Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Praga de lambe-cus

Kruzes Kanhoto, 17.07.20

download.jpeg

Os lambe-cus do regime têm hoje como missão insultar um tal Ricciardi. Parece que o homem não gosta das manas Mortágua – ou de uma delas, não sei ao certo – e terá manifestado publicamente a sua vontade de as ver desaparecer. Uma vontade legitima, diga-se. Desde que, obviamente, fale no sentido metafórico da coisa. Um desejo tão legitimo como o das senhoras deputadas – ou só de uma, já não me lembro - verem o Presidente da República de um país estrangeiro ir fazer companhia ao Salazar.

Cada um lambe os cús que muito bem entender. Não gosto mesmo nada de quem o faz, mas isso são coisas minhas. Eles lá terão os seus motivos. Há quem o faça – não no caso presente, que é apenas parvoíce, mas alargando o espectro das lambidelas - por um emprego, por um pequeno ou grande favor, por gratidão ou apenas para que o chefe lhe passe a mão pelo lombo. Reconheço, reitero, toda a legitimidade a quem se dedica a essa actividade. Até por não constituir nenhum crime. Já respeito, não lhes tenho nenhum. Só desprezo. Muito.

Mais vale cair em graça...

Kruzes Kanhoto, 16.07.20

Diz que um tal Orban, que reina lá para Hungria por escolha dos eleitores daquele país, é uma espécie de ditador. E um perigoso populista, também. Daqueles a quem urge colocar um açaimo, mandar para o inferno ou proibir que se candidatem às eleições não vá o povo votar num fascista. Sim, porque, ao que diz a esquerda e a moralidade vigente – passe a repetição – o homem é facho. Parece até que resolveu instituir por aquelas bandas uma comissão qualquer para monitorizar sites, jornais e meios de comunicação correlativos que publiquem cenas com conteúdos que escapem às orientações morais do partido no poder, o patife. Coisa que, recorde-se, muito desagradou às instituições europeias que, por causa disso, até querem impor umas sanções à Hungria.

Diz que um tal Costa, que reina cá pelo rectângulo por escolha dos eleitores deste país, é um excelente primeiro-ministro. Melhor mesmo só o Vasco Gonçalves. Homem de dialogo e democrata convicto, como o companheiro Vasco, também. Parece até que pretende instituir por estas bandas um comité – chefiado, se calhar, por uma Rita Rato qualquer desta vida - para monitorizar sites, jornais e meios de comunicação correlativos que publiquem cenas com conteúdos que escapem às orientações morais dos partidos no poder. Coisa que, recorde-se, muito agrada às instituições europeias. Ou não lhe chamasse ele discurso de ódio, o esperto.

Deve-lhes ter saído o diploma na "farinha amparo"...

Kruzes Kanhoto, 15.07.20

Captura de ecrã de 2020-07-14 23-07-52.jpg

(Imagem obtida via Twitter)

Não conheço uma linha do código deontológico que rege a actividade jornalística. Mas desconfio que é capaz de, lá para o meio, incluir qualquer coisa relacionada com rigor, isenção, independência e outras cenas que envolvam a não manipulação da noticia, a distorção de factos ou levar os consumidores da informação a simpatizar com a causa do agrado do comunicador.

Todos temos direito à nossa opinião. Os jornalistas, obviamente, também. Mas, se a quiserem expressar, que o façam através de um artigo assinado por eles ou num espaço reservado para o efeito num órgão de comunicação social. Procedimentos como os que a imagem acima retratam é que não são admissíveis. Não terá sido, muito provavelmente, obra da mesma pessoa. Mas isso, para o caso, não importa nada. Quem manda na redacção tem mais do que obrigação de alertar para badalhoquices destas. Independentemente da bondade das causas, só um badalhoco do mais fino recorte pode achar que borrar um slogan escrito no chão que todos pisam é mais grave do que sujar uma estátua. E é nisso – em badalhocos – que “eles” nos estão a transformar. O pior é que estamos a ir na conversa…

P.S – Recordo que, de acordo com o dicionário de língua portuguesa, vandalizar significa, destruir ou danificar de forma brutal ou gratuita” e o significado de pintar é cobrir com tinta, colorir. Para razoável entendedor...

Deixai arder...

