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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Pode lá ser!!!

por Kruzes Kanhoto, em 11.11.19

Relata o “Público” que após a Associação Nacional de Freguesias ter adjudicado contratos num valor superior a trezentos e sessenta mil euros um dos seus dirigentes terá sido recrutado pela empresa fornecedora. Segundo a mesma fonte terá ainda recebido dez por cento daquele valor. Adianta também o dito jornal que o senhor teria uma avença, paga através de uma associação, com a Câmara onde foi vice-presidente.

Tenho, confesso, manifesta dificuldade em perceber tão intrincado esquema. Duvido, até, que em circunstância alguma tal tramoia possa ter qualquer semelhança com factos reais. Ou, mesmo, imaginários. Pode lá ser. Logo essas cenas da informática que, como toda a gente sabe, são tão fáceis de verificar se há ou não marosca. Ou isso de um ex-autarca andar por aí a vender coisas...nunca tal se viu. E já nem digo nada quanto aquela parte de trabalhar para a Câmara e ser pago por uma associação. É rebuscado demais. Delirante, diria. São práticas nas quais, de tão facilmente detectáveis que são, nenhum autarca relativamente esperto alinharia.

Por mim, reitero, não acredito numa linha de tão monstruosa acusação. Mais depressa me convencem que a mãe do Sócrates tinha mesmo um cofre recheado de notas. Ou uma empresa de software.

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Podem não noticiar...mas não podem esconder!

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.19

Percebo que os canais de televisão não queiram maçar os telespectadores com minudências. Uma manifestação de algumas centenas de pessoas, numa terriola quase despovoada muito mais perto de Espanha do que de Lisboa, não constitui assunto para aparecer nas noticias nem justifica a deslocação de uma equipa de reportagem. Ainda se fosse para descrever a maneira de confecionar uma açorda ou para revelar ao país toda a magnificência de um prato de migas…

Manifestações a merecer honras de espaço televisivo são aquelas que metem um milhão de pessoas no Terreiro do Paço ou, como no tempo da troika, as que conseguiam mobilizar duzentos mil manifestantes naquela espécie de largo em frente ao Parlamento. Devia ser estarem dispostos em várias camadas, certamente.

A causa em questão, reconheça-se, também não era a melhor. Nem a mais valorizável. Pelo contrário, não era daquelas que a esquerda fofinha – passe o pleonasmo, que a esquerda é toda fofinha – aprecia e aprova. Fica para a próxima. Quando alguém – bombeiro, médico, professor – se “passar” e arrefinfar um tabefe nas trombas a um cigano. Ou a um jornalista.

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Faz de conta...bancária.

por Kruzes Kanhoto, em 08.11.19

Diz que a banca anda a insistir junto do Banco de Portugal, do governo ou seja lá de quem fôr que manda – se é que alguém manda – na actividade bancária, no sentido de obter autorização para cobrar juros negativos aos seus clientes. Ou seja, a malta tem um depósito de mil euros remunerado a um juro negativo de um por cento e no final do prazo vai ver e só há na conta novecentos e noventa euros. O resto são juros. Negativos.

Como noutras coisas, a ideia é começar pelos grandes depositantes. Pelo grande capital, como diria qualquer comunista que se preze. Ainda que, segundo se anuncia, as primeiras vitimas na mira da banca sejam as entidades públicas. Faz sentido. Eles arranjam sempre uma maneira de sermos nós a pagar.

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"Clickbaites", "soundbaites" e outros bitaites

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.19

Aqui há atrasado publiquei uma série de posts acerca de um “homem do bloco”. Tais escritos levaram uns quantos ilustres cidadãos a acreditar piamente que se tratava de uma referência à sua pessoa. Não era, como então tive ocasião de esclarecer. Embora, como é óbvio, não tivesse obrigação nenhuma de o fazer. A minha imaginação não é assim tão prodigiosa. O “homem do bloco” constituía apenas uma sátira a um senhor – coitado, já não está entre nós - que munido de um bloco, ia anotando as ocorrências que suscitavam a sua atenção para posteriormente as reportar a quem tinha, ou entendia ter, o dever de o fazer.

Vem esta prosa a propósito destes meus bitaites que, para além de muitos clickbites, terão alegadamente constituído motivo para alguns soundbites. Apesar de não serem novidade nenhuma. Já antes tinha escrito mais ou menos o mesmo aqui e aqui. E quanto ao argumentário de que até o Bigodes - o meu gato imaginário - se ri, pode ser lido aqui. São, como quem tiver paciência pode ler, opiniões. Cada um terá a sua. A minha, nesta e noutras matérias, não me cansarei de a manifestar. Pelo menos até que os dedos me doam.

