A empatia do empoderamento
Já não suporto essa coisa da empatia. Digamos que não tenho empatia nenhuma por quem, a propósito de tudo e principalmente de nada, anda sempre com essa palavra na boca. Hoje toda a gente diz ser empática, todos exigem empatia aos outros e não há parvo nenhum que não pronuncie essa palavra pelo menos dez vezes por dia. Ainda que, a maior parte, não passem de uns empatas.
O mesmo com isso do empoderamento. Seja lá essa cena o que for. Agora, todas as gajas de esquerda se gabam, para além de ter empatia para dar e vender, de ser empoderadas. Muito empoderadas, mesmo. Uma coisa parva, é verdade, mas se elas se acham assim é melhor não as contrariar. Primeiro porque ninguém nota nada e segundo porque um maluco – ou maluca – nunca se contraria.
Num tempo em que mais vale parecer do que ser, faz sentido que muita gente se declare empática e empoderada. Provavelmente não é nem uma coisa nem outra, mas fica bem para o like, para por no currículo e para a auto-estima. Por mim, já estou como dizia o poeta: “detesto os bonzinhos”. E, de caminho, as empoderadas auto-proclamadas.
