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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

As piadas sobre os portugueses são tão giras, não são?

Kruzes Kanhoto, 17.11.21

Um bocado parva aquela lei do governo que proíbe o contacto entre empregador e empregado - e vice versa, se calhar - para lá do horário de trabalho. Verdade que o tempo de descanso de cada um deve ser respeitado, mas chegar ao ponto de fazer uma lei nestes termos parece-me igualmente abusivo. É que, a continuar assim, um dia destes acordamos e temos todos os aspectos da nossa vida laboral e social regulamentados pelo governo. Desde o temos que podemos estar no wc até à obrigatoriedade de apanhar sol um período mínimo do dia.

Como seria de esperar esta proibição motivou a risota de muita gente além-fronteiras. E, como também não podia deixar de ser, levou a que fossem proferidos comentários jocosos acerca de Portugal e dos portugueses. Coisa que – vá lá saber-se porquê – deixou os tugas extremamente irritados. Sinceramente não vejo razão para tanta indignação com as piadolas dos estrangeiros a nosso respeito. É que eu ainda sou do tempo em que dizer graçolas acerca de alentejanos e da nossa alegada pouca apetência para o trabalho, constituía uma espécie de desporto nacional. Aceitar ser alvo de chacota era, até, visto como um sinal de inteligência e reclamar desses dichotes – como fiz em inúmeras ocasiões – um sintoma de ausência dela. E de sentido de humor também, esclareceram-me outros mais benevolentes com a minha azia em relação às anedotas de alentejanos.

Por isso, caros compatriotas, encaixem o gozo da estrangeirada. Sejam inteligentes, tenham sentido de humor e saibam rir de vós próprios. É, afinal, apenas colocar em prática aquilo que durante tantos anos aconselharam outros a fazer.

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