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Gato morto

por Kruzes Kanhoto, em 06.11.19

Por falar em bichanos. A gata que vadiava aqui pela zona quinou. Paz à sua alma felina. Jaz há três ou quatro dias, toda esticadinha, num recanto vagamente ajardinado onde, como referi neste post, era alimentada por um comité de amiguinhas dos animais. Local onde também lhe construiram uma casota. O que surpreende – ou talvez não – é que nenhuma delas tenha feito o funeral ao bicho. Já agora faziam a boa acção até ao fim e não deixavam o cadáver para ali a apodrecer.  

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Autarquias amigas do contribuinte...ou não!

por Kruzes Kanhoto, em 05.11.19

Acredito que a esmagadora maioria dos contribuintes não sabe, dada a reconhecida iliteracia financeira da generalidade dos portugueses, que parte da receita do IRS é pertença das autarquias locais. Felizmente para os moradores desses concelhos, algumas - cada vez mais - prescindem deste dinheiro, no todo ou em parte, a favor dos seus munícipes.

Há quem considere que se trata de uma medida populista, que é o que está agora em moda chamar às opções com que não concordamos. Outros dirão que constitui uma injustiça social por – veja-se o requinte do argumento – não abranger os mais pobres. Trata-se, como é fácil de constatar, de um argumentário destinado a enganar tolos. Que até aborrece de tão demagógico e – ele sim – escandalosamente populista. Se os “pobres” estão isentos de IRS é óbvio que não podem ter desconto sobre algo que não pagam. Da mesma maneira que também não têm deduções fiscais em sede de IRS nas despesas de saúde ou educação. Até o meu gato, se o tivesse, de certeza percebia.

Mas, só para termos uma pequena ideia acerca de quanto beneficiam os ricaços que pagam IRS com a politica fiscal praticada por algumas autarquias, deixo o quadro seguinte para que cada um tire as suas ilações. Veja-se, por exemplo, que um contribuinte de Loulé, com uma colecta líquida de 3 000€ tem uma redução de 150€ no imposto a pagar. Já eu que moro em Estremoz...

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E invadir um ministério e sovar o ministro, será preocupante?

por Kruzes Kanhoto, em 03.11.19

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Invadir o que calhar e malhar seja em quem for, nomeadamente quando as coisas não nos correm de feição, não é nada de mais. Qualquer um o faz. Quem nunca o fez dê o primeiro murro. Entrar em quartéis de bombeiros – ainda para mais voluntários – e chegar a roupa ao pêlo aos que lá estão a trabalhar em prol da segurança dos outros, parece-me um dos mais inalienáveis direitos adquiridos de cada um de nós. Convenhamos que os soldados da paz estavam mesmo a pedi-las. Estivessem em casa, em lugar de estarem para ali a voluntariar-se, e nada disto lhes acontecia.

Razão tem o nosso querido ministro Cabrito. Isto não tem importância nenhuma. Importante, mas importante mesmo à séria, é prejudicar o sossego dos cães da família do sôr ministro que, coitados, se sentiam incomodados com a presença dos Gnr’s que guardavam o coirão do governante Cabrito. Isso é que é preocupante. Agora cá bombeiros untados…

Também não percebo a insistência daqueles que nas redes sociais insistem em afirmar que foram os ciganos. Já a comunicação social – e muito bem – refere apenas que foram pessoas. Nada como noticiar com base nos factos. E o facto é que ninguém terá lido o chip aos atacantes.

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Não lhes chega o passeio...

por Kruzes Kanhoto, em 02.11.19

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Um dos grandes temas de conversa de circunstância – e mesmo de outras – são os bichinhos e as suas traquinices. Uma delicia ouvir gente com idade para ter algum juízo a trocar ideias sobre o assunto. Garantem amar mais os bichos do que as pessoas, que os seus animais são dotados de uma inteligência superior e a quem, quase sempre, apenas falta falar. O que, digo eu, é uma pena isso de não comunicarem através da linguagem oral. Se o fizessem, eram gajos para chamarem parvos ao donos. Ou coisa pior.

O caso da fotografia eleva a jarvardice desta gente a um patamar superior. É daquelas coisas que - a mim, que aos amiguinhos dos patudinhos mais lindos não deve incomodar – dá vontade de partir os cornos a alguém. Vá lá que o morador tinha a porta fechada. Se estivesse aberta não duvido que o idiota do dono do cão não se importaria mesmo nada que o animal cagasse lá dentro. E ai do morador se desse um pontapé no canito...

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