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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Costa, o ilusionista. Ou conversa para enganar parolos.

Kruzes Kanhoto, 27.11.16

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Já sobre a evolução do consumo interno, António Costa admitiu que as medidas de reposição de rendimentos e de redução da sobretaxa de IRS poderão não se ter traduzido imediatamente num aumento da procura interna.

 

"Certamente, muitas famílias tinham sistemas de endividamento informal que aproveitaram para ir resolvendo ao longo deste ano", justificou.

 

Estes dois excertos de uma entrevista de António Costa - o ilusionista - ao “Jornal de Negócios” são elucidativos acerca da ignorância do homem em tudo o que tem a ver com números, economia, finanças e afins. Promover a evolução do consumo interno não é, de todo, uma ideia parva. Repor rendimentos e reduzir impostos, com a finalidade de estimular a procura interna, também não. Agora esperar que o consumo e a procura cresçam sem fazer nenhuma dessas coisas é que me parece bastante idiota. Ninguém deve ter explicado à criatura que os funcionários e reformados a quem foram repostos rendimentos são uma minúscula fatia destes grupos sociais. Gente para quem as importâncias líquidas cortadas terão um valor pouco mais do que simbólico e que não constituíram motivo para alterar o seu padrão de consumo. O mesmo com os impostos. Verdade que baixou a sobretaxa. Sim, e daí?! O que aumentou - acertadamente, quanto a mim - nos impostos indirectos levou isso e muito mais.

E aquilo do endividamento informal?! Ao certo, isso é o quê?! O crédito ao consumo, concedido pelos bancos e outras entidades, não deve ser. Esses, ainda que poucas, requerem umas quantas formalidades. Nem, se calhar, estará a pensar naqueles empréstimos entre amigos, familiares ou conhecidos. Ou, tão pouco, nas contas por pagar no talho, na mercearia ou no tasco onde se toma o pequeno-almoço.  Nestes casos, se as famílias liquidarem estas dívidas, o dinheiro entra na mesma na economia e contribui para o seu crescimento.

E é isto. É este o primeiro ministro que temos. Um ilusionista. O que não é necessariamente mau. As pessoas precisam de ilusões. O que é preocupante é que as levem a sério.

 

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