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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Preciso, logo deve ser grátis

por Kruzes Kanhoto, em 29.02.20

Tampões e pensos higiénicos grátis. Será esta temática – não me devo enganar muito – o novo tema fraturante que os grupelhos que ditam a agenda mediática tratarão de levar à cena mal acabe esta coisa do vírus chinês. Por mim não é que ache mal. Nem bem. Antes pelo contrário. Ou, como costumo dizer nestas circunstâncias, estou inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária. É que esse argumento do “ah e tal nasci mulher não tenho culpa de precisar destes artigos” tem muito que se lhe diga. Também, por exemplo, ninguém escolhe estar doente – embora, reconheça-se, alguns se esforcem muito pouco por o evitar – e o tratamento, seja de que maleita for, não é à borla para toda a gente.

Depois este conceito do “gratuito” - pago pelo Estado, entenda-se – é algo que me deixa cheio de urticária. Como é que esta gente não entende que nada é gratuito?! Alguém o produz, alguém o paga. Parece fácil de entender. E se distribuir pensos e tampões às mulheres que deles necessitem até pode constituir uma causa simpática, desconfio que a maioria delas era capaz de ficar mais contente se lhes baixassem o IRS.

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Interior?! Onde fica isso?

por Kruzes Kanhoto, em 26.02.20

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Para quem, como eu, anda sempre a reclamar que o governo não faz nada pelo interior do país, aí está mais uma medida destinada a contrariar esses velhos do Restelo que, tal como o je, se fartam de rabujar contra a inércia governativa relativamente a dois terços do território. Descontos nas auto-estradas do interior. Ora tomem, embrulhem e vão buscar. Que é só para saberem quem se preocupa com vocês, seus maldicentes. Mas nada de alarvidades, que isto é só para alguns. E nem sempre, que é para não se habituarem mal. É só de vez em quando e para os que usam essas vias mais amiúde.

Fiquei, contudo, a saber que tenho andado estes anos a reclamar em vão. Que tenho eu a ver com isso do interior? Afinal nem moro lá. Nem, que eu saiba, no litoral. Que isto o Alqueva ainda é longe como o camandro. Confesso que me sinto meio perdido. Numa crise de identidade geográfica, quase. Não sei se mais alguém reparou mas, apesar desta coisa das portagens com desconto se destinar às auto-estradas do interior, a A6 não consta da lista. Logo, para o governo, toda a zona entre a Marateca e a fronteira do Caia não faz parte do interior. Faz, se mal pergunto, parte do quê? Só para ver se me oriento, que eu até prefiro a N4. Manias.

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Os insondáveis designios da agenda mediática

por Kruzes Kanhoto, em 25.02.20

Vi três policias em cima de uma menina no chão e corri para a abraçar”. Que comovente. Uma lágrima marota insiste em cair-me pelo canto do olho. Quanta bondade vai naquele coraçãozinho. E, já agora, no coração dos jornalistas que se dão ao trabalho de tentar dar credibilidade a gente desta. Ficam sempre assim quando lhes cheira a violência policial. Nem sei como não conseguem perceber o quanto estão a ser ridículos. Só faltou, perante o cenário de três chuis em cima de uma gaja deitada no chão, garantir que se tratava de um caso de violação em grupo por parte da policia.

Já o acidente na segunda circular, onde morreram três indivíduos que se passeavam a trezentos quilómetros à hora numa bomba de oitenta mil euros, a discrição dos jornaleiros tem sido mais que muita. Nem uma entrevista com os vizinhos das vitimas, a garantir que todos eles se tratavam de uma joias de meninos, nem outros pormenores que, nestas circunstâncias, costumam dar para larguíssimos minutos de telejornal. Nada. Nadinha. Népia. Não será, reconheço, assunto que mereça grande relevância. Mas, atendendo às consequências que podia ter tido dado o local da ocorrência, não deixa de ser estranhíssimo o silêncio mediático. Nomeadamente se compararmos com o chavascal que fazem sempre que alguém ligeiramente mais moreno se acha no direito de resistir à policia. Deve ser tudo uma questão de “agenda”...

