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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Salvar bancos agora já é uma coisa boa?!

por Kruzes Kanhoto, em 14.03.18

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Primeiro foi o BPN. Sócrates, contra a opinião do seu ministro das finanças, tratou de o salvar. Opção que, como todos sabemos, nos tem custado os olhos da cara. Depois, com o regresso ao poder dos socialistas, foram o Banif e a Caixa a reclamar mais uns milhões – muitos, mesmo – ao erário público. Agora foi o Montepio. Estava à rasca e, naturalmente, o governo socialista sustentado no poder por comunas e blocas lá deu uma mãozinha. Pelo meio, a mesma gente, resolveu o problema aos lesados do BES pagando-lhes com o nosso dinheiro. E, por falar em BES, só não salvaram esse porque, por sorte nossa e azar do Salgado, não estavam no poder.

Ora, essa coisa de salvar bancos andou durante anos a servir de argumento a toda a gente para malhar do governo. No de então. Dava para tudo. Quando, afinal, o governo que era alvo das criticas não tinha salvo nenhum. Curiosamente este argumentário desapareceu do léxico político. Já ninguém o usa. Logo agora que temos um governo especialista em matéria de salvamento bancário! Mas ainda bem que já não temos um governo da direita bafienta, que apenas se preocupava com o capital e só queria o mal das pessoas.

 

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No limite nem é o Jon Bon Jovi

por Kruzes Kanhoto, em 13.03.18

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Não sei em que pé se encontra aquilo das armas que terão desaparecido de Tancos. As tais que, no limite, nem existiam. Ou, a existirem, não passariam de sucata e o seu sumiço teria até constituído um favor que os alegados gatunos teriam feito à tropa.

Estas, que pela descrição podiam ser as desaparecidas, estavam um sábado destes à venda na feira das velharias cá da terra. Não me parecem, assim à primeira vista, por aí além muito perigosas. Mas nunca fiando. O melhor é não subestimar os estragos que um dvd do Jon Bon Jovi pode fazer.

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Cosmopolitas e matarruanos

por Kruzes Kanhoto, em 12.03.18

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Calhaus pintados? Deve ser uma moderna forma de expressão artística. Isso ou outra parvoíce qualquer. Mas, ainda assim, não tão parva como destruir linhas de água. Devem estar convencidos, os novos campónios, que nunca chove no Alentejo. Ou, então, acham que podem mandar o regato dar uma grande volta. Como têm de fazer os que antes passavam pelos caminhos que os proprietários cosmopolitas, ciosos do seu brinquedo, vão fechando. Com a complacência dos matarruanos autóctones, quase sempre.

 

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E-bruxedo

por Kruzes Kanhoto, em 12.03.18

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Tem valido tudo, mas mesmo tudo, para prejudicar o Glorioso. E, não tenho dúvidas, vai continuar a ser assim. Por mim vou fazendo o que posso para retribuir. Ou seja, apostar neles. Como, entre outros, já referi aquiaqui e aqui. Uma espécie de operação E-Bruxedo. Investiguem o meu azar…

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Famílias inter-espécies

por Kruzes Kanhoto, em 11.03.18

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Nem me vou alargar em grandes considerandos acerca dos “escritos” acima. Ambos relacionados com aquele moderníssimo conceito de famílias inter-espécies, ou lá o uns quantos doentes mentais gostam de chamar a gente para quem os bichos são como filhos, irmãos, cunhados ou o raio que os parta. Não vale a pena. As criaturas dizem tudo. E o que dizem nem é muito incomum nem surpreendente. Talvez a única surpresa seja as cadelas - ou outras espécies de quadrúpedes - escreverem no facebook.

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Todos igualmente pobres...É o desejo da União Europeia!

por Kruzes Kanhoto, em 10.03.18

Estou confuso. Ligeiramente aturdido, até. Tudo por causa daquela reprimenda que a União europeia deu ao governo do Costa. Parece que os burocratas europeus não apreciaram as mexidas que a geringonça andou a fazer no IRS. E que foi, diga-se, das poucas medidas relativamente aceitáveis levadas a efeito pelos esquerdalhos que tomaram o poder de assalto.

