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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Das profundezas do Alentejo

por Kruzes Kanhoto, em 16.08.13
Quandoouço a referência a um tal Alentejo profundo dá-me vontade debater em alguém. Seja no gajo que primeiro a mencionou – umindividuo que, consta, residirá para os lados de Belém – ou emtodos os que, por uma qualquer razão a que não consigo atribuirnenhuma espécie de lógica, a utilizam para se referir a esta regiãodo país. O último a quem me apeteceu ir às trombas foi o pivot dojornal da noite da TVI quando ontem, a propósito da novela daestação que está a ser gravada por estas bandas, o cavalheiro deua noticia das gravações que por estes dias estão por a decorrer“em Estremoz, no Alentejo profundo”. Como fez questão de frisar.
Consultandoo dicionário on-line Priberan fica-se a saber que profundo significa“cujofundo está distante da superfície, da entrada ou da frente.Ora as filmagens objecto da reportagem decorreram ao nível do solo.Parece que existirão outras numa pedreira mas, ainda assim, adistância até à superfície não será nada de especial. Se ocritério para medir isso da profundidade foi o da distânciarelativamente à entrada no Alentejo, então o jornalista égeograficamente ignorante. Que saiba nunca disse, nem ele nem osoutros, que as comemorações do dia de Portugal decorreram em“Elvas, no Alentejo profundo”.
Aindasegundo o mesmo dicionário, em sentido figurado profundo poderásignificar medonho,escuro, que inspira terror.Mas, presumo, não deve ter sido com essa intenção. Éque se formos por aí a Estremadura profunda não será muito longedos estúdios da TVI.


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