Kruzes Kanhoto, 13.07.20

IMG_20200712_112616.jpg

Uma semana foi o tempo que decorreu entre estas duas imagens. A diferença não é muita, diga-se. Ambas retratam uma realidade deplorável. O facto de ter ardido, no caso, não melhora nem piora o estado de abandono a que esta zona da cidade está votada. É que nem o facto de um dos últimos presidentes – durante vinte, dos últimos vinte seis anos – morar nas cercanias, serviu de alguma coisa. Nunca deve ter reparado, se calhar.

E em bejecas, dá para pagar quantas?

Kruzes Kanhoto, 12.07.20

images.jpeg

 

A imprensa dá-nos hoje conta que as fraudes com subsídios europeus davam para pagar duas vezes a TAP. É capaz disso. Se o dizem é porque fizeram as contas. Mas, digo eu, quem diz a TAP diz pagar outra coisa qualquer. E, sem grande esforço, todos nos lembramos de várias que já pagámos, andamos a pagar, ou vamos pagar um dia destes. Tal como, pelo menos alguns de nós, também não esquecemos que entre essas fraudes e esses apoios existe muito em comum. Alegadamente, como é óbvio. Só não sei - mas, como dizia o outro, é fazer a conta - quantos apoios á comunicação social daria para pagar. Ou, como noutros tempos, Cristianos Romaldos.

Profundamente parvos

Kruzes Kanhoto, 10.07.20

Screenshot_20200710-204115.jpg

Desde que Cavaco Silva – o melhor primeiro ministro que este país conheceu nos últimos cem anos – passou um fim de semana no “Pulo do Lobo” que, a propósito de tudo e principalmente de nada, a rapaziada dos jornais e comunicação social em geral não resiste a usar sempre que pode, a expressão “Alentejo profundo”. Mesmo que pouco ou nada – tirando a parte do Alentejo - tenha a ver com a realidade do local. Coisas da ignorância normalmente associada a quem a usa.

Neste caso o sitio em questão ficará, em linha recta, a uns quinze quilómetros da minha casa. Fico, assim, a saber que moro no Alentejo profundo. Nem vale a pena estar para aqui a dissertar quanto a isso da profundidade. Limito-me apenas a ser tão parvo como os que, sem conhecerem a realidade local, repetem que nem papagaios aquela idiotice só porque sim. Profundas serão as partes pudibundas das respectivas mãezinhas. Que, coitadas, se calhar nem têm culpa das parvoíces ditas/escritas pelas bestas que pariram.

Arte urbana...

Kruzes Kanhoto, 06.07.20

Chafariz.jpg

Que os chafarizes estejam completamente secos não constitui motivo para grande admiração. O tempo em que a água corria em todos eles já lá vai e, a menos que venha para aí um cataclismo qualquer, dificilmente voltará. Do que não havia necessidade era de servirem para deposito do lixo. Uma finalidade pouco digna, reconheça-se. Mas, afinal, ao nível – baixo – dos que lhe dão esse fim. Triste, no caso.

Nacionalizações

Kruzes Kanhoto, 05.07.20

download.jpeg

Acordei, uma destas manhãs, com o rádio a noticiar a nacionalização de duas empresas. Ainda estremunhado olhei para o despertador e a minha primeira reacção foi: “porra, vou chegar atrasado à escola!”. Só sosseguei quando olhei para o outro lado e vi a minha Maria. Afinal não estava em Março de 1975. Nessa altura ainda dormia sozinho.

A sombra que vem do céu...

Kruzes Kanhoto, 04.07.20

IMG_20200703_124336.jpg

Alentejo não tem sombra

Senão a que vem do céu

Chega-te aqui Maria

Para a sombra do meu chapéu”

Nesta rua, que deve ter para aí uns duzentos metros, não existe uma única árvore no espaço público. É uma mania que, desde há muito, existe por estas paragens. Quem tem poderes de decisão sobre esta matéria deve achar que assim é que é bonito, agradável para passear e sem obstáculos que nos impeçam de visualizar as deslumbrantes paisagens alentejanas. A logística que envolveria o arvoredo, desde a plantação até à manutenção, constituiria, presumo, um problema de monta que justificará esta desolação paisagística. Nomeadamente ao nível da mão-de-obra que seria necessária e que, desconfio, não existirá em quantidade suficiente.

Mas nem tudo é mau. Não temos árvores, mas temos placa toponímica. O que é bom. Nomeadamente para os carteiros. Pena é que dê pouca sombra.