Segundo os patetas da UE, acabar com a sobretaxa e diminuir meio cagagésimo o imposto sobre o rendimento vai agravar as desigualdades entre os portugueses. Pois. Deve ser isso, deve. Dado que metade dos contribuintes não contribuem nada em termos de IRS, só falta dizer que o Passos e o Gaspar andaram quatro anos a promover a igualdade social. Ou seja, pelo ponto de vista europeu, os impostos nunca podem baixar - apenas subir - para a metade pagante ficar cada vez mais pobre e, assim, construir uma sociedade mais igual.

Estranhamente, ou talvez não, o PCP, BE e PS não reagiram a estas críticas das instituições europeias. Antes tão ciosos da tal soberania nacional, acérrimos opositores das ingerências externas na nossa política e mais o diabo a quatro estão agora mais caladinhos do que um rato. E contentes, presumo. Afinal este era o argumento que lhes faltava para não fazerem a única reversão que verdadeiramente importa fazer. Reverter o enorme aumento de impostos. Ou já todos se esqueceram disso?!

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Dia da mulher

por Kruzes Kanhoto, em 08.03.18

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Posso até compreender que, por razões históricas, se assinale com alguma pompa e razoável circunstância, o dia internacional da mulher. É, mais ou menos, como a celebração do armistício. Não aquece nem arrefece, como diria a minha avó que nunca soube o que era isso da igualdade, mas a quem nenhuma alminha, homem ou mulher, fazia o ninho atrás da orelha. 

Com o que concordo muito pouco é com aquilo da imposição de quotas por via legislativa. É uma estupidez e, queira-se ou não, um atestado de menoridade às mulheres.  Trabalho numa organização onde, até há pouco mais de vinte anos, todos os seis lugares de chefia eram ocupados por mulheres. Mesmo sem lei da paridade, ou lá o que é.  E nunca isso foi um problema. Agora, pelos vistos é. Sinal dos tempos. Ou do fascismo dos tempos modernos, se calhar.  Que, com tanta imposição, se vai parecendo cada vez mais com o outro. 

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Indignação selectiva. Multicultural, quiçá...

por Kruzes Kanhoto, em 07.03.18

 

Se há coisa capaz de me aborrecer é a indignação selectiva. Ou seja, perante o mesmo problema, umas vezes o pessoal indigna-se e outras não, conforme o patife que praticou a patifaria. Veja-se, desta vez, o caso dos ciganos de Faro. Abandonaram dezenas de animais à sua sorte enquanto tratavam de arranjar abrigo para proteger o coiro. Animais que, diga-se, apresentavam nitidos sinais de maus-tratos. Ora nada disto suscitou a indignaçãozinha da maioria dos amiguinhos dos animais, por norma sempre tão prontos a reagir na internet a tudo o que lhes cheire a pouca devoção aos “anjinhos de quatro patas”. Ou “patudinhos lindos”, para os mais ateus. Onde andam, por exemplo, aqueles idiotas que chamaram tudo menos pai ao GNR que, há meia dúzia de anos, deu um pontapé a um porco para o afastar da estrada? E aquela meretriz que, em certa ocasião, me telefonou a ameaçar com certas práticas que aqui não reproduzo - embora tivessem, também, a ver com reprodução - se eu continuasse a dizer mal dos animais?! Já terá reagido, a besta?! E a outra, candidata do PAN à Assembleia Municipal de Évora, que soube mandar bitaites idiotas acerca de um post que partilhei no facebook, será que já destilou a sua raiva perante esta barbaridade? Provavelmente não. São ciganos, portanto o melhor é levar isso como algo multiculturalista, ou assim.

Ao que foi divulgado, alguns daqueles animais teriam sido furtados aos verdadeiros donos. Coitados. Dos donos, também. Vamos ver se não terão de indemnizar os ciganos pelos custos que suportaram com a alimentação dos cães...

