Almofadas
por Kruzes Kanhoto, em 13.11.11
Muito se temfalado e escrito ultimamente acerca de almofadas. Das que há, segundo uns, edas que não há, segundo outros. Por mim acho estranhíssimo que na elaboração deum orçamento possa haver lugar a adereços deste género. Daí que tenha ficadobasbaque com as declarações produzidas por governantes e opositores - emprincipio gente que sabe daquilo que está a falar - ou pelos paineleiros deserviço que, na sua maioria, alinham pela posição do governo e afiançam nãohaver na proposta do executivo qualquer margem de manobra.
O certo é que,relativamente à proposta inicial, o bando laranja cedeu ao lóbi dos autarcas erecuou na sua intenção de reduzir em metade a capacidade de endividamento dasautarquias e na proibição de contratar ainda mais funcionários. Significa estacedência a possibilidade da divida autárquica, no seu conjunto, poder aumentarno próximo ano em, pelo menos, mais oitocentos e trinta milhões deeuros. Eu, que não sou de intrigas, não vou especular acerca da maneira comoeste diferencial se vai aconchegar na cama do deficit. Acho, no entanto, de umadesonestidade intelectual inqualificável nem um único filho da puta, daquelesque passam a vida a saltitar de televisão em televisão, suscitar esta questão. Preferemmarrar em quem trabalha.