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Criminosos fofinhos

por Kruzes Kanhoto, em 24.02.20

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Presumo que estes piratas informáticos, que fizeram manchete num jornal diário um destes dias, também sejam tipos muito sérios e cujas capacidades a Policia Judiciária, o Ministério Público, o governo e todas as autoridades em geral deviam tratar de aproveitar. Afinal a actividade a que se dedicam é a mesma do amiguinho – ou lá o que é – da Ana Gomes. Ou do Herman José, ainda não percebi bem.

Terão desviado, segundo a noticia, umas massas das contas bancárias de uns quantos incautos cidadãos. Desconheço, obviamente, se os assaltados farão parte da imensa legião de gente estúpida que considera o tal Rui Pinto um herói. Se sim, é muito bem feito. Se não, sugiro que arrefinfem um valente par de murros nos cornos do primeiro que apanhem a defender o larápio. A essa gente só se perdem as que não lhes esfacelem as trombas.

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Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 21.02.20

Muito se tem discutido acerca da alegada impunidade que se vive no futebol. Nomeadamente dentro dos estádios onde, garantem alguns, se podem praticar as mais diversas selvajarias sem que daí resultem consequências para ninguém.

Diz-se – e escreve-se – que aquilo da bola é um mundo à parte. Hesito quanto a isso. O clube de futebol do Porto, por exemplo, foi hoje castigado com um jogo à porta fechada. Parece que um adepto da agremiação terá atingido um policia com uma cadeira durante um jogo. Nada indica que alguém com responsabilidade no clube da fruta tenha dado ordens ao energúmeno para atingir o agente da autoridade. Mas, ainda assim, é a instituição a arcar com as consequências do acto praticado pelo idiota do adepto.

Ora, ainda não foi assim há tanto tempo que no Continente de Estremoz, durante uma altercação, um cigano atingiu um policia com um objecto idêntico. Uma cadeira. Cena tele-visionada pelo país inteiro, recorde-se. No entanto o dito estabelecimento comercial, ao contrário do fcp, não foi punido com um dia sem clientes. Nem, ao que se saiba, com outra punição qualquer.

Não sei, portanto, quem goza de mais impunidade. Se os clubes de futebol ou as superfícies comerciais, os adeptos ou os clientes desordeiros. Já, presumo, a diferença entre cadeiras não deve ser grande e o lombo dos policias atingidos também não será muito diferente.

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E a multazinha? Ou está tudo a coçar os tomates?

por Kruzes Kanhoto, em 18.02.20

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Ainda sou do tempo em que na cidade os cães eram uma raridade. Excepto nas vivendas com logradouro, ninguém que morasse em meio urbano, tinha animais. Tirando, vá lá um gato ou um passarito. Viver com eles dentro de casa era uma javardice, toda a gente achava. Era e continua a ser. Aos amiguinhos da bicharada é que pouco importa. Mas que queiram viver com e como os bichos é lá com eles. Não têm é o direito de conspurcar o espaço público ou, pior, o espaço privado de cada qual. Impunemente, como se sabe e com a complacência das autoridades incompetentes. Que multas a esta gentinha não há quem passe.

Tenho visto por estes dias gente a partilhar daquelas frases feitas jurando “morrer a defender os animais”. Não desejo mal a ninguém. Mas, confesso, gostava que alguns tivessem a sorte de concretizar esse desejo. Nomeadamente aqueles que permitem aos seus animais que caguem à porta dos outros.

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O racismo é por ser azul?

por Kruzes Kanhoto, em 17.02.20

Não. Je ne suis cá Marega coisa nenhuma. E não é por causa disso do racismo mais do que evidente dos grunhos que insultaram o jogador da equipa do Porto. Não gosto é de indignações selectivas. Quem se indigna selectivamente é um filho da puta tão grande como os racistas que ontem fizeram aquela figura abjecta nas bancadas do estádio D. Afonso Henriques.