 

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Quem anda à chuva...

por Kruzes Kanhoto, em 06.03.18

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Parece que o Presidente da Republica era para vir cá – a Estremoz - assistir a qualquer coisa da tropa. Ou a outra macacada igualmente inútil, não sei ao certo. Mas não veio. Diz que foi a chuva que o terá demovido. Mas isso pouco importa. Não veio não abalou, como diria a minha avó. E, acrescento eu, não se notou a falta. Mas, ao contrário do que seria expectável face ao argumento que alegadamente terá servido para a escusa, não ficou em casa. Foi a Beja. E apanhou chuva. Pouca. Que por lá, para azar daqueles compadres, não tem chovido por aí além.

Nisto da presidencial visita que não chegou a acontecer há, apenas, uma questão que me deixa inquieto. O argumento. Ou melhor, o alegado argumento pois nem sei se é verdadeiro. Então o homem é o chefe supremo das forças armadas e tem medo da chuva?! Que diabo, sempre ouvi dizer que chuva civil não molha militares!

 

 

 

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Anormalidades

por Kruzes Kanhoto, em 04.03.18

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Uns quantos ramos de árvore caídos, ruas com um palmo de água e um ou outro telhado que vem abaixo por causa dos alegados temporais não constituem – excepto, obviamente, se envolveram a perda de vidas humanas – qualquer espécie de drama. É normal. Devia ser o pão nosso de cada Inverno. Drama, tragédia, horror e toda a categoria de cataclismos que quisermos é regatos como este, que há cinquenta anos corriam durante seis meses, não correrem agora mais do que seis dias. Se calhar, digo eu, é capaz de ser mais anormal do que as ondas galgarem a marginal quando uma qualquer tempestade coincide com a subida da maré...

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Não gosto que me apontem armas. É uma coisa que me aborrece...

por Kruzes Kanhoto, em 03.03.18

Esta semana Vladimir Putin anunciou ao mundo uma nova geração de armas nucleares que, a acreditar no homem, farão já parte do arsenal da Rússia. Ora, como gajo preocupado com estas coisas, procurei saber a posição do Partido Comunista e, nomeadamente, da sua agência para estes assuntos. Um tal Conselho Português para a Paz e Cooperação. Que, dada a sua intensa actividade em defesa da convivência pacifica, esperava eu já se tivesse pronunciado no sentido de condenar veementemente mais esta ameaça à paz celestial entre os homens. E as mulheres. E os coisinhos, também. Que aqui no Kruzes não se discrimina ninguém.

Tempo perdido. Afinal nem uma palavrinha. Nem o PCP nem a organização palhaça por si patrocinada se revelam preocupados por a Rússia ter apontadas às nossas cabeças mais umas quantas armas. A preocupação da camaradagem é apenas dirigida à Nato e aos patifes dos americanos. Camaradas, pá, Como é que eu vos hei-de explicar isto? Se um maluco de qualquer dos lados apertar o botão e houver uma guerra nuclear, batemos todos a bota. Mas a nós, embora se isso acontecer importe pouco, a arma que nos mata é a dos vossos amiguinhos russos. E a vocês também, mesmo que tenham a foice e o martelo pintados na testa.

Só mais um pormenor, camaradas. Não sei se já repararam mas a URSS acabou vai para trinta anos. Talvez constitua uma novidade para vocês mas, acreditem, o Putin é tão comunista como o Cavaco. Não consigo, por isso, descortinar razões para terem tanta admiração pelo novo czar. Ou será aquilo do inimigo do meu inimigo é meu amigo?! Poucochinho, se for isso. E, normalmente, dá mau resultado. Vejam o exemplo do Sporting...

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Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 02.03.18

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E pronto, voltámos ao mesmo. Nem, de resto, outra coisa seria de esperar. Estamos de novo a gastar à tripa-forra, esturrando tudo o que temos e, mais preocupante, o que não temos. Em futilidades, de uma maneira geral. Mas não admira. Venderam-nos a ideia que a página da austeridade estava virada enquanto, em simultâneo, nos convenceram que somos ricaços outra vez. Ainda que em matéria de aumento esse conceito apenas se aplique aos impostos. Mas, apesar de tudo, não consigo culpar apenas os políticos por esta tragédia anunciada. Os culpados somos nós. Ninguém nos manda acreditar em caloteiros inveterados com larga experiência em estourar com todos os limites da divida pública.

