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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Porco no espeto

por Kruzes Kanhoto, em 31.08.19

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Presumo que esta seja uma imagem capaz de suscitar indignação a umas quantas criaturas. Cada vez em maior número, reconheço. Se há dez anos um, entre os milhares que por aqui passaram, não apreciasse ver o bicho naquele preparo seria gozado e visto como uma aberração. Hoje, provavelmente terão sido umas centenas a achar que aquilo não se faz a um animal e, imagine-se, já achamos normal que eles se indignem. Daqui por dez anos, quase garanto, quem quiser assar um porco terá de o fazer à socapa e daqui por vinte, se alguém se atrever a fazê-lo, corre o sério risco de ser abatido sumariamente. Chamam a isto evolução ou lá o que é.

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Excesso de igualdade

por Kruzes Kanhoto, em 29.08.19

Se aquilo da Iniciativa Liberal de apresentar, no distrito de Portalegre, uma lista composta apenas por mulheres é ou não uma maquinação para obter publicidade à pala, pouco importa. O que verdadeiramente interessa é demonstrar o ridículo da lei. Uma verdadeira estupidez que devia envergonhar quem a aprovou e todos os que nela veem algum beneficio.

Ainda assim esperava reações mais desabridas à decisão do tribunal. Que, face ao aborto legislativo em questão, não podia ser outra. Mas, por outro lado, faz algum sentido que os defensores das quotas estejam caladinhos que nem ratos. Não se querem expor ao ridículo.

Duvido que esta gente aprenda seja o que for com este caso. Mais dia menos dia, em nome da igualdade de oportunidades ou seja lá do que for, estão aí a aprovar leis a impor quotas para anões, marrecos, carecas, mancos, vesgos ou o que calhar. E depois dá nisto. É o que dá deixar os malucos à solta.

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Um questão de tino

por Kruzes Kanhoto, em 27.08.19

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Não sei quem é o Tino. Terá, a julgar pelo recado, sido em tempos um sindicalista. Agora, pelos vistos, será um cacique. Nada de mais. É, afinal, a história de vida de muita gente. Até porque, infelizmente em demasiadas circunstâncias, a diferença entre uma e outra condição nem é assim tanta.

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São muito verdinhos, eles...

por Kruzes Kanhoto, em 24.08.19

A preocupação do momento é a Amazónia. É, pelo menos, a que está na agenda mediática por razões que todos desconfiamos. Diz que aquilo está para lá tudo a arder. Não faltam, ao que relatam algumas crónicas, criancinhas em pranto compulsivo, adultos indignados e activistas à beira de um ataque de nervos tal é a comoção que a devastação daquelas paragens lhes está a causar. Menos mal que nos últimos doze anos – os reinados de Lula e Dilma - não houve incêndios nem desmatagens. Se não, coitados, com tanta ralação já teriam ido desta para melhor. A menos que a preocupação estas alminhas seja como o fogo. Arde conforme sopra o vento...

A sorte é a Amazónia - é uma novidade que deixo aqui em primeira mão - estender-se para lá das fronteiras brasileiras. Consta até que, nos restantes oito países por onde a floresta se espalha, está muito bem preservada e incêndios é coisa nunca vista. Nomeadamente na Bolívia, do camarada Evo Morales, onde aquilo está um brinquinho.

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WC inclusivo.

por Kruzes Kanhoto, em 22.08.19

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Anda tudo muito preocupado com aquela coisa das casas de banho e vestuários das escolas. Com razão, reconheço. Por mim, caso a moda se alargue à restante sociedade, também não irei apreciar que o wc onde esteja a fazer uma micção seja invadido por velhas incontinentes alegando a sua – ainda que momentânea – masculinidade.

Obviamente que a malta das opções esquisitas tem que arrear o calhau em algum lugar. Como, de resto, têm feito até aqui. Que se me conste ainda nenhum morreu de tripa cheia. Embora se calhar, na perspetiva de alguns, isso pudesse constituir um fim épico.

Sabendo-se quanto essa gente é espalhafatosa, não deixa de ser esquisito que, assim de repente, tenham ficado constrangidos em matéria de necessidades fisiológicas ou no que toca a trocar de roupa em público. Às tantas só são desinibidos nas marchas do orgulho gay, ou lá o que é aquele desfile de aberrações.

Com tanta mania nova que por aí há, estou em crer que não vão existir casas de banho em número suficiente. O melhor é o pagode começar a ir para trás da árvore ou do muro mais próximo. Na ausência destes e para os casos mais urgentes, uma cena assim também deve servir.

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É cultura, estúpidos.

por Kruzes Kanhoto, em 21.08.19

Tenho manifesta dificuldade em perceber qual é o problema com a eventual criação de um museu dedicado ao Salazar na terra de onde o ditador era natural. Para os velhinhos “que lutaram contra o fascismo”, que se consideram uma espécie de reserva moral do regime, constitui, dizem, uma ofensa. Já outros “democratas” abominam a ideia pois, suspeitam, vai enaltecer a figura e o legado do “Botas”, levando a que hordas de fascistas venham a demandar Santa Comba.

Ora, reitero, não estou a ver qual é o drama. A democracia é isso mesmo. Permitir a livre expressão de todas as ideias. Mesmo as dos seus inimigos. É essa tolerância que permite a existência de partidos como o PCP ou que a religião islâmica se pratique livremente.

Há, depois, outra questão que me é particularmente cara. Essa gente pensa que o país é Lisboa. Está-se absolutamente nas tintas para o que se passa no interior. Contudo, mal alguém tem uma iniciativa que possa criar um polo de atracção – nem que seja de apenas meia dúzia de saudosistas – desata aos berros e a mandar palpites acerca do que, a trezentos quilómetros de distância, deve ou não ser feito. Ainda que muitos nunca lá tenham posto os pés, não tenham intenção de pôr e queiram tanto saber do impacto que a iniciativa pode ter sobre a economia local como nada. Para essa tropa tudo se resume a ideologia. É por isso que não passamos da cepa torta.

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Deve ser uma "trampa"...

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.19

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Há muito que o povo, na sua infinita sabedoria, garante que de Espanha não vem bom vento nem bom casamento. Nem mais umas quantas coisas, acrescento eu. Se das cenas conjugais pouco sei – nunca conjuguei nada com nenhuma espanhola - e no que respeita a brisas também não seja muito entendido, já outras topo-as à légua. Engarrafadores espanhóis, por exemplo. São de uma incompetência que até dói. Do piorio mesmo.

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Bitaites

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.19

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Depois do arranjo – que está excelente, não é de mais salientar - das portas e muralha contigua, ficou este espaço. Assim, deserto, sem aparente utilidade. Certamente não vai ficar como está. Deixá-lo para todo o sempre neste estado não lembraria ao mais nabo projectista. Desconheço que ideias, projectos ou simples bitaites existirão para compor o cenário mas, estou em crer, alguma coisa se há-de arranjar.

Por mim fazia dali um parque canino. Com locais próprios para a canzoada cagar, mijar, brincar e interagir com os tutores. Como se diz agora. Os anjinhos – ou patudinhos mai’lindos - de quatro patas agradeciam. Até porque, com parque ou sem ele, enquanto aquilo estiver assim só vai servir de cagadouro de cães e para despejar lixo.

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E o planeta B?

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.19

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Isto da greve dos motoristas que transportam combustíveis está a servir para muita coisa. Para dar maioria absoluta ao Costa garantem uns, levar à revisão da lei da greve suspeitam outros ou de ensaio para, em futuras ocasiões, aplicar o mesmo principio dos serviços mínimos e, assim, esvaziar os efeitos de qualquer paralisação laboral segundo mais uns quantos.

Até pode ser que todos tenham razão. Mas esta greve está, também, a pôr a nu toda a hipocrisia que por aí vai a propósito do ambiente. Parece que, assim de repente, a redução das emissões de gases, a diminuição do consumo de combustíveis fosseis e mais não sei o quê relacionado com o modo como usamos o automóvel, tudo isso de uma só vez, deixou de ter importância. Ninguém, perante a eminência de ficar sem aquilo que faz andar o popó, se lembrou das alterações climáticas e todos parecem ter esquecido que não temos um planeta B. Ou lá o que é. Depois querem ser levados a sério. Cá para mim, quando voltarem a aborrecer com essas tretas, vão de carrinho.

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Descuidos...

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.19

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O que tem a árvore em primeiro plano de diferente das restantes que se encontram mais em fundo na fotografia? Nada, aparentemente. Até são, acho eu, todas da mesma raça. Ou espécie, vai tudo dar ao mesmo. Mas espécie é o que pode fazer a quem passe apenas ocasionalmente nesta rua o facto de todas estarem devidamente tratadas à excepção da primeira. A explicação é simples. As outras são cuidadas. Pelos moradores.

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Camionistas e outros grevistas

por Kruzes Kanhoto, em 11.08.19

Acerca da greve dos camionistas penso o mesmo do que relativamente a todas as greves em que o alvo – ou a vitima, se quisermos – não seja única e exclusivamente a entidade patronal. Seja qual for o sector de actividade que resolva ficar inactivo. Não respeito os grevistas e penso deles o pior possível. Não aceito que numa greve – por exemplo dos transportes, na saúde ou na educação – sejam os utentes, os doentes ou os alunos a sofrerem as consequências. Sem, obviamente, terem patavina de culpa. Enquanto o patrão Estado fica apenas com o “encargo político”. Seja lá isso o que for e valha o que valer. E valerá muito pouco se, como actualmente, a máquina de propaganda souber tornear a coisa.

Nisto dos camiões tenho apenas, no plano teórico, uma inquietação que não pára de me moer. O que estaria a acontecer se o governo ainda fosse o do Passos Coelho? Nem consigo imaginar. Tão pouco quero. Devíamos estar à beira da guerra civil ou de algo ainda pior, na certa. Quanto ao resto estou-me nas tintas. Espanha é já ali.

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Tá bonito...mas e a ecologia, camaradas vizinhos?

por Kruzes Kanhoto, em 09.08.19

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Pronto. Concedo. Está ali uma coisa catita. Jeitosa, até. Tipo é pá e tal, sim senhor. Mesmo que a tinta do tecto já esteja a cair. Mas, ainda assim, continuo na minha. Não deviam passar ali automóveis. Ou, quando muito, apenas a certas horas. Eu e o restante pagode que mora aqui para este lado da cidade, que tratássemos mas é de andar a pé. Alguns - e algumas, que eu não sou de discriminações - bem precisam, diga-se.

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Se calhar foram os nazis que plantaram o cartaz...

por Kruzes Kanhoto, em 07.08.19

Celebrar a baixa natalidade”, como propõe um bando de javardos num cartaz qualquer, é coisa para me deixar com vontade de dar com um gato morto pelas trombas, até ele gritar viva o Benfica, aos mentores da ideia e a todos os que com ela simpatizam. Vão todos para a puta que vos pariu. Ou suicidem-se e aliviem o mundo do vosso peso. Isso sim, é que constituía motivo para celebrar à séria.

Desconheço quem é esta “gente”. Presumo que entre eles – ou entre os apoiantes da ideia, tanto faz – não falte quem defenda pensões de reforma mais elevadas, melhores apoios sociais e serviços públicos de qualidade. Convinha que nos dissessem, mais que não seja por uma questão de decência, como pensam eles conseguir tudo isso – ou mesmo apenas um bocadinho, vá – se, pelo contrário àquilo que se propõem celebrar, não se verificar uma muito maior natalidade e um acentuado rejuvenescimento da população.

Para mim, que moro numa região desertificada que nos últimos cinquenta anos perdeu metade da população e, a continuar assim, daqui a outros cinquenta estará totalmente desabitada, alguém ousar sequer pensar numa barbaridade dessas constitui uma ofensa. Mais. Expressar uma opinião dessas devia ser considerado crime contra a humanidade.

Numa altura em que anda para aí meio mundo preocupado com os nazis que vêm para aí passear, não percebo a falta de indignação perante cartazes desta natureza. No fundo parece-me que ambos celebram a mesma coisa...

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O fim da picada...

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.19

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Na opinião de um activista – que é como a gora se chamam os malucos – francês, daqueles amiguinhos dos animais, devemos encarar as picadas dos insectos como uma doação de sangue. Estamos, argumenta a criatura, a contribuir para uma mãe alimentar os seus filhos. Logo, continua, esborracha-los é coisa que jamais devemos fazer. A menos, conclui, que estejamos em África. Aí podemos matá-los. Já na Europa, reitera, é deixá-los picar à vontadinha.

Ora esta ideia, para além de manifestamente parva, enferma aqui de graves preconceitos. De carácter machista, racista e xenófobo, nomeadamente. Merecedora, até, da apresentação de várias queixas na parafernália de organizações, comités, institutos e outras cenas onde se empregam os boys que não têm ponta de habilidade para fazer algo de útil. Capaz, diria, de suscitar a ira de feministas e de levar activistas – lá está – contra a alegada desigualdade de que padecem os africanos, como o conhecido democrata português Mamadou Bosta, a apelar ao recurso ao tabefe.

Para o tal activista franciú alimentar os filhos continua a ser tarefa da mãe, matar africanos parece-lhe aceitável e apenas aceita ser picado por europeus. Ainda que no âmbito dos insectos é discriminação a mais. Há que fazer-lhe a folha.

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E que tal os amigos dos animais organizarem-se para recolher estas cenas?

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.19

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E é isto com que me deparo todos os dias. Coisa que apenas me aborrece a mim e a poucos mais, mas que em nada preocupa os amiguinhos dos animais, o IRA ou essa malta que, de repente, se começou a preocupar com o ambiente.

Será, obviamente, muito natural um cão cagar. Mal seria se não o fizesse, coitado. O desgraçado terá de arrear o calhau quando a natureza assim ditar. O que não é normal é a cidade – esta e as outras – estar cheia de cães. Nem, menos ainda, que não se faça  nada para limitar o seu número e, simultaneamente, punir os javardos dos donos. Se deitar uma beata para o chão não constitui um direito, levar o cão a cagar à rua e deixar lá o presente também não se inclui no rol dos direitos e liberdades de cada qual. Digo eu, embora, com a inversão de valores que por aí vai, já nem tenha certezas absolutas quanto a isso.

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