. Importantes,quase todas. Exemplos disso são os “movimentos” criados pelos cidadãos – qualquerum o pode fazer - no portal do governo. De entre os quinze primeiros em termosde popularidade, os que têm maior número de apoiantes e que reflectirão ascausas que mais preocuparão os leitores, oito (!!!) estão relacionados com adefesa dos direitos, da saúde e do bem-estar…dos animais!!!!!!! Há, até, quempreconize, numa dessas iniciativas, que o Estado comparticipe nas despesas como tratamento dos bichos. Porra! Grandes bestas. Se é isto que os preocupa entãoé porque, de certeza, pensam que estão imunes a essas parvoíces da crise e nãorevelarão grande interesse pelos direitos, pela saúde e pelo bem-estar dosvossos concidadãos, que todos os dias são postos em causa.
De referir que dosrestantes sete “movimentos”, um defende as touradas e quatro sãorepresentativos de interesses específicos de classes como guia-intérprete epsicomotricista. Saliente-se que a primeira proposta dentro da normalidadesurge apenas em sétimo lugar. Chama-se “Não tenho de emigrar para me formar” e propõeque, quando existam limitações no acesso a determinados cursos do ensinosuperior, sejam criadas vagas suplementares suportadas pelos próprios alunos.Parece inteligente. Não acredito é que, num país de burros, tenha pernas paraandar.
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