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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A fome é negra (ainda se pode dizer ou já é proibido?)

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.20

Há imagens que nos são mostradas vezes sem conta. Até à exaustão. Ou acharem que já as assimilámos convenientemente. Outras nunca são exibidas. O critério é determinado pelos valores da moral vigente e da doutrina em uso.

Aquilo dos canitos esturricados lá para o norte, por exemplo. Durante dias foi tudo mostrado dos mais variados ângulos e de todas as perspetivas. Nem um pormenor ficou por exibir e foi analisado por conceituados – ou auto proclamados – especialistas da especialidade. Para, suponho, aprendermos a ser bonzinhos com os animais e a proporcionar-lhes uma vida longa e feliz. Ainda que, se outra solução não houver, paga com os nossos impostos.

Depois há outras imagens, como aquelas de um indivíduo a cozinhar um gato em plena via pública, que nunca são exibidas. Pelo contrário, são apagadas assim que descobertas pelos censores da nova ordem. Será por acontecer em Itália? Ou por alegadamente se tratar de um imigrante ilegal, refugiado ou lá o que lhe queiram chamar? Seja como for podiam tê-las exibido. Faziam menção ao multiculturalismo, à pouca atenção que prestamos a essas vitimas do capitalismo e, quiçá, ao racismo. Terminavam culpando o homem branco e ficávamos todos felizes, contentes e mais doutrinados. Até porque se alguém pode garantir que nunca comeu um gato, que atire o primeiro pau...

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