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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Deixem o desgraçado em paz, pá!

Kruzes Kanhoto, 24.11.21

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Serei dos poucos portugueses que não dizem do ex-banqueiro Rendeiro aquilo que Maomé não diz do toucinho. Nem, sequer, ainda disse ou escrevi umas pretensas graçolas mais ou menos jocosas acerca do seu rocambolesco sumiço. Nem pretendo fazê-lo. O homem, coitado, não merece. Pode, até, ter praticado umas quantas patifarias, ludibriado uma quantidade apreciável de gente e levado a efeito um determinado número de manigâncias. Os tribunais, diz, já terão concluído que sim pelo menos relativamente a umas tantas dessas proezas.

Não é que nutra qualquer estima ou apreço pela criatura. Mas, convenhamos, o agora fugitivo à justiça e auto candidato a indulto presidencial também foi bem enganado. Isto a ser verdade aquilo que as tv´s um destes dias nos mostraram. O que aparece na imagem acima será, ao que noticiaram, um quadro. Tratar-se-á de uma pintura – uma obra de arte, alegam - de um artista qualquer que o tal Rendeiro terá adquirido por umas centenas de milhares de euros. Nem é preciso ser crítico de arte para topar que o senhor foi burlado. Aquilo toda a gente vê logo que são uns rabiscos manhosos, feitos por um espertalhão qualquer, para sacar graveto aos desgraçados que querem parecer cultos. E se aquele é assim o que serão os outros. Não admira pois que a Maria não saiba onde os pôs. A mim acontece-me o mesmo. Nunca me lembro onde arrumo a tralha.

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