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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Vem aí a policia da verdade suprema e da virtude...

Kruzes Kanhoto, 02.07.20

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Diz que o governo vai monitorizar aquilo a que chama “discurso de ódio” nas plataformas online. Parece até que já estará em vias de dar início à contratação pública de um projecto que vai espiar, acompanhar e identificar sites. Coisa para adjudicar a uma empresa formada para o efeito por especialistas da especialidade provavelmente ligados à causa. Talvez também ao partido, sabe-se lá. Ou, por outras palavras e em linguagem clara, vai reintroduzir a censura. Mas, agora, da boa. Daquela valorizável.

Nada de novo, isto, nem que me surpreenda muito. Não esperava diferente de um país que guinou bruscamente à esquerda e, isso sim, é que me deixa para lá de perplexo. Nomeadamente quando são conhecidas consequências das políticas promovidas por gente desse calibre noutras partes do mundo. E também por cá, diga-se.

Presumo que, entretanto, será determinado o que podemos ou não escrever nas redes sociais. O que poderá suscitar questões deveras inquietantes. Como, por exemplo, se o discurso de ódio pelo discurso de ódio conta como discurso de ódio. Ou, mais importante ainda, quem é que vai escolher o que é, ou não, discurso de ódio. Camaradagem abichadana, frustrados diversos, urbano deprimidos e gente tão burra que apenas conseguiu entrar em sociologia serão, quase de certeza, os comissários da polícia do ódio.

Gatunagem sofisticada

Kruzes Kanhoto, 01.07.20

O “surto” de burlas com o sistema de pagamento MBWay deixa-me boquiaberto. Por todos os motivos. Desde a simplicidade do esquema à facilidade com que as vitimas caem na esparrela. Para não falar dos burlões e dos burlados. Os últimos, os enganados, serão pessoas com algum nível de literacia. Já os alegados burlões serão, ao que parece, gente praticamente analfabeta. Daquela a quem os choninhas do regime classificam como socialmente desfavorecida e para a qual faltam políticas de integração.

O esquema manhoso envolverá compras on-line, telemóveis, multibanco e, se calhar, outras modernices. Longe vai o tempo em que a trapaça pouco mais envolvia do que burros e outros muares. Hoje já não basta apenas um olho. É a evolução dos tempos, do crime e dos criminosos. Até porque o criminoso, neste caso, está longe da vista. Mas, desgraçadamente, demasiado perto da conta bancária.

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