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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A grande poda

Kruzes Kanhoto, 28.03.10

Corria o ano de dois mil e oito quando os plátanos que ladeiam o percurso por onde em tempos passava a antiga estrada nacional quatro, umas centenas de metros antes da Fonte do Imperador para quem se desloca de Évora para Estremoz, foram alvos de um ataque selvático em forma de poda. Apesar do argumento que aquele tipo de intervenção não prejudicaria as árvores e que é de todo o interesse retirar ramos secos, que podem constituir uma ameaça à segurança das pessoas que eventualmente por ali passem, nunca me convenci da inocência da coisa. 
Passado todo este tempo dou a mão à palmatória. Sou mesmo parvo. Afinal as árvores voltaram a crescer e não tarda - afinal a Primavera está aí – vão estar cobertas de folhas e proporcionar sombras magníficas. Tal como acontecia antes da inteligente intervenção de carácter técnico que as amputou de todos os seus ramos mas que lhes proporcionou um revigorado e saudável crescimento. 
Apenas um pequeno senão me continua a inquietar. Uma coisa insignificante que, com toda a certeza, os técnicos que decidiram a dita selvajaria – sim porque decidir estas coisas é assunto para técnicos, não foi? – explicarão facilmente. Não consigo entender porque razão os plátanos de um dos lados estão a crescer e a voltar ao normal, enquanto os do outro continuam como no dia em que foram cortados. Do lado dos que crescem está plantada uma vinha e do lado dos que não crescem foram, pouco tempo antes da dita “intervenção”, plantadas árvores de fruto. Será que está provado cientificamente que plátanos públicos não crescem se por perto existirem árvores de fruto privadas, mesmo que os primeiros tenham sido plantados dezenas de anos antes das segundas?!

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