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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Bêbados, malucos e comunistas

por Kruzes Kanhoto, em 15.07.19

Um dos muitos sábios conselhos que, desde pequeno, me foram transmitidos alertava-me para a imperiosa necessidade de evitar discussões com bêbados e malucos. Com o tempo fui percebendo porquê. Não foi, também, à primeira que entendi o alcance daquela outra frase “num comunista bate-se sempre. Mesmo que não saibas porque lhe bates, ele sabe porque apanha”. Embora, nisto de sovar comunas, esteja em crer que a coisa é apenas metafórica. Assim mais no sentido de contestar o que dizem. Ou seja, mais malhar nas ideias do que no físico. Tudo isto a propósito daquela proposta do PCP de aplicação de um imposto de meio por cento sobre os depósitos bancários superiores a cem mil euros. Aquilo é coisa de malucos. Ou aprovada pelo comité central após uma noite de copos. Nem vale a pena discutir. Apenas espancar. E muito. Na ideia, reitero. Que pancadaria da outra não me agrada.

Quero acreditar que lá pelo PCP sabem que a verba arrecadada com esse imposto seria irrisória. Ridícula, a bem dizer. O lucro da festa do “avante” será, quase de certeza, maior. Mas do que não tenho dúvidas que eles sabem é que a ideia agrada, mais que não seja pela inveja, a uma larguíssima franja de eleitores. Daqueles que não têm esse pecúlio e que salivam de satisfação sempre que existe a expectativa de outros, com mais posses, serem espoliados de alguma coisa. Chama-se a isto populismo. Mas, como é protagonizado por um partido de esquerda, do bom.

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