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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

P(ira)dos!

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.19

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Um destes dias diversas organizações, umas mais oficiais que outras, manifestaram a sua preocupação por existir racismo entre os elementos que constituem as forças policiais. Têm, obviamente, toda a razão. A existência de algum tipo de preconceito, racial ou qualquer outro, dentro das policias constitui motivo bastante para deixar os cidadãos preocupados.

Pena que no âmbito das preocupações exista tanta selectividade. É que corre pelas redes sociais um anúncio de recrutamento de voluntários, por parte de uma organização que, consta, usa métodos pouco ortodoxos na sua actuação, onde expressamente diz que os requisitos de admissão são a boa compleição física e que pertençam às forças armadas ou policiais. O que, provavelmente, significará que outros que já por lá andam também pertencem.

Parece que a ideia é resgatar animais maltratados aos respectivos donos. Ora maltratar animais é crime. E o crime não se combate com milícias populares nem com policias e militares a soldo de organizações privadas sem qualquer mandato legal para o fazerem. Mais ainda quando as praticas utilizadas, a julgar pelos requisitos de admissão, não serão certamente as mais recomendáveis. Se fossem, estariam a pedir gente com elevada capacidade de dialogo e de persuasão. Ainda assim, não constitui motivo para ninguém se indignar. Nem aqueles que andam sempre a encher a boca com os perigos da extrema-direita. Deve ser por envolver amiguinhos dos animais. Estas bestas de quem, agora, toda a gente tem medo.

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Gozar com quem quer trabalhar...

por Kruzes Kanhoto, em 28.05.19

Assim de repente, estando previsto na lei como parece que está, não estou a ver qual foi o problema de a Autoridade Tributária ter ido para a estrada cobrar as dividas aos caloteiros. Revela, antes, um elevado espírito de missão da parte do dirigente, director ou seja lá quem for o tipo que tomou a decisão. Não tardou, no entanto, que o diligente servidor público fosse desautorizado por um governante qualquer, mais preocupado com a protecção aos vigaristas do que com os interesses do Estado. Não admira. Eles estão lá para isso. Não fazem, não deixam fazer e ainda aborrecem quem tenta. Depois queixam-se do laxismo dos serviços públicos, da falta de eficiência da máquina fiscal, que os funcionários não são produtivos e mais o raio que os parta.

Mas este secretário de estado não está sozinho. Este modus operandi, não deixar trabalhar, está enraizado na administração pública. Ocorreu-me logo o caso daquele ajudante de autarca que – numa autarquia do norte, tão ao norte que até aborrece de tão norte que é – chamou a atenção de um funcionário por este se mostrar demasiado activo no exercício das suas funções. Por trabalhar demais para os padrões da organização, digamos. Uma chatice, de facto, isso de querer apresentar serviço. Para além de uma longa tradição de mandriice a manter, há uma reputação de ineficácia a defender.

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Extremismos, populismos e outras inquietações

por Kruzes Kanhoto, em 27.05.19

Ainda que tenha o maior respeito pelas opções políticas de cada qual e, naturalmente, ache que os resultados eleitorais são sempre para respeitar, tenho manifesta dificuldade em perceber o que leva alguém, com o mínimo de clarividência intelectual, a votar em organizações manhosas – nem merecem o nome de partidos – como o Bloco de Esquerda ou o PAN.

O primeiro, mais do que ideologia ou apresentar um modelo de sociedade, dedica-se a causas. As da moda, nomeadamente. Tem boa imprensa, lideres com discurso fluido e populista, jeitosas algumas e, com isso, consegue arregimentar parte significativa dos eleitores desiludidos dos restantes partidos. Como, para citar um caso conhecido, um ex-agente da PIDE recentemente falecido que nos últimos anos de vida votava sempre no BE. Sintomático.

Quanto ao segundo – o PAN - faltam-me as palavras e sobra-me a inquietação. É gente extremista, ignorante e, estranhamente, capaz de atemorizar tudo e todos. Perigosa, em suma. Daí que colocar os capitães Tofu e os doutores Javali desta vida em lugares de decisão é coisa que não augura nada de bom.

A propósito: Como é que se designam os apoiantes do PAN? Panascas? Panilhas? Paneleiros? Lá está...só inquietações!

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Para quando o festival da queca?

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.19

A imaginação dos mestres de cerimónia das autarquias não conhece limites. Fazem feiras, festivais e eventos diversos dedicados a tudo. Desde o salpicão à couve-lombarda, da lagartixa tricolor à minhoca anã ou do triciclo ao skate voador. Fica a ideia, se é que ainda não existe nada que envolva alguma destas cenas.

Mas apesar da fértil imaginação que evidenciam, levam o tempo a imitar-se uns aos outros, os mestres de cerimónia. Basta olhar para a proliferação de feiras do queijo, do vinho ou medievais. Eventos desta última natureza, então, tornaram-se uma praga. Com as naturais vantagens que daí advêm para os profissionais desta farsa. Que, naturalmente, trataram de se multiplicar e, mais naturalmente ainda, ir ganhando “o seu” à conta dos patetas que vão alinhando no esquema.