Pelo mesmo passaram outros jogadores. Desde Nelson Semedo a Renato Saches. Ou, convém ter memória, um jogador negro do Young Boys em setembro do ano passado no estádio do Dragão. Alegou, na altura, o clube da agora vitima para escapar à punição da UEFA, que estariam a gritar pelo símio que lidera a claque. Ou, indo ligeiramente mais atrás, aqueles que emitiam grunhidos (Hulk, Hulk. Hulk...) como os de ontem mas argumentavam estar a gritar pelo Hulk, então jogador da agremiação. Poder-se-á argumentar que nenhum abandonou o relvado. Pois não. Se calhar foram mais profissionais. Olha se todos os trabalhadores virassem costas ao local de trabalho quando são vitimas de um acto discriminatório ou de outra selvajaria qualquer...

Estranho, por isso, que apenas agora as virgens ofendidas tenham vindo a terreiro quando oportunidade para isso foi coisa que não lhes tem faltado. Lá saberão o que os move. Por mim estou como o outro atleta azul e branco - que por acaso também é negro - terá dito, num momento de irritação, ao seu treinador. A cada indignado selectivo recomendo que vá tomar em seu cú.

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Deve ser para isto que querem o tal 1% para a cultura...

por Kruzes Kanhoto, em 16.02.20

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Deve ser arte, isto. Refiro-me à peça a levar à cena por um grupo de teatro - pago com o dinheiro dos contribuintes, provavelmente - e que dá por este sugestivo nome. Será, certamente, cultura da melhor. Do mais valorizável que há. Já se, em lugar de fachos, à Catarina desse para limpar o sebo a comunas, nem quero imaginar o cagaçal que para aí estaria instalado. Desde grandoladas, manifs e horas de debate acerca da melhor maneira de travar a extrema-direita. Como a ideia é exterminar fascistas está tudo bem…

Há, contudo, uma dúvida que me atormenta. Será que matar ciganos, pretos ou homossexuais fascistas é igualmente belo? Ou, pior, um cão fascista? Sim, que também os há. Tive um – o Botas, belo canito – que detestava um vizinho comuna. Ele lá sabia.

 

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De mortes percebem eles...

por Kruzes Kanhoto, em 15.02.20

Admiro a imaginação da malta de esquerda. A que está no poder e a outra. A que abana o chocalho a tudo o que a primeira diz, faz ou, simplesmente, sonha. Aquilo, a bem dizer, não sei se é apenas capacidade imaginativa. Às vezes desconfio que é demência. Nomeadamente quando em causa estão os temas fraturantes que só eles são capazes de colocar na agenda.

Agora é aquela coisa da eutanásia, ou lá o que é. Ainda há pouco, na televisão, uma tipa esganzelada guinchava entusiasticamente acerca do assunto. Uma tal de Isabel Moreira, acho eu. A magricela mal encarada até pode ter razão. Ou não. Que isso é tema que pouco me importa. O que me deixa basbaque é o entusiasmo que a morte lhe causa. Até dá a impressão que está mesmo mortinha por experimentar.

Quem parece não pretender entrar no ramo são os privados. Dizem eles agora. Nada que uma PPP ou um regime convencionado não resolva. Até porque, com tanta gente a defender a morte medicamente assistida, o SNS não daria conta do recado. A lista de espera seria enorme. Às tantas o pagode ainda morria à espera de ser eutanasiado.

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Salário minimo nacional para todos, já!

por Kruzes Kanhoto, em 13.02.20

É extraordinário como os portugueses aceitam pacificamente as canalhices da actual escumalha que nos governa. Ou, igualmente espantoso, como não partem os cornos à vasta corte de filhos da puta – também conhecidos como opinion makers – que os sustentam na comunicação social e noutros antros manhosos.