É por isso que, mesmo em tempo de suposta abastança, vou mantendo aquilo da agricultura da crise. Para não estranhar quando voltarmos a ser pobres. Desde que haja coentros, poejos e pão um alentejano não passa fome.

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Putedo, pirataria e parvoíce

por Kruzes Kanhoto, em 01.03.18

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O clubezeco de futebol do porto, diz, vai recorrer para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por causa daquela coisa da pirataria. Ou da devassa do sistema informático de uma empresa, relativamente à qual tem andado a divulgar os dados devassados. Algo que tem a ver com a impossibilidade de continuar a praticar, reiteradamente, um crime. Faz muito bem aquela agremiaçãozita. Já cá se me constou que Oliveira e Costa, Duarte Lima, Pedro Dias e outros que tais são gajos para seguir o exemplo...

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Chove!!!!

por Kruzes Kanhoto, em 01.03.18

Ó chuva és a minha crença

Nem que eu morra afogado

Ainda assim não me compensa

Das secas que tenho passado

 

A chuva, finalmente, começou a cair em quantidade significativa. Ainda bem. Que a prolongada ausência de pluviosidade estava a causar inúmeros sarilhos. Nomeadamente aqui, no Alentejo. Isto enquanto uns quantos alarves passam o dia nas televisões a falar do mau-tempo. Mau-tempo o raio que os parta, pá! Está um tempo espectacular, isso sim!

 

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Telenovelices

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.18

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Constou-se-me que a novela em exibição pela TVI tem como protagonistas uma família de ciganos. Fica bem à televisão exibir produções, principalmente nacionais, que promovam o conhecimento da cultura cigana. É bom para aquilo da inclusão, ou lá o que é. Contudo, ao que me foi relatado, nenhum dos ciganos da historieta recebe o RSI e alguns – confesso que ia caindo do espanto abaixo – até trabalham. Fiquei sem vontade de ver. Gosto de ficção, mas não tanta.

 

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Ele não quer é que a malta se divirta, pá!!!!*

por Kruzes Kanhoto, em 26.02.18

Perante a reclamação dos autarcas acerca da falta de dinheiro para a limpeza da floresta, o ministro da agricultura terá hoje deixado a recomendação para que, se necessário, cortem nas festas. Das duas uma. Ou o ministro não conhece os autarcas e o eleitorado que temos, nomeadamente quanto ao entusiasmo que ambos evidenciam no âmbito do festejo, ou está desejoso de ir gozar a reforma. Mas, reconheço, o homem tem razão. Toda. Apesar do rasgar de vestes a que, não tarda, assistiremos. Seja pela parte de responsáveis autárquicos, de comentadores e povo em geral ou dos profissionais da indignação que habitam as redes sociais, em particular.

Qualquer político orienta a sua actividade tendo em vista a reeleição. Para o que dá votos, portanto. Os autarcas, obviamente, não fogem à regra. Ora sabedores de quanto o povinho aprecia uma boa festarola, de preferência com comes e bebes em abundância e moçoilas aos pinotes, é natural que optem por aquilo que o povo quer. A festança. E o pior é que este pensamento não é exclusivo da classe política. Também haverá – dizem, que eu dessas coisas não sei nada – dirigentes associativos, incluindo daquelas instituições com acrescida responsabilidade social, que utilizam os subsídios das autarquias para a promoção de comezainas diversas e festins manhosos. E, depois, queixam-se da falta de meios, fazem peditórios ou aborrecem-nos com pedinchices várias.

 

*Só para citar uma critica que, já lá vão uns anos, me foi dirigida por um "dirigente" associativo...

 

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O menino guerreiro

por Kruzes Kanhoto, em 24.02.18

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Quem terá envergado esta armadura? Crianças soldado, pigmeus guerreiros ou combatentes de baixa estatura são, assim de repente, as respostas que me ocorrem. Tudo questões pouco inquietantes e que agora não interessam nada. Até porque o seu futuro não passará, de certeza, por um campo de batalha. Pelo menos daqueles para que foi concebida. Mas pode, com inegáveis vantagens, ser usada noutras artes que não a da guerra. Nomeadamente daquelas onde o nível de belicismo é substancialmente mais baixo. Que isto, com as armas de hoje em dia, só servia para atrapalhar. Na retirada, em especial.

