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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A solidariedade fica-lhes tão bem...

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.09
Acho comovente a preocupação - quase sempre genuína, quero acreditar - amplamente demonstrada pelos militantes, simpatizantes e apaniguados em geral dos partidos de esquerda, perante a existência daquilo a que chamam presos políticos. Na blogosfera nacional não é difícil encontrar os mais variados manifestos de solidariedade e apelos à libertação de gente que se encontra enclausurada por esse mundo fora, por aquilo que os partidários das causas fracturantes e modernaças consideram ser delitos de opinião. Limitar o direito, legitimo na opinião deles, a fazer explodir bombas e matar pessoas é, de facto, intolerável.
Ao contrário do que seria de supor nenhum dos activistas - nome pelo qual gostam de designar terroristas e outros criminosos – merecedor das preocupações da esquerda está preso em Cuba, na Arábia Saudita, na Coreia do Norte ou no Irão. O que, bem vistas as coisas, nem constitui grande surpresa. As amplas liberdades de que desfrutam os trabalhadores e o povo desses países contrastam de forma clara e gritante com a repressão que é exercida contra os norte-americanos, franceses ou espanhóis vítimas da tirania dos seus governos.
Ainda mais estranho é não ter encontrado o nome de nenhum cidadão nacional nas inúmeras listas de prisioneiros que suscitam os ímpetos solidários dos bloguistas portugueses. Nem do Mário Machado. Provavelmente esqueceram-se. Ou então a culpa é do Código Penal. Ou do Sócrates.
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