Veja-se, por exemplo, a chamada política de rendimentos. Nomeadamente da função pública. Há pouco mais de meia dúzia de anos um assistente operacional ganhava 450 euros e um assistente técnico 683,13. Uma diferença de mais de 233 euros. Hoje os primeiros ganham 635,07 e os segundos continuam a receber o mesmo. A distância entre uns e euros reduziu-se para 48,06 euros. Liquida ainda será bastante menor.

Trata-se de algo absolutamente inaceitável. Uma injustiça sem limites. Que merece, no entanto, o aplauso generalizado da esquerdalha. Percebe-se. Essa gente precisa de pobres. Que todos sejam pobres, de preferência. E, sobretudo, não entende aquela coisa do mérito, do trabalho qualificado e da valorização profissional. Nem a esquerda nem as pessoas de bem, pelos vistos.

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Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 09.02.20

Não percebo nada de bola. É por isso que me sinto tão à vontade para dissertar acerca do jogo de ontem. Aquele que envolveu uns quantos arruaceiros, dentro e fora do campo, mais uma quantidade de gente empenhada em manter a competitividade do campeonato. Aquilo teve de tudo. Antes, durante e depois do jogo. Menos futebol. Disso é que não vi nada. Apenas pancadaria e cenas parvas antes da partida, profissionais a praticar a arte errada durante a contenda e, depois, uns quantos patetas a comentar algo completamente diferente daquilo que a realização televisiva me mostrou.

O futebol é uma guerra. A norte sabe-se disso. E pratica-se com todo o empenho. Desde os bonecos na auto-estrada, às bolas de golfe nos estádios e a qualquer cena esquisita que faz certos praticantes da modalidade ver a canela do adversário – inimigo, para eles – estender-se até ao pescoço. Esta postura, ou lá o que é, às vezes resulta. O pior é a ressaca. Belenenses e Famalicão que o digam. Quanto ao FCP logo se vê para a semana.

Depois há os árbitros e aquela malta que pugna pela cena da competitividade. O SLB ontem, obviamente, não podia ganhar aquele jogo. A agremiação cuja claque apoia a equipa com impropérios aos adversários – coisa que deve ser única no mundo e que só revela a pequenez da instituição – jamais podia ficar a dez pontos do primeiro lugar. Estava-se mesmo a ver o que ia sair dali. Até eu adivinhei. Foram, à pala disso, os €€€€ mais fáceis de sempre de ganhar no Placard...

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Brincar aos comunistas

por Kruzes Kanhoto, em 08.02.20

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Desconheço a origem desta magnifica peça. Um brinquedo deveras educativo como, diga-se, devem ser todos os que se destinam a ser ofertados a criancinhas de tenra idade. Que é para aprenderem desde pequeninas a admirar o querido líder, o grande timoneiro, ou outra palermice qualquer que o camarada ditador sanguinário lá do sitio se tenha lembrado de chamar a si próprio. E, claro, a não quererem nada com esses malandros imperialistas e capitalistas nojentos que inventaram a sociedade de consumo.

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E o burro sou eu?!

por Kruzes Kanhoto, em 07.02.20

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Sempre ouvi dizer – embora não esteja absolutamente convencido quanto a isso – que vozes de burro não chegam ao céu. Daí a total ausência de surpresa por ideias parvas, como limitar o transito em certos locais da cidade onde resido, não causarem especial simpatia. Nem entre as divindades nem, parece-me que ainda menos, entre as restantes alimárias. Devo estar errado, portanto. Mas depois, olhando para o resultado de algumas obras, salta à vista que, afinal, aquilo não foi feito para suportar a constante passagem de automóveis. Como, por exemplo, o local onde tirei esta foto. Apenas por ali deviam passar pessoas, reitero. E cães, vá.

