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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Achar que há turistas em excesso conta como xenofobia?!

por Kruzes Kanhoto, em 05.09.16

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Os turistas e o turismo parecem estar a tornar-se no novo alvo de alguma intelectualidade bem pensante. Daquela, nomeadamente, que tem influência junto dos órgãos de decisão. Aborrece-os que as cidades, particularmente Lisboa que é onde o fenómeno é mais visível e moram a maior parte destes seres, estejam cheias de gente vinda de fora. Mais ainda quando esses visitantes têm os bolsos cheios de dinheiro e invadem todos os espaços onde o podem gastar, os malandrins.

Compreendo, em parte, a sua irritação. A multidão que aos sábados de manhã – lisboetas, espanhóis e pagode oriundo de todas as vilas e aldeias das redondezas – invade a minha terra para apreciar o mercado semanal também me causa um elevado nível de irritabilidade. Perturbam-me o sossego. Impedem-me de beberricar tranquilamente o meu cafezinho matinal. Lutar por uma mesa num tasco ou numa esplanada com um casal de velhotes que quer degustar o seu brinhol, com um bando de castelhanos aos berros desejosos de comer o maior número possível de pasteis de nata ou com uns tios de Lisboa eufóricos com o penico que acabaram de comprar por cinquenta euros na feira das velharias são coisas que me deixam para lá de stressado. Quase me apetece, como a tal intelectualidade, mandá-los gastar o dinheiro deles para outro lado. Mas isso sou eu. Um reacionário-fascista-xenófobo que, ao contrário da intelectualidade bem pensante, não tem particular apreço pela malta de outras paragens…

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