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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Aprender, sempre!

Kruzes Kanhoto, 28.02.24

Ouço com frequência que devia haver eleições todos os anos. Isto por causa das medidas tomadas em vésperas de eleições pelos governo em funções, com medo de deixarem de o ser, para manterem o eleitorado satisfeito e garantirem a reeleição. Naturalmente que tudo isso, mais as promessas eleitorais que eventualmente venham a ser cumpridas, transforma-se um tempo depois em impostos. Daqueles que fazem com que o nosso rendimento diminua ainda que o salário aumente. Coisa que o tipo que agora é secretário-geral do PCP tem manifesta dificuldade em entender. Para o cavalheiro essa cena do rendimento não importa nada. O que interessa é o salário. Uma sorte para o partido dele não haver eleições todos os anos. Se houvesse já nem um deputado tinham para amostra.

Por mim também acho que devia haver eleições mais vezes. São sempre alturas propicias à diversão. E nem estou a pensar em maluqueiras como atirar tinta uns aos outros, ou repetir muitas vezes a palavra “fascista” como se tivesse a “boca cheia de favas” que era uma bela de uma expressão, infelizmente caída em desuso, que caracteriza muitíssimo bem o tom de voz de umas quantas criaturas que andam apavoradas perante a hipótese de perderem o tacho. Estou, antes, a pensar que o período eleitoral serve para todos aprendermos mais alguma coisa. Aprendi hoje, ao ouvir a doutora Mortágua, economista de formação, que “Portugal é um país pobre porque paga salários baixos”. Eu, que destas coisas da economia percebo tanto quanto um barbeiro, cuidava que o país é pobre por não gerar a riqueza suficiente para elevar o nível salarial. Daí, por exemplo, aquilo do SMN por mais que aumente comprar praticamente sempre o mesmo. Mas não. Estou enganado. Eu e o governo do Sudão, da Somália e mais uns quantos. Se aqueles países descobrem a formula da doutora Mortágua tornam-se iguais à Alemanha num ápice.

Saudade do tempo em que as vacas não voavam

Kruzes Kanhoto, 26.02.24

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Graças aos variados simplex’s – que até conseguem pôr vacas a voar – e à vontade politica dos representantes do povo legitimamente eleitos, mudar de sexo no registo civil, alterar o nome e conseguir o divórcio é hoje um processo que se trata num piscar de olhos. Diz, que eu dessas coisas não sei nada. Sei, isso sim, é que para cessar relações de carácter comercial com determinados prestadores de serviços é uma chatice. Para terminar um contrato com uma operadora de telecomunicações foram necessários quase três meses e duas deslocações à capital de distrito, dado que as restantes lojas do operador só servem para vender telemóveis e contratualizar serviços. O mesmo com os bancos. Até a agência local do banco público já nem serve para encerrar contas. Agora é tudo centralizado. Quase dois meses depois, de tão centralizado que é, ainda continuo, contra a minha vontade, a ser cliente. Começo a desconfiar que mais depressa vejo por aí um bovídeo a esvoaçar.

O BE quer empobrecer os portugueses

Kruzes Kanhoto, 24.02.24

A doutora Mortágua insiste que é necessário baixar o preço das casas. Não se cala com isso, a gaja. Tem, até, propostas para tornar esse seu sonho em realidade. Não está a ver bem a coisa. Num país em que setenta por cento das famílias têm casa própria não me parece muito avisado nem, sequer, eleitoralmente muito vantajoso afrontar uma parte significativa dos eleitores apenas para agradar a uma percentagem que provavelmente não chegará a quinze ou vinte por cento. Sim, porque não estou a ver que existam muitas famílias que fiquem felizes com a depreciação do valor do seu imóvel. Ela lá sabe. A julgar pelo discurso nem quer muitos votos. Chegam-lhe os suficientes para obter o número de deputados bastantes para poder reclamar um lugar no governo do camarada Santos.

Tal como o camarada Raimundo, também eu não acredito em sondagens. Não creio, por exemplo, que a CDU se fique nos miseráveis dois por cento – nos dias bons - que lhe têm sido atribuídos. Ainda anda por aí gente suficiente para fazer duplicar esses números. É o que dá a esperança média de vida não parar de crescer. Igualmente não me convencem as alegadas intenções de voto no Chega. Ná, isto é um país de mentirosos. A começar por mim que, em certa ocasião, mal acabei de votar fui interpelado por uma criatura que me pediu para “votar” da mesma maneira que tinha acabado de fazer. Era para aquelas sondagens que, supostamente, nos dizem quem ganhou assim que fecham as urnas. Acedi - todo satisfeito por colaborar numa cena tão importante - e votei. Noutro.

SNS, assim não vale...

