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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Criminosos com punhos de renda

Kruzes Kanhoto, 28.01.20

De repente palavras como “alegado” ou “alegadamente”, usadas sempre que jornalistas e comentadores diversos se referiam a eventuais crimes e a potenciais criminosos, quase desapareceram do vocabulário jornalístico e televisivo. Afinal os meliantes são mesmo uns patifes e o hacker é mesmo hacker. Falta-lhe, ainda, é ser herói nacional. Mas está quase. Gente a tratar disso é coisa que não falta. Já se sabia que alguns crimes compensam e agora ficámos a saber que alguns, para além de quase legítimos, até são muito valorizáveis.

Por mim nunca tive grande apreço por criminosos, meliantes ou patifes de qualquer espécie. Detesto também, em igual medida também, os justiceiros. Aquela cena das milícias populares para combater os delinquentes, por exemplo, nunca lhe achei piada. E, usando o mesmo principio de guerra ao crime, se todos começarmos a invadir os computadores alheios para descobrir os podres uns dos outros, à caça de eventuais praticas criminosas, também vamos ser heróis? Será muito diferente de andar com uma moca atrás de ladrões? Ou o uso de um teclado legitima o crime? Se calhar, sim. Afinal gente fina é outra coisa.

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