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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A velha, o burlão e o burro

por Kruzes Kanhoto, em 04.10.11
De que o mundo mudou já alguns – por enquantoainda não muitos – se deram conta. A mudança foi para pior e, talvez por isso,a maioria se recuse a encarar a realidade. Não é o caso de uns quantos burlõesque abandonaram as arcaicas formas de enganar o próximo. Fraudes com casas,automóveis ou notas de euro pertencem já ao passado. Agora os tempos são outrose há, portanto, que optar por inovadoras e mais adequadas maneiras de ludibriaros mais incautos. Daí que dois arrojados e perspicazes mariolas tenham optadopelo burro como objecto privilegiado para o exercício da arte de burlar. Apesardo espírito de iniciativa demonstrado, falharam redondamente na escolha davítima. Uma velhota que, para azar dos meliantes, é entendida em jericos edotada de sólidos conhecidos no que se refere à avaliação da espécie em causa.Foi por isso que não conseguiram extorquir mais do que uns míseros quinhentoseuros pelo asno quando, segundo a imprensa que revela o caso, pretendiam sacardois mil. Um roubo, terá pensado a idosa. Que, mais teimosa que o quadrúpede, serecusou, para desespero dos malandrins, a adiantar mais um euro que fosse. Talvez, entre os burlões, surja um novo ditado. Assim qualquer coisa como "um olho no burro e outro na velha".
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