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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A cultura do subsídio

por Kruzes Kanhoto, em 22.07.10
Quando se critica a subsidio-dependência como forma de vida é bom ter presente que, provavelmente, estaremos a falar de larguíssimos sectores da sociedade portuguesa. A atribuição de subsídios por parte do Estado e demais entidades públicas é hoje prática corrente, generalizada e extensível até às mais insuspeitas actividades. Quase me atrevia a escrever que muitas entidades apenas existem para subsidiar e muitíssimas outras, colectivas e individuais, apenas existem porque são subsidiadas. Embora as últimas poucas vezes aceitem este facto como realidade, quase sempre vejam o subsidio como um direito adquirido e praticamente nunca reconheçam a boa vontade de quem subsidia. 
Embora para um vinho o nome não me pareça muito sugestivo, o produtor do vinho que ocupa o lugar central na foto terá querido – a interpretação é minha e admito que possa estar completamente errada – prestar uma espécie de homenagem ao que tornou possível a existência do seu produto. O que já me parece melhor. O reconhecimento fica sempre bem. Espera-se é que o conteúdo não seja uma zurrapa e que, pelo contrário, se revele um verdadeiro néctar dos Deuses capaz de justificar cada euro do subsidio.
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