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O orçamento da bicharada

por Kruzes Kanhoto, em 06.02.20

Ao contrário de outros anos, não tenho ligado nenhuma ao orçamento do Estado que, por estes dias, anda a ser discutido e aprovado no Parlamento. Não terei perdido grande coisa, ao que se diz. Um circo em torno da descida do IVA – que serviu para esconder, à custa do ruído que provocou, mais um enorme aumento de impostos – e pouco mais.

Quem está muito contente são os amigalhaços dos animais. Com aquilo do iva das touradas, nomeadamente. Agora que os bilhetes são à taxa máxima o touro sofre muito menos. Já quase não sente as bandarilhas no lombo, aposto.

Quanto à restante bicharada, não sei que benefícios lhes reserva este OE. Mas, pouco me espanta, se passar a considerar os animais de companhia como parte integrante do agregado familiar para efeitos do IRS, se o SNS comparticipar o preço dos medicamentos para os bichos e, espero que alguém tenha pensado disso, alargar o âmbito das baixas médicas a quem necessita cuidar do seu bichinho quando este fica enfermo.

Há, também, mais uma quantidade de impostos novos e aumento noutros. Como aquele sobre a carne. Que é, justificam, para a malta comer menos. É desta que vou engordar um porco no quintal. Sempre estou para ver quem é o alarve que se vai atrever a vir cobrar este tributo ridiculo.

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Velharias relativamente modernas

por Kruzes Kanhoto, em 03.02.20

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Isto anda tudo muito moderno. É, a bem dizer, só modernices. De toda a espécie. Algumas até daquelas que não se podem mencionar aqui, que este é um blogue sério. Relativamente, pelo menos.

Uma das provas da modernidade que por aí vai é a própria feira de velharias cá da terra. Onde, entre coisas mais ou menos antigas e outras quase actuais, se pode comprar – ou apenas apreciar – toda uma panóplia de equipamentos de comunicação que ainda um dia destes constituíam o último grito em matéria de transmissão de mensagens de voz. O Sábado em que me vou deparar com um iphone ou um ipad não deve tardar...

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Cuidado com o que desejam...

por Kruzes Kanhoto, em 02.02.20

Trabalho há vinte cinco anos e ganho mesmo de quem entrou ontem...” queixava-se uma manifestante, funcionária pública, a propósito dos motivos que a levaram a fazer greve e a participar na manifestação do sector. Bom, isto assim fica difícil de entender. Ainda não passaram meia dúzia de meses esteve no meu local de trabalho um sindicalista a incentivar-me a votar “nos partidos que constituem a actual solução de governo” que, dizia, era “essencial para isto não voltar para trás” e agora já estão zangados com a “solução” que quiseram manter? Anda, por outro lado, toda a gente a queixar-se da miséria que constitui a remuneração mínima nacional, das desigualdades salariais e dessas cenas assim mas, quando estamos a caminhar aceleradamente para ganharmos todos o mesmo e sermos todos iguais na pobreza, já não gostam? Oh pá, decidam-se!

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A fé é que nos salva...

por Kruzes Kanhoto, em 01.02.20

Haverá, não sou gajo para duvidar de tal, uma bela de uma explicação cientifica para não controlar quem vem de fora nem, sequer, colocar em quarentena potenciais afectados pelo vírus da moda. Parece que umas quantas instruções em várias línguas nos aeroportos é o bastante. Por mim, que obviamente não percebo nada disso de vírus, contaminações e assim tenho a impressão que podíamos ir um pouco mais além. Não digo isolar compulsivamente as pessoas, à semelhança do que fazem países com costumes medievais e atrasados como a Austrália. Isso é cena de ditaduras e povos pouco evoluídos. Mas, que raio, pelo menos umas preces a Nossa Senhora de Fátima era o mínimo que devíamos fazer. Se ela nos safou daquele derrame de crude na costa da Galiza, muito mais facilmente nos safa desta.

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