Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Depois do Estado ladrão vamos ter o Estado "Okupa"

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.18

Quarenta e tal anos depois da reforma agrária vamos ter, ao que tudo indica, a reforma urbana. Se correr tão bem como a primeira a coisa promete ser divertida. Também, à semelhança do que aconteceu há quatro décadas, toda a gente está de acordo quanto à necessidade de se reformar o sector da habitação. Ou, como diria o outro, toda a gente que interessa. Essa meia-dúzia de imbecis que estão contra, não importam para nada. Como está, com o mercado a ditar as suas leis – coisa estranha, essa do mercado ditar leis – é que não pode continuar. Surpreende-me que ainda haja quem não perceba que sempre que o Estado intervém na economia as coisas tendem, no médio e longo prazo, a piorar. Ainda que, no imediato, até possa parecer o contrário. Com a tomada das casas aos seus legítimos donos não será diferente.

Veremos, para começar, quais os prédios a confiscar. Presumo que, tal aconteceu com a reforma agrária, sejam os que estão em bom estado de conservação, bem localizados e de maior valor. Será igualmente interessante verificar a quem vão ser entregues. Assim de repente não tenho motivo nenhum para pensar que compadres, amigos ou correligionários dos envolvidos no processo de furto e distribuição do saque possam precisar de casa.

Por fim a parte financeira da coisa. A começar nas rendas. Não tenho grandes dúvidas que – conhecedores da generosidade autárquica - a maior parte deixará de pagar ao fim de pouco tempo. Depois as obras, que certamente correrão por conta das câmaras. E, por último, o mais importante. O IMI. Como não estou a ver os municípios a abdicarem dessa maquia, só falta terem a distinta lata de exigir que o proprietário continue a pagar…

Compartilhar no WhatsApp

5 comentários

Comentar post