Kruzes Kanhoto, 22.02.24

O SNS tem constituído um dos principais temas para a habitual demagogia que os políticos gostam de usar para atacar os adversários e que, modo geral, os portugueses nas suas conversas de dia a dia adoram replicar para defender os da sua cor e depreciar os demais. Por mim apenas quero que o SNS funcione. Estou-me nas tintas se o serviço me é prestado pelo Estado ou por um privado que o Estado contrata por não ter capacidade para me tratar a tempo e horas.

Infelizmente esta prática não é seguida. Pelo menos da forma mais adequada. Estou, desde o final do Verão passado, inscrito para uma cirurgia num hospital público da região. No inicio de Dezembro fui convocado para a realização de exames tendo em vista a realização da mesma. A meio de Janeiro recebi uma carta do tal hospital e, ainda antes de a abrir, confidenciei aos meus fechos de correr a satisfação pela rapidez do processo enquanto enaltecia as virtudes do sistema que, afinal, não estava tão mal como o andavam a pintar. Só que não. A missiva continha um vale-cirurgia que podia utilizar num de dez hospitais à minha escolha. Oito públicos, todos a norte do Douro e dois privados. Um em Lisboa e outro no Algarve. Mais ou menos como aqueles vale-prenda para usar obrigatoriamente em determinadas lojas, mas aquilo que nós precisamos só está à venda no estabelecimento do outro lado da rua.

Obviamente não aceitei a generosa oferta e vai daí continuo na lista de espera. Estava, antes do dito vale, em 378º lugar e passado um mês avancei para 358º. Por este andar daqui por uns dezanove meses deve chegar a minha vez. Ou não, porque a lista tem umas particularidades assaz curiosas. É que, neste período, já estive também nos lugares 380º, 399º e 402º. Ou seja, já andei para trás. Diz que é porque vão aparecendo casos urgentes. Ou, então, é porque há gente a fazer como uma amiga da minha avó quando precisava de consulta com o médico da “Caixa”. Oferecia-lhe uma galinha.

As rainhas da bicharada

Kruzes Kanhoto, 20.02.24

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Ainda me lembro de quando era proibido alimentar animais errantes. Ou vadios, vá. Agora, provavelmente em consequência da vadiagem que há por aí, pelos vistos já não é. Ou, se é, ninguém se importa. Nem exporta. Daí que umas quantas malucas tenham como desígnio de vida dar comida à bicharada desvalida. E à outra, também. Que elas não são esquisitas. Não raramente até alimentam os cães e gatos que estão nos quintais e jardins dos respectivos donos. Acharão, se calhar, que os bichos estão desnutridos. É doida, esta gente. Estou muito longe de perceber o que as leva a adoptar este comportamento, mas coisa boa não será, certamente. Deve ser mais uma daquelas situações para as quais o SNS não tem resposta.

O IRS do vizinho

Kruzes Kanhoto, 18.02.24

Não faço contas à viabilidade das propostas da direita, nomeadamente da Iniciativa Liberal, sobre a redução do IRS. Até porque não as sei fazer. Para quem apresenta a proposta seriam quatro ou cinco mil milhões, para a Esquerda, que está contra tudo o que é redução de impostos, os cofres do Estado deixariam de contar com nove mil milhões caso a proposta fosse implementada. Tudo, obviamente, estimativas. Nem uns nem outros saberão ao certo qual o impacto de uma medida desta natureza. Dependeria sempre do que cada um fizesse com o dinheiro que lhe sobraria no bolso. Se, por exemplo, eu gastasse os meus – suponhamos – cem euros de alivio fiscal em bifes o Estado perderia noventa e quatro euros, mas se optasse por gastá-los em gasolina só perdia quarenta, mais coisa menos coisa em ambos casos. Já se fosse gastar os cem paus ali a Badajoz, aí sim, o Estado perdia tudo.

Seja como for, reduzir o IRS é da mais elementar justiça. O que nos estão a fazer constitui um roubo. De tal forma que a Esquerda já nem recorre à lengalenga habitual do “Estado-social”, da Educação ou do SNS. Prefere apelar ao sentimento de inveja e justificar a sua oposição à redução do imposto sobre o trabalho com a desculpa que quem ganha ordenados milionários é mais beneficiado. Ou seja, prefere prejudicar milhões de trabalhadores para não beneficiar dois ou três mil indivíduos. Não espero, obviamente, que os portugueses entendam o que está em causa e deem o merecido castigo a quem tem estas opções. Metade não paga IRS e, portanto, estes assuntos nada lhes dizem. Da outra metade muitos não sabem sequer ler o recibo de vencimento ou sentem-se confortáveis com o que pagam. É lá com eles. Só me aborrece é que ainda tenham o descaramento de achar que eu é que estou errado. Perdoai-lhes Senhor, que deve ser doença…

O rigor da análise jornalistica...

