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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Declaro-me amnistiado

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.16

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Provavelmente devido à inexistência de factos relevantes, a Amnistia Internacional resolveu incluir no seu relatório anual uma referência ao incidente ocorrido o Verão passado nas piscinas municipais de Estremoz e que levou o municipio local a proibir uns quantos moradores do resort cá do sitio de frequentar o espaço. 

Cagar no meio aquático parece-me, de facto, um direito inalienável de qualquer ser humano. Que, como qualquer outro direito – inalienável, adquirido ou de outra espécie – não pode ser posto em causa apenas por individuos racistas, xenofobos e portadores de outros defeitos, o principal dos quais não serem de esquerda, se sentirem incomodados com a presença de um cagalhão na água em que se banham. Nem se entende como é que isso constitui motivo para aborrecimento. Menos ainda quando, alegadamente, se trata de um cagalhão dotado de um alto teor de multiculturalismo.

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2 comentários

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    De Kruzes Kanhoto a 28.02.2016 às 21:56

    Pois, meu caro, saiba que há quem ache isso do cagalhão na piscina perfeitamente normal e que os desordeiros deviam continuar a ter livre acesso ao equipamento. Para, provavelmente, poderem a exercer o seu direito a cagar dentro de água...

    São coisas como esta referência - um simples caso de má educação de alguns habitantes de um bairro de barracas - que fazem com que organizações que se querem sérias não sejam levadas a sério.
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