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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Deve ser jornalismo de intervenção, ou isso...

por Kruzes Kanhoto, em 29.10.18

Pensava eu que jornais, jornalistas e meios de comunicação em geral deviam ser isentos. O seu dever seria informar, dar a noticia, fazer o relato dos acontecimentos e, daí, o ouvinte, o leitor ou o espectador tirariam as ilações que muito bem entendessem. Depois, alarvemente na maior parte dos casos, iriam para o café, para a rua, para as redes sociais ou para a parede do WC público mais próximo explanar a sua opinião acerca das noticias que os primeiros tinham transmitido. Algo que, cuidava, constituiria aquela coisa da liberdade de expressão ou lá o que é. Mas não. É ao contrário. Os jornais, os jornalistas e os meios de comunicação podem tomar partido, influenciar o voto e manifestar as suas preferências clubísticas, políticas ou o que mais quiserem. É legitimo, garantem. Já nós, as massas ignorantes, não podemos dar largas às nossas opiniões. Um perigo para a democracia, isso. Se isto não é o mundo ao contrário…

Na imagem abaixo pode apreciar-se um caso paradigmático deste novo jornalismo. Trata-se da “fita do tempo” dos recentes jogos europeus de Sporting e Benfica no site de um conhecido diário desportivo. Está ali tudo o que um jornal não deve ser. No caso tem a ver com algo insignificante como o futebol, agora imaginem como é quando se trata de assuntos realmente importantes...

 

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 Foto descaradamente surripiada ao guachosvermelhos.blogspot.com, o melhor blog do universo benfiquista

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