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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A inocuidade do perdigoto comunista

Kruzes Kanhoto, 29.08.20

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Faz-me espécie esta nacional-subserviência para com o Partido Comunista. Ele é a festa do avante, que ninguém é capaz de proibir ou, entre outras, aquela alarvidade da dita agremiação de adoradores de ditadores criminosos ser imprescindível à democracia. Mais estranha ainda esta reverência perante os comunistas quando os seguidores dessa ideologia constituem apenas um insignificante e meramente residual número de eleitores ou, quanto a isso da imprescindibilidade do pcp à democracia, ninguém conseguir explicar a necessidade de tolerar a sua existência. É apenas porque sim. Por mim, se como faria sentido fosse ilegalizado, não lhe achava a falta. Ou melhor, faz cá tanta falta como a fome. Ou como o Chega.

Igualmente estranho é que não faltem alarves a reclamarem da influência do futebol na política, na justiça e sabe-se lá mais onde. Não raras vezes com razão, diga-se. Contudo poucos se incomodam com a influência dos comunistas nos meios de decisão. Nomeadamente, no caso presente da festarola, em instâncias que, cuidava eu, se preocupavam com a saúde pública. Afinal parece que não. Ou, então, já algum especialista da especialidade concluiu, após mais um aturado e financiado estudo, que um adepto a gritar golo manda muito mais perdigotos do que um comunista aos berros num comício do Jerónimo.

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