Kruzes Kanhoto, 17.02.24

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Para mim, que sou benfiquista, o SLB joga sempre melhor que o adversário e, ainda que numa ou noutra ocasião a bola entre mais vezes na nossa baliza do que na deles, no fim do jogo continuo a achar que o Benfica ganhou. O mesmo se passa com os comentadores televisivos que analisam os debates entre os diversos lideres partidários. Para eles o seu candidato favorito - o de esquerda, seja ele qual for, que aquela malta não é esquisita no que toca à canhotice – ganha, invariavelmente, tudo o que é disputa com o candidato da direita. Que eu ache, mesmo após os sete zero de Vigo, que o Glorioso dá em cada jogo uma cabazada ao adversário é como o outro. São cá coisas minhas, sem importância nenhuma e que não interessam a ninguém. Já aquelas criaturas, que durante horas debitam alarvidades acerca do que na imaginação deles terá acontecido, deviam ter mais juízo. Aquilo não é opinião. É propaganda. Ilegítima, pouco séria e, se calhar, de duvidosa legalidade.

Avaliar com cautela...

Kruzes Kanhoto, 14.02.24

Não tenho má impressão daquela senhora anafada que foi ministra de qualquer coisa no anterior governo do PS e que dá ares da Fiona, a namorada do Sherk. O que, vindo de mim e tratando-se de uma ex-governante daquele partido, quase se pode considerar um rasgado elogio. A criatura em causa terá sido, ao que é público, a coordenadora da equipa que elaborou o programa eleitoral dos socialistas. Aquilo, reconheço, está ali um trabalho bem feito. Gosto especialmente das partes em que se promete “avaliar a possibilidade”, proceder ou promover a “avaliação” e “estudar” coisas. Para quem quer mais acção, menos conversa e “fazer” não parece um mau principio.

Agora a que eu gosto mais – mas é que gosto mesmo – é aquela de devolver em IRS às famílias com menores rendimentos parte do IVA suportado em consumos de bens essenciais, incluindo às famílias que não pagam IRS”. Esta sim, é genial. Não pagam IRS, mas ainda assim recebem. Porreiro, pá. É o desfazer daquele mito que para ganhar a lotaria é necessário jogar. Nah, com o PS isso vai ser possível mesmo não comprando a “cautela”. Por falar em cautela, presumo que para ter essa esmola seja necessário que o NIF conste das facturas. Eu não disse que estava ali um trabalho todo supimpa?!

Combustões

Kruzes Kanhoto, 12.02.24

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Todos os invernos ardem vários contentores em consequência de dentro deles serem depositados os restos da lareiras. Uma estupidez que sai cara a toda a gente. Até ao idiota que não tem o discernimento de, antes de as despejar no lixo, verificar se entre as cinzas ainda existem brasas acesas.

Mais raro é este fenómeno ocorrer com os eco-pontos. Se calhar, digo eu, não haverá ninguém tão estúpido ao ponto de despejar as cinzas nestes contentores. Nem, tão pouco, em pirómanos, vândalos ou gente que anda ao metal passe a repetição. Mais depressa acredito em combustão espontânea. Ou, sei lá, numa experiência cientifica qualquer.

Tá tudo a funcionar!

Kruzes Kanhoto, 11.02.24

O outro é que tinha razão, somos uns piegas. E aquele que não sabe o que é que não funciona, também está carregadinho de razão. Funciona tudo. Funciona o Estado, funciona o mercado e, a bem dizer, o país em geral funciona lindamente. Não se percebe por isso esta lamuria generalizada acerca de tudo e mais um par de botas. Ele é queixinhas acerca do salário mínimo que é baixo, ele é lamentações que a habitação está cara e, modo geral, queixume que o dinheiro não chega para nada. Porra, pá. Não aborreçam, mas é. Façam-se à vida e deixem-se pieguices. Olhem o dr. Macaco, por exemplo. O coitado, apesar de ter um curso superior, só conseguiu um emprego onde apenas aufere o ordenado mínimo, mas apesar disso consegue ter uma casa de trezentos metros quadrados perto do mar, automóveis topo de gama, faz férias na estranja e ainda lhe sobra dinheiro para ir à bola todas as semanas. Isso é que é saber gerir os recursos, mesmo tendo um patrão explorador que lhe paga uma miséria. Um português de sucesso, portanto. Daqueles que em vez de se ficar a lamentar resolveu meter as mãos na massa. Um exemplo contra a nacional pieguice, até. Espero que o Marcelo lhe dê uma medalha. O homem merece.

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