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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Despesa, querem eles dizer...

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.11

Num prospecto hoje distribuído à porta do meu local detrabalho, onde se apela à mobilização para a próxima greve geral, consta, entreoutras, uma proposta “não só exequível como absolutamente indispensável” comcontornos assaz curiosos. Propõem os autores do manifesto “a aposta noinvestimento produtivo e no investimento público”. Ora, a menos que esteja aver mal a coisa, é precisamente por aqui reside o problema. Como se depreendeda construção da frase assume-se desde logo que o investimento público não éprodutivo. E, de facto, não tem sido. Estádios onde ninguém joga à bola, autoestradas onde não passam automóveis, estradas que vão de nenhures a sítionenhum e escolas novas onde não existem crianças, podem constar de um extensorol de investimentos públicos, manifestamente improdutivos, que contribuíramdecisivamente para o estado a que chegámos.
Existirão motivos de sobra para apelar à greve. Entre osquais se incluirão a exigência na aposta em investimento produtivo, seja elepúblico ou privado. Ou, também, para exigir a responsabilização daqueles que,nesta matéria, insistiram em tomar opções que, como saltava à vista de qualqueriletrado, acabaram por se confirmar ruinosas. E, já agora, porque não igualmentedaqueles que, de uma ou de outra forma, andam por aí a exigir, para além deinvestimento produtivo, também investimento público?!
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