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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Colectivização do gato vadio

por Kruzes Kanhoto, em 09.09.19

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Há um conceito muito modernaço – existente nos países mais avançados, nomeadamente no Brasil – que uma certa malta pretende importar. Nem sei se, com tanta legislação acerca da bicharada, não terá mesmo já importado. Uma coisa a que chamam “gato comunitário”. Ou seja, um gato vadio que é alimentado e pode até receber abrigo numa moradia de determinado bairro, mas não possui um dono oficial. Algo que evite a coimazinha da ordem, por alimentar animais vadios, que os serviços competentes nunca aplicam.

Não é que me importe com mais esta ideia parva. Já vejo disso a toda a hora e em todo o lado. Só não gosto é que os gatos, comunitários ou não, caguem no meu quintal. É, imagine-se, uma cena que me aborrece. Até porque, não sendo eu tutor – agora é assim que se diz – de nenhum bichano, não tenho que ficar com essa parte. É por isso que a devolvo sempre ao espaço comum. Se o gato é da comunidade, então a merda é igualmente comunitária.

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