A última novidade no ramo é a “Feira do animal”. Já se realizam, pelo menos, em Oeiras e Santarém e, não tarda, a coisa generaliza-se. É só um desocupado qualquer, em cada autarquia, lembrar-se disso. Será só mais um evento para esturrar o dinheiro que não lhes custa a ganhar. Com tanta imaginação à solta, relativamente a isto dos eventos, o que me surpreende mesmo é que ainda não se tenham lembrado de organizar um festival da queca...

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O eurodeputado desconhecido

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.19

Sessenta e nove por cento dos portugueses não sabem o nome de nenhum eurodeputado. Não é para me gabar – ou deverei escrever, penitenciar? - mas não me incluo nesse número. Sei de uns quantos. Dois ou três, vá. Mais, talvez. Mas, mesmo assim, seguramente bastante menos do que os nomes que conheço de jogadores da equipa sub-23 do Benfica.

É, contudo, uma injustiça para os parlamentares europeus que andam a lutar pela vida lá por Estrasburgo, reconheço. Olhem, por exemplo, aquele deputado do PS que anda sempre a protestar contra a corrupção e agora até gosta muito do Rui Pinto, aquele gajo que está preso por atacar computadores, sistemas informáticos e cenas dessas. O deputado Herman José, se não me falha a memória.

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Greve climática

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.19

Greves há muitas. Umas mais valorizáveis, outras menos, dependendo se o sindicato ou a causa estão ou não nas boas graças da esquerda. Que é, como se sabe, quem tem legitimidade moral para decretar se uma paralisação laboral constitui, ou não, uma legitima forma de luta ou, pelo contrário, não passa de uma misera provocação patrocinada pelo grande capital.

Parece que lá para o fim de Setembro vamos ter mais uma greve. Geral, desta vez. Por causa do clima, ou lá o que é que anda agora a preocupar alguns jovens. Poucos, desconfio, a julgar pelos hábitos de consumo e a ausência, pelo menos em público, de comportamentos que indiciem preocupações ambientais.

Presumo que essa vai ser uma das greves mais valorizáveis do ano. Talvez consiga, até, a maior adesão de sempre. Nomeadamente entre aquela malta das cidades. Que é onde está aquele pagode que sabe o que é bom para o planeta, o ambiente em geral e o mundo em particular. Propaganda na comunicação social de certo não lhe faltará e finórios a apelar à mobilização das massas também não. Um assunto a acompanhar com toda a atenção que o acontecimento merece, portanto. E todo o desinteresse, também. Eu, se puder, irei trabalhar.

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O Último que feche a porta

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.19

Diz que em vinte e três por cento dos municípios – setenta, mais coisa menos coisa - há mais reformados do que trabalhadores. Nada que constitua novidade ou motivo de preocupação seja para quem fôr. De resto a “espuma dos dias” depressa se encarregou de levar este tema para longe da agenda politico-mediatica.

Nisto não há inocentes. A culpa do despovoamento, envelhecimento e desertificação do interior é de todos. Dos políticos que desprezam tudo o que não dá votos, dos autarcas absolutamente alucinados e, em não menor grau, de todos os portugueses. Sim, todos. Porque preferimos o cão a ter filhos e optamos por votar em gente maluca que nos promete um emprego na Câmara. Entre outras parvoíces, claro está.

Pior ainda é o que esta análise não revela. Para além dos aposentados, quantos mais vivem do rendimento mínimo, do desemprego ou de outro apoio social do Estado? E, dos restantes, quantos trabalham para as respectivas autarquias? O cenário, convenhamos, é aterrador. Nestas condições não é possível produzir riqueza, atrair investimento ou promover a fixação de novos residentes. E o que muitos, mesmo entre aqueles que por aqui vivem, ainda não perceberam é que já ultrapassámos o ponto de não retorno.

Pena é que a preocupação que tudo isto causa à generalidade dos portugueses esteja ao nível daquele “é chato” do outro badameco...

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Maluquinhas sem sentido de humor

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.19

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Há causas que estão na moda. O feminismo é uma delas. Daí que não constitua surpresa o massacre mediático que as suas defensoras – ou defensores, sei lá – promovem na comunicação social e, de uma maneira geral, no espaço público. Surpreende é esta gente andar, como qualquer vulgar delinquente, a borrar paredes e a dar-se ao trabalho de tentar ocultar a resposta de quem – igualmente como qualquer vulgar delinquente – tratou de retorquir. Gabo-lhes a paciência. Menos mal que por cá as maluquinhas de serviço ainda não chegaram a tanto.

 

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A importância do burrié

por Kruzes Kanhoto, em 19.05.19

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Ele há estudos para tudo o que se queira. Ainda bem. Assim ninguém pode argumentar que não foi avisado, não sabia ou que nunca tinha ouvido falar no assunto. Seja ele qual for.

