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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Amigos da onça

por Kruzes Kanhoto, em 22.08.12

A generosidade dospatrões portugueses continua a comover-me. A sua preocupação com o bem-estardos seus trabalhadores atinge níveis inusitados e que poucos suspeitariam ser possíveis.É verdade que querem mais liberdade para despedir. Não é menos certo que pretendemreduzir – ou mesmo extinguir – as indemnizações por despedimento. Estamosfartos de saber que pagam cada vez mais baixos salários e que tentam eximir-sea toda a espécie de obrigações. Mas, surpresa das surpresas, estão visceralmentecontra a aplicação de qualquer imposto sobre os subsídios de férias e de nataldos seus colaboradores. Que é como eles chamam agora à malta a quem não podem,por enquanto, por a trabalhar de borla nas suas empresas. São uns porreiraços,em suma.
Desconfio sempre dagenerosidade. E desta, vinda de quem vem, ainda desconfio mais. Quanto a mim ospatrões – recuso-me a considerá-los empresários – apenas estão contra aaplicação de um imposto aos subsídios dos seus criados porque teriam de entregarao Estado o imposto retido. Mais uma despesa, portanto. Nomeadamente paraaqueles que não fazem intenção de os pagar. Mas claro que fica sempre bem virpara as televisões explicar, como se fossemos muitos burros, que reduzir custosno Estado – leia-se vencimentos – é bom para a economia. Só se for para a deles,porque para a minha é péssimo. E para aqueles a quem eu “entregava” a parte queentretanto me foram roubando, também não me parece que esteja a sersuficientemente bom.
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