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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Deve ser uma espécie de perseguição religiosa

por Kruzes Kanhoto, em 25.02.13
Ainda que baptizado e casado pela igreja não me considero católico. Nem sequer, embora provavelmente as estatísticas me incluam nesse número, católico não praticante. Digamos que as minhas relações com a igreja serão muito mais circunstanciais do que movidas por qualquer espécie de convicção.
Apesar disso não aprecio muitos dos ataques que quase constantemente são dirigidos à igreja, enquanto instituição ou à sua hierarquia, nomeadamente quando as outras religiões não são postas no mesmo patamar de exigência. Desagrada-me sobretudo que se critique de forma despudorada a igreja católica e se deixe impune à critica, seja por cobardia ou em nome do pensamento politicamente correcto vigente, outras religiões que claramente oferecem mais motivos de reprovação. Refiro-me, entre outras, ao islão. Crença acerca da qual todos parecem ter um imenso receio de tecer o mais moderado dos comentários.
A foto que acompanha este post é um dos exemplos mais elucidativos do que acabo de escrever. Tem sido partilhada no fuçasbook e divulgada em sites e blogs como forma – se bem interpreto a mensagem – de denunciar a alegada indiferença da igreja perante a fome de milhares, quiçá milhões, de criancinhas africanas e de outras paragens menos favorecidas. Terão os que partilham este tipo de imagem alguma razão. Se calhar uns quantos indivíduos vestidos de forma abichanada podiam fazer mais qualquer coisa para minorar o sofrimento destas e de outras pessoas. Mas, se mal pergunto, os ayatollahs de toalha na cabeça, que rezam de cú para o ar e a quem também não faltam riquezas, não podiam fazer nada? Até porque estão lá mais perto. E, mesmo sabendo que são estes fulanos que muitas vezes impedem o auxilio a estas crianças, não há por aí umas quantas fotos desses seguidores do profeta que se possam colar às destas criancinhas?
Não se pode exigir que quem partilha e divulga estas palermices pare muito tempo para pensar. Ou que, em muitas circunstâncias, tenha sequer grande capacidade para o fazer. É por isso que aquela rede social substitui quase na perfeição a parede do WC. Sinal dos tempos e da evolução tecnológica. Que não necessariamente do utilizador.


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