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A ruína como fonte de financiamento

por Kruzes Kanhoto, em 23.02.18

Parece que, no conjunto do país, são já vinte e dois os municípios que aplicaram o agravamento do IMI às casas devolutas, degradadas ou em ruínas. Para o ano serão, seguramente, mais. Trata-se, como é óbvio, de mais uma maneira fácil e rápida de encher os insaciáveis cofres municipais. Medida com que, a julgar pelos comentários que se vão vendo em reacção às notícias publicadas a este respeito, muita gente concorda. 

Pois eu discordo em absoluto. Nomeadamente quando esse roubo é aplicado em municípios do interior.  Não acredito – mas isso deve ser o meu lado mais céptico a manifestar-se – que alguém, por sua vontade, não rentabilize ou deixe deteriorar um activo, no caso um imóvel, apenas porque sim. Se não o recupera e coloca no mercado, seja de venda ou de arrendamento, é porque não pode. E as razões podem ser mais que muitas. Todas, também sei, incompreensíveis e de fácil solução para quem não vive o problema.  

Não me canso de dizer e de escrever que o Estado deve deixar o cidadão em paz. Mas, neste caso, também já estou cansado de defender que as câmaras, em lugar de penalizar o proprietário, deviam tomar posse dos imóveis pagando por eles o valor tributário. Depois procediamàs obras de recuperação e faziam deles o que melhor lhes parecesse. É que assim, como as coisas estão actualmente, quantos mais prédios desocupados, degradados e em ruinas, mais dinheiro entra nas autarquias que apliquem este agravamento. Perverso, digo eu.  

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Regulamente-se...

por Kruzes Kanhoto, em 20.02.18

Todos os dias o governo – ou os partidos que o sustentam – manifestam a intenção de legislar, regulamentar, estabelecer limites, impor procedimentos e, seja qual for a maneira, imiscuir-se na vida das empresas, do povo em geral e das pessoas em particular. Sem que, na maioria dos casos, daí resulte uma vantagem que salte à vista ao comum dos mortais.

Já perdi o conto aos assuntos que apenas dizem respeito às relações entre particulares, em que a malta que tomou de assalto o poder resolveu meter o nariz. Segue-se, dizem, a regulamentação do que uma empresa pode ou não vender aos seus balcões. Tal como os objectivos de vendas que esta pode ou não negociar com os seus funcionários. Não tarda – já ameaçaram – tratarão de impor limites ao que cada um pode fazer com os imóveis de que, por enquanto, ainda é proprietário.

Regulamentam tudo, estes badamecos. Presumo que determinar quantas vezes podemos sacudir depois de mictar, constitua uma das próximas prioridades. De facto já é tempo de alguém colocar ordem num assunto tão premente sempre negligenciado pelos sucessivos governos de direita. 

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Armado em descentralizador

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.18

Não gosto de armas. Nem mesmo das brancas, que eu não sou racista sequer ao nível do armamento. Mas estranho que exista tanta gente a culpar a livre venda de armas pelos massacres que ciclicamente se repetem nos States. Quase tanta, diria, como aqueles que garantem, sempre que acontecem ataques de cães de raça perigosa, que perigosos não são os cães mas sim os donos. Então – e reiterando o meu ódio a todo o tipo de armas – não se pode aqui aplicar o mesmo principio e estabelecer que perigosas não são as armas mas sim quem as possui? Seria, se calhar, uma questão de idoneidade intelectual, coerência ou algo assim.

Por falar nisso da idoneidade intelectual e afins. Não me pareceu que o discurso do novo líder do PSD tivesse sido um exemplo dessas coisas. Nomeadamente quando, referindo-se à necessidade de descentralizar serviços, citou o Tribunal Constitucional ou a Provedoria de Justiça como exemplos de instituições que podiam funcionar em Coimbra. Percebe-se, em parte, dada a existência da Universidade e isso. Mas, a sério, descentralizar é mudar serviços de Lisboa para o Porto, Coimbra ou Braga? Era capaz de ser um pouco mais eficaz, no âmbito do investimento no interior, anunciar a mudança da ASAE ou da AICEP para Estremoz.

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