Como gajo interessado nos estudos em geral e nos burriés em particular, acabo de ler atentamente as conclusões de um desses trabalhos académicos – ou lá o que é – onde se defende que tirar macacos do nariz é benéfico para a saúde. Não é para me gabar mas já desconfiava que limpar o salão se trata de uma actividade deveras salutar. Tanto que, entre muitos outros, esse era um argumento a que recorria quando a minha avó, sempre que me via com o indicador espetado nas narinas - ventas, à época – me perguntava se ia haver baile. Um bom hábito, portanto. Que, como a imagem demonstra, faço questão de manter.

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Cartão desinibido? Está tudo explicado...

por Kruzes Kanhoto, em 13.05.19

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De vez em quando o assunto das comissões sobre movimentos com cartão multibanco volta a ser tema de conversa. Deve ser para apalpar terreno, ou isso. Ora, nos tempos que correm, o apalpanço é algo pouco valorizável. Pode, até, ser considerado assédio. E, como isto anda tudo ligado, assédio é uma coisa que os bancos andam a fazer ao nosso dinheiro. Talvez por isso, em lugar de ficar chateado, dei comigo todo feliz da vida quando um destes dias vi um pagamento com cartão ser recusado. O motivo, garantiam-me, é que o cartão estava inibido. Ainda bem, disse para os meus fechos de correr. O que mais me faltava agora era andar por aí com um cartão todo desinibido...

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Chatos...

por Kruzes Kanhoto, em 12.05.19

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Da actual geração diz-se que é a melhor preparada de sempre. Ao nível académico poucos ou nenhuns argumentos se encontrarão para contestar tal afirmação. O pior é o resto. Não é, ao contrário do que nos querem fazer acreditar, a mais preocupada com o ambiente. Basta atentar nos hábitos de consumo ou na maneira como ficam os locais que frequentam depois de findos os eventos em que participam. Do que poucos terão dúvidas é que se trata da geração mais chata de sempre. Mas, concedo, a culpa não é deles nem da geração deles. É da minha.

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Trombalazanas!

por Kruzes Kanhoto, em 11.05.19

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Deprimente, para ser simpático, o espetáculo que, a partir da Assembleia da Republica, as televisões nos proporcionaram. Uma vergonha, aquilo. Algo que devia envergonhar os deputados e todos os portugueses. Incluindo o trombalazana do protagonista. Esse principalmente. Mas, se calhar, seria esperar demais. Quer dele – o protagonista trombalazana – quer de muitos outros tugas, que veem na criatura em questão uma espécie de herói. O que confirma algo que não me canso de reiterar. Tipos como aquele há muitos. Em ponto mais pequeno, mas lá que há, isso há.

Enquanto cidadão, eleitor e contribuinte cenas como aquela tiram-me do sério. Mais ainda quando aquele indivíduo é recebido na minha terra com toda a pompa e circunstância. Como se fosse alguém importante. Afinal, coitado, não terá onde cair morto. Nadinha. Mas disso, em boa verdade, já desconfiávamos.

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Devem pensar que é uma espécie de desenho animado que saiu do ecran...

por Kruzes Kanhoto, em 10.05.19

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A noticia que um urso pardo andará a vaguear pelo nosso território – se é que se trata de um urso, pois ainda ninguém viu o bicho - causou uma inusitada onda de excitação nos amiguinhos dos animais. Ficaram felicíssimos, os coitados, como se isso contribuísse para a sua felicidade. Ou, a bem dizer, para a felicidade de alguém. Assim de repente não estou a ver razão para tanto contentamento. Nomeadamente àquela fauna que tem o seu habitat natural em cidades a centenas de quilómetros, onde o animal nunca chegará e, principalmente, com o qual nunca se cruzarão. Embora, por outro lado, até os compreenda. Eu também ficaria muito feliz se nos bairros onde eles moram começassem a aparecer leões, crocodilos e jibóias. Acredito que eles também.

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Travessia arriscada

por Kruzes Kanhoto, em 06.05.19

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Tenho o maior respeito por aquela malta que consegue atravessar uma multidão enquanto segura vários copos de cerveja em cada mão. Sem entornar, sequer, uma gotícula do precioso liquido. Mais difícil ainda – e, consequentemente, maior o meu respeito e admiração – quando a dita multidão está aos pinotes ou, simplesmente, em movimento. Deve ser uma arte. Ou um dom, talvez. Quiçá um acto de coragem desmedida, pois quem arrisca uma travessia destas habilita-se a levar uns tabefes se a coisa dá para o torto. Eu, com sorte, chegava ao destino com os copos meios. E não, não seria por a beber no trajecto. Deve ser inveja mas, confesso, às vezes dou por mim a desejar que aquilo se entorne. Teria, admitamos, a sua piada. 

 

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Mensagem subliminar...

por Kruzes Kanhoto, em 05.05.19

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Hoje todas as mensagens dedicadas às progenitoras são ternurentas e fofinhas. O que, presumo, deixará as destinatárias babadas com o carinho manifestado pelos respectivos rebentos. Ainda bem que é assim. Embora – não sei, digo eu que gosto muito de dizer coisas – uma ou outra iniciativa mais prática e menos lamechas também pudesse deixar a mamã toda contente e igualