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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Rastejantes

por Kruzes Kanhoto, em 31.07.19

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Não gosto destes bichos. Ou bichas, sei lá. Terão, como todos os outros, a sua utilidade mas não suporto nada que rasteje. Nem desta nem de outra espécie. O que, assim de repente e quase sem crer, me leva a fazer uma associação de ideias ligeiramente perversa acerca de víboras e rastejantes. Podem ser más – nunca se viu uma cobra boa – mas levam a vida a rastejar. É a ironia da coisa.

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A desinformação como valor...

por Kruzes Kanhoto, em 30.07.19

Se há coisa que me aborrece é a falta de rigor. Em tudo. Mas, nomeadamente, quando em causa está a informação. Por norma, quando a noticia não é dada de forma completa corremos o risco de estar perante uma meia mentira - ou uma meia verdade - com o objectivo de manipular a opinião pública. Os média ocidentais – e particularmente os portugueses – fazem-no a todo o instante. Especialmente quando em causa estão as chamadas minorias, refugiados ou algo que possa perturbar a agenda multicultiralista dos novos donos disto tudo.

Isto a propósito da morte de uma criança, na Alemanha, empurrada para a linha de comboio por um homem. Foi assim, literalmente, que se noticiou o assunto por cá. Nem uma palavra acerca da origem da criatura. Um refugiado oriundo da Eritreia, no caso. Que, se calhar, ainda que não seja terrorista é capaz de achar uma certa graça em atirar pessoas para a frente de comboios. Uma coisa muito própria da sua cultura que, obviamente, teremos de respeitar, só faltou acrescentar.

Sei – toda a gente sabe – que existem orientações para que os órgãos de informação não divulguem as crenças religiosas e a nacionalidade destes meliantes. Nomeadamente quando se trata de islâmicos ou migrantes. Ou ambas as coisas. Ou ciganos, no caso português. Censura, desinformação e manipulação da opinião pública, é o que é. Até porque se o criminoso for branco ou ocidental, tal restrição informativa não se aplica. E depois ainda andam por aí a encher a boca de valores democráticos e o catano...

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Escolhidos a dedo. Do meio.

por Kruzes Kanhoto, em 28.07.19

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Para o governo, qualquer que ele seja, o país resume-se a Lisboa e Porto. Quando muito, com um pouco de boa vontade e após uns quantos protestos, a fronteira alarga-se até aos cinquenta quilómetros contados a partir da linha de costa. O resto que se lixe. Não tem eleitores, logo não importa. O desprezo atingiu o ponto máximo do descaramento quando, na anterior greve dos camionistas do Pardal, os serviços mínimos se resumiam às duas maiores cidades. Os restantes portugueses que se desenrascassem.

Para próxima, que será já um dia destes, a coisa está a ser melhor acautelada. Presumo, até, que a escolha dos postos de abastecimento tenha sido feita de acordo com rigorosos estudos científicos. Ou, assim numa de grande maluqueira, pelas vendas dos ditos. Quiçá, talvez não fosse totalmente despropositado, pela localização estratégica. Às tantas foi tudo isso em simultâneo e eu é que não estou a alcançar a genialidade das escolhas. É que já nem ligo a não haver nenhum em Estremoz. Mas dois em Elvas, o Pingo Doce de Borba e um mesmo junto à fronteira do Caia?! Isto nem com um desenho lá vai...

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Vistas largas...

por Kruzes Kanhoto, em 27.07.19

Segundo o jornal “Público”, a bíblia oficial do regime, parece que existirá um subsidio qualquer destinado à rapaziada, até ao vinte e quatro anos, que use óculos. Diz que isso constitui uma espécie de deficiência. Que, pelos vistos, terá cura automática aos vinte cinco ou deixará de ser relevante ao atingir essa idade.

Por mim, ao contrário da maioria dos comentários que li e ouvi acerca do assunto, acho muito bem. Fico contente por saber que o dinheiro que o Estado poupa com a minha reforma – cortou-ma mais de metade em termos de dinheiro e diminui-ma, em tempo, em mais de dez anos – é muitíssimo bem empregue.

Igualmente muito me apraz que o meu IRS – o tal que os geringonços não fazem intenção nenhuma de reverter – sirva para ajudar os demais caixas de óculos. Mesmo que eu, que também pertenço ao clube dos caixas de óculos, esteja excluído do âmbito da coisa. Percebe-se. Alguém têm de pagar. Calha-me a mim, como sempre.

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Abaixo a discriminação no âmbito da cagadela!

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.19

Há anos que não ponho os pés – nem o resto, diga-se – na piscina cá da terra. Não é por nada. É só porque não calha. Que eu não sou gajo para me incomodar com a clientela pouco selecta que frequenta o espaço. Nem, menos ainda, as cagadelas subaquáticas protagonizadas por um ou outro frequentador mais incontinente me levariam a fazer uma retirada estratégica em passo apressado. Nem mesmo, garanto, gente vestida dos pés à cabeça, enfiada dentro de água, seria coisa para abalar a minha habitual fleuma. Quiçá, até, tolerasse um ou outro roubo, má educação, conflitos e algazarra. Num dia bom talvez, inclusivamente, suportasse adultos que se comportam como gaiatos birrentos ou gaiatos pior comportados que o cão aqui da frente, que anda mortinho por chegar perto das minhas canelas.

Não vejo, portanto, que possa constituir motivo para indignação o facto de alguém ter, outra vez, arreado o calhau dentro da piscina. Pelo contrário. Vejamos o lado positivo da ocorrência. Consideremos a coisa como o inicio de uma tradição. Façamos disso um evento, um concurso, um festival, um acontecimento cultural ou o que se queira. Desde que devidamente promovido arrastará multidões de curiosos, estudiosos e ociosos. Até eu era gajo para ir. É que gosto mesmo de cenas multiculturais, inclusivas e que promovem a integração das minorias e isso.

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Dono, mas pouco

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.19

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Tenho dificuldade em perceber que alguém pretendendo alugar um imóvel de que é legitimo proprietário, não o possa fazer de acordo com aquilo que é a sua vontade. Parece que não pode impor clausulas a impedir que os inquilinos metam bichos em casa nem, muito menos, escolher, em função de critérios unicamente determinados por si, as pessoas a quem cede o uso daquilo que é seu. O Estado não deixa.

Deve ser por isso que este anuncio provocou uma certa irritabilidade numas quantas maganas e nuns quantos maganos. De facto onde é que já se viu o desplante do proprietário. Preferir alugar a uma família tradicional é mesmo coisa de fascista, ou sei lá do quê. Como se, apenas por se dar o caso de ser o dono, tivesse direito de poder escolher a pessoa a quem vai arrendar a casa. Devem pensar que vivem numa democracia, estes senhorios.

O pior é que esta gentinha nem tem a noção que as suas leizinhas de merda chocam de caras com a realidade. Para as fazer cumprir é preciso muito mais do que publicá-las em Diário da República. Mas disso tratarão a seguir. Deixem a esquerda ter dois terços dos lugares no parlamento...

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Causas valorizáveis e activistas despreziveis

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.19

Detesto ver certas causas, nomeadamente no âmbito social ou ambiental, associadas a determinados quadrantes políticos ou, até, certas faixas etárias. O ambiente, por exemplo. Uma causa de esquerda, ao que nos querem fazer acreditar. Ou dos jovens, como afiançam uns quantos papalvos. Não me parece. É que, assim de repente, não consigo descortinar por que raio é que um puto de dezoito anos com ideias esquerdistas, me há-de ensinar seja o que for em matérias ambientais. Logo a mim, um perigoso fascista quase com oitenta anos que não fumo, não como fasy-food e raramente ando de avião. Só assim para citar umas coisinhas que essa malta, vá lá saber-se porquê, não valoriza por aí além no que toca a classificar como potencialmente poluidoras.

Muitíssimo menos consigo ver a questão das mulheres, no que se refere a discriminações e afins, como causa da esquerdalha. Sem grande esforço sou capaz de me lembrar de duas dúzias de países, governados pela direita, onde o cargo de Presidente ou chefe do governo são, ou foram, ocupados por mulheres. Ao contrário, apesar de ter feito um apelo sem precedentes à minha memória, não me consegui lembrar de igual lugar ter sido ocupado em países como a China, Cuba, Coreia do Norte, Venezuela ou em todos os outros – desde o ex-bloco de leste às ditaduras comunistas africanas e asiáticas – onde a esquerda é ou foi poder. Deve ser obra do acaso, certamente.

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O ataque do esquadrão lesma

por Kruzes Kanhoto, em 19.07.19

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Quando, faz tempo, me lamentei aqui – ou noutro sitio qualquer, já não me lembro nem isso interessa muito – da invasão de lesmas no meu quintal, uma idiota retorqui-me que as lesmas têm tanto direito a viver neste planeta quanto eu. Presumo que seja uma daquelas criaturas com um elevado índice de indigência mental que chamam filhos aos cães e anjos aos bichos em geral. Gente mancomunada com o Demo, só pode.

Mas, por mim, não me importo de partilhar o planeta com qualquer espécie de vivente. Embora no que toca a lesmas, bichos de conta e outros predadores que me infestam o quintal, os prefira mortos. De preferência antes de atacarem os morangos.

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Querem queixinhas? Cuidado com o que desejam...

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.19

As pessoinhas andam muito sensíveis. Qualquer coisa as ofende ou, pior, acham que qualquer coisa pode ofender este ou aquele grupo de outras pessoinhas que as primeiras pessoinhas consideram vulnerável, desprotegido ou o que calha. Por tudo e – principalmente – por nada exigem que os alegados ofensores façam pedidos de desculpa, se penitenciem pelas alegadas ofensas ou, cada vez com maior frequência, fazem queixinhas às novas policias do pensamento e do bem comunicar. Assim uma espécie de nova PIDE ou policia da virtude, moral e bons costumes ao melhor estilo da Arábia Saudita. Não sei quem lhes passou procuração, mas é assim que funciona.

Por mim só estou à espera de piadas, anedotas ou simples dichotes envolvendo alentejanos. Quem se atrever vai ter-me à perna. Discriminar alguém em função da origem geográfica parece que constitui um crime e se tal é aplicável relativamente a quem escarnecer dos nascidos no Burkina Faso que por cá habitam, também será aos que nasceram no Alentejo. E, de caminho, quem zombar ou propalar alarvidades susceptiveis de ferir os meus sentimentos clubísticos, leva igualmente com a queixinha da ordem. Sim, que isto não há cá ofensas mais toleráveis do que outras.

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Porra, pá! Ainda não é desta que temos o centro interpretativo.

por Kruzes Kanhoto, em 17.07.19

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(Foto: Municipio de Estremoz - página oficial no Facebook) 

Ainda não passou assim tanto tempo um grupo de pessoas, detentoras de múltiplas qualidades, manifestou a mais profunda inquietação por o executivo autárquico cá da terrinha ter resolvido vender a antiga casa do alcaide-mor. Um monte de ruínas, ao abandono há décadas, para sermos mais precisos. Que a venda era um crime contra o património, que o património histórico não tinha nada que ir parar à mão de privados, que aquilo devia era ser um espaço cultural e mais um infindável rol de patetices, quase todas envolvendo a palavra património, constituíram os argumentos que, então, se leram e ouviram.

Como sou gajo que gosto de mandar o meu bitaite sugeri, na altura, que das ruínas se erguesse um centro interpretativo. Que é um conceito muito modernaço e que, infelizmente, Estremoz ainda não possui. No caso um centro interpretativo da merda de cão. Vertente que, no âmbito dos centros interpretativos, por enquanto ainda não está devidamente explorada. E já devia, parece-me.

Como seria de esperar ninguém ligou à minha sugestão. E ainda bem. Diz que o comprador tem outras ideias para aquele espaço e, também, todo o quarteirão onde o imóvel está integrado. Um projecto turístico todo janota que dará finalmente um aspecto digno aquela zona. Para grande indignação, presumo, de alguns lunáticos.

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Bêbados, malucos e comunistas

por Kruzes Kanhoto, em 15.07.19

Um dos muitos sábios conselhos que, desde pequeno, me foram transmitidos alertava-me para a imperiosa necessidade de evitar discussões com bêbados e malucos. Com o tempo fui percebendo porquê. Não foi, também, à primeira que entendi o alcance daquela outra frase “num comunista bate-se sempre. Mesmo que não saibas porque lhe bates, ele sabe porque apanha”. Embora, nisto de sovar comunas, esteja em crer que a coisa é apenas metafórica. Assim mais no sentido de contestar o que dizem. Ou seja, mais malhar nas ideias do que no físico. Tudo isto a propósito daquela proposta do PCP de aplicação de um imposto de meio por cento sobre os depósitos bancários superiores a cem mil euros. Aquilo é coisa de malucos. Ou aprovada pelo comité central após uma noite de copos. Nem vale a pena discutir. Apenas espancar. E muito. Na ideia, reitero. Que pancadaria da outra não me agrada.

Quero acreditar que lá pelo PCP sabem que a verba arrecadada com esse imposto seria irrisória. Ridícula, a bem dizer. O lucro da festa do “avante” será, quase de certeza, maior. Mas do que não tenho dúvidas que eles sabem é que a ideia agrada, mais que não seja pela inveja, a uma larguíssima franja de eleitores. Daqueles que não têm esse pecúlio e que salivam de satisfação sempre que existe a expectativa de outros, com mais posses, serem espoliados de alguma coisa. Chama-se a isto populismo. Mas, como é protagonizado por um partido de esquerda, do bom.

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Racistas!!!!!

por Kruzes Kanhoto, em 13.07.19

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Estou que nem posso. Prestes a explodir de raiva, indignação, revolta e dessas coisas todas. E o que me fez ficar assim, possesso, revoltado e indignado, tudo em simultâneo? Pois que foi um sapo. Este que a imagem documenta, mais propriamente. Estava hoje, no mercado das velharias cá da terra, estrategicamente colocado sobre uma mesa. Presumo que para afastar ciganos e isso. Uma vergonha. Deu-me, confesso, vontade de me ir a ele e fazê-lo em fanicos. Que isto de actos de racismo, xenofobia e discriminações várias é o que merecem. Mas, depois de dois ou três segundos de profunda reflexão, achei melhor não. O vendedor – um respeitável cidadão cigano – ainda era gajo para me chegar a roupa ao pêlo. E eram bem dadas, admito.

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E é isto...

por Kruzes Kanhoto, em 12.07.19

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Ambientalistas azarados...

por Kruzes Kanhoto, em 10.07.19

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Em todos os locais onde se cortam ervas, arbustos ou pasto, seja dentro da cidade ou junto a vias de comunicação, o cenário é sempre o mesmo. Lixo, lixo e mais lixo. Que, obviamente, não vai lá parar sozinho. A conclusão só pode ser uma. Isto é tudo uma cambada de javardos. E nem vale a pena atirar a culpa para a incompetência dos serviços competentes. Ou para a preguiça dos funcionários em geral ou responsáveis políticos em particular. Tretas. A proliferação de cenários desta natureza revela é um evidente défice de capacidade intelectual de quem atira a raspadinha, a garrafa de água ou outra merda qualquer para a beira da estrada ou para o descampado mais próximo. Depois queixem-se das beatas...

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O intelectual bicha deu lugar á bicha intelectual

por Kruzes Kanhoto, em 08.07.19

O Bloco de Esquerda não se cansa de auto proclamar que, além de muito à esquerda, é muito à frente. Daí o anuncio, com a irritante pompa e a desagradável circunstância, que na composição das suas listas inclui lésbicas afrodescendentes. Coitados. Os desgraçados nem percebem que, em matéria de inovação, aquilo equivale, quando muito, para aí ao Windows XP. Disso já outros partidos fazem há nem sei quantas legislaturas. Lembro-me até - as coisas que me vêm à memória - de, aqui há uns anos, ser frequente nas listas do Partido Comunista aparecerem indivíduos cuja profissão era “intelectual”. Coisa que, na época, dava um ar importante a qualquer mandrião sem habilidade para fazer nada.

Ser lésbica, gostar de arrecadar o croquete ou fornicar com um aspirador deve hoje equivaler ao intelectual de outros tempos. Dá direito – julgam eles - a um certo estatuto. Mesmo que, tal como os intelectuais de então, nisso das habilidades para fazer seja o que for também não tenham muitas.

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Vão ver os gregos não apreciaram a politica de esquerda...

por Kruzes Kanhoto, em 07.07.19

Faz agora mais ou menos quatro anos um conterrâneo, conhecido pela sua excentricidade, passeou-se à volta do “bilhar grande” agitando efusivamente uma bandeira azul e branca. Temi na altura, por breves instantes, que o senhor estivesse a comemorar a conquista de algum titulo por um clube de futebol que veste aquelas cores. Nomeadamente aquele que já foi objecto de condenações na justiça e ao qual um super endividado município tratou de construir um centro de estágio. Mas não. Vitorias daquele clube foi coisa que praticamente não se ouviu falar nos últimos cinco anos. Embora igualmente preocupante,tratava-se apenas de celebrar a vitória nas eleições de um partido extremista que viria a governar durante quatro anos na Grécia.

Esta lembrança ocorreu-me hoje quando soube que os gregos correram com o tal Tsipras, o líder grego responsável pela euforia incontida daquele meu patrício. Imagino a tristeza que não irá naquela alma. Naquela e noutras que tão felizes ficaram na época. Gente para quem se iniciava ali um novo ciclo capaz, ao que se previa, de contagiar um sem número de países e que conduziria a humanidade a uma nova e gloriosa era. Só que não. Os cidadãos não são todos parvos e mesmo os parvos não o são eternamente.

Por cá a esquerda ainda não corre esse risco. Por enquanto. Não por mérito próprio mas sim – e praticamente só – por demérito da direita. Num país onde nada funciona, as reformas são cada vez mais irrisórias e o número de trabalhadores que ganham o salário mínimo não pára de aumentar até uma oposição encabeçada pelo rato Mickey ganhava as eleições. Mas no actual estado de coisas, em Outubro, terão muita sorte se elegerem mais deputados do aqueles que cabem num autocarro.

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O feminismo é uma questão de agenda

por Kruzes Kanhoto, em 06.07.19

Nutro um profundo desprezo pelo feminismo e, no geral, pelas feministas. Não tanto pela causa que esteve na origem dos movimentos feministas – a igualdade entre homens e mulheres não merece a desaprovação de ninguém minimamente inteligente – mas antes pelos princípios que actualmente norteiam estas organizações. Nomeadamente por, quase sempre, ignorarem os crimes cometidos contra mulheres por pessoas de origens étnicas, raciais ou religiosas que reconhecem à mulher menos dignidade do que a uma lagartixa.

Os motivos são óbvios. A actual onda feminista nada tem a ver com a protecção de direitos das mulheres mas tudo com a tentativa de imposição de uma nova ordem social. E assumir nem constitui um problema para as militantes desta causa. Uma dirigente espanhola de uma dessas agremiações, quando questionada por que razão não denunciavam as violações cometidas por estrangeiros com a mesma ênfase com que o fazem quando se trata de concidadãos, não teve qualquer prurido em responder – e cito - “es una guerra contra el hombre blanco solamente”. Nada que indigne quem quer que seja, motive abertura de telejornais ou incendeie as redes sociais. Já se fosse alguém – de preferência um homem, heterossexual e branco – a dar um pontapé numa cadela...

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Lábios, beiças e bordas...ou a piada de caserna que não vem ao caso.

por Kruzes Kanhoto, em 05.07.19

Não tinha nenhum blogue para destacar neste follow friday. Mas depois, vindo nem sei de onde, surgiu-me este. Não li, não vou ler e nem sequer o recomendo. Mas, confesso, tenho o maior respeito por quem consegue escrever um post acerca de herpes labial. As melhoras.

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Juro...ou então não!

por Kruzes Kanhoto, em 04.07.19

Aquele senhor que agora manda na Caixa Geral de Depósitos será, com toda a certeza, um gestor de topo. Daqueles muito competentes, até. Já deu provas disso noutros cargos que desempenhou ao longo da sua carreira. Deve ser por isso que é muitíssimo bem pago. Daí que nem me atrevo a criticar – ao contrário do que muita gente tem feito nos últimos dias - aquela ideia de não pagar juros inferiores a um euro. O homem é que sabe. A mim, por exemplo, nunca tal me ocorreria. Mas, se bem me recordo, já terá ocorrido a um bancário que, aqui há muitos anos, terá conseguido engendrar um esquema manhoso qualquer para os arredondamentos dos juros dos depósitos irem todos parar à sua conta. Foi despedido, coitado. Má sorte não ser administrador.

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Necessidades urgentes e inadiáveis

por Kruzes Kanhoto, em 03.07.19

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Há certas coisas que não escolhem hora nem lugar para acontecer. A vontade de cagar é uma delas. A este gaiato a necessidade de arrear o calhau chegou-lhe à porta da câmara, bem no centro da cidade e num horário em que o local é bastante frequentado. Vai daí tratou de evacuar logo ali, perante o olhar complacente da progenitora.

Do catraio, a quem provavelmente ninguém transmite valores, pouco haverá a dizer. Tanto caga ali como numa piscina, se o deixarem para lá ir. Se fosse maior, ainda podia fazer a piadola de que estaria a cagar para o poder local. Assim nem isso.

Já a senhora disfarçada de saco do lixo é merecedora de vários reparos. Não tanto por não impedir a cagada do fedelho, que isso podia causar-lhe cólicas ou assim. Nem por não ter feito nenhum esforço por o arrastar até ao wc mais próximo. Se calhar não dava tempo. Reprovável mesmo é não ter feito uso do saquinho para recolher os dejectos.

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