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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E a aquela cena do “é proibido proibir”, camaradas activistas?!

Kruzes Kanhoto, 07.09.20

Captura de ecrã_2020-09-07_08-17-34.jpg

Cuidava eu, na minha imensa alarvidade, que os actuais activistas das causas fossem assim uma espécie de herdeiros espirituais do movimento estudantil de Maio de 68. Até porque a generalidade do pagode envolvido nestas lutas provém dos sectores mais esquerdistas da sociedade, é jovem, urbano e com formação académica. Características mais ou menos coincidentes com os estudantes franceses que fizeram aqueles desmandos em Paris. Mas não. Enganei-me. Não são nada disso. Do léxico deles fazem parte dois verbos que usam com inusitada frequência. “Proibir” e “obrigar”. Linguagem que deixaria horrorizados os estudantes franceses que protagonizaram aquele movimento e, julgo eu, todos quantos nele participaram. Para quem, recorde-se, "era proibido proibir”. Mas estes novos “revolucionários” são o contrário. Querem proibir tudo o que não apreciam e obrigar-nos a seguir todos os seus devaneios. Mas isto, a bem dizer, nem é o que mais me surpreende. O que verdadeiramente me espanta é o silêncio - ou mesmo a concordância - da imensa legião de adoradores do Maio de 1968 perante tanta vontade de obrigar e de proibir.

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