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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Cortar é bom? Depende do "costureiro"...

Kruzes Kanhoto, 11.09.22

Que António Costa é um gajo esperto já quase todos sabíamos. Um finório, vá. E com muita sorte, principalmente. Desta vez foi a morte de uma velhota inglesa a ocupar a cem por cento o espaço noticioso – como se o falecimento da criatura tivesse alguma relevância para a vida dos portugueses - e a atirar completamente para fora de órbita o desmascarar do logro das pretensas medidas “anti-inflação”. Nomeadamente para o conjunto de eleitores - os reformados – que mais contribuem para os resultados eleitorais do Partido Socialista. Aquilo, de facto, é de mestre. Representará, num futuro próximo, qualquer coisa de muito semelhante ao tão falado “ir além da troika” quando Passos Coelho sugeriu o tal corte dos seiscentos milhões de euros nas reformas. Sem nunca ter tido a coragem de concretizar, como é público e notório. Presumo, apesar disso, que os reformados terão, quanto a isto, uma indignaçãozinha selectiva e rapidamente perdoarão mais esta afronta ao seu idolozinho de estimação.

O anúncio destas medidas apanhou-me a meio das férias. Não lhe liguei grande coisa, portanto. Também ainda não pensei onde vou esturrar os meus cento e vinte cinco euros. Algo – assim a atirar para o extravagante, espero – me há-de ocorrer. De quem tenho pena é dos donos dos animais. Como já por aí li, se por cada criança “dão” cinquenta euros, também faria todo o sentido darem pelo menos trinta euros por cada cão e por cada gato. Foi pena o Costa ter-se esquecido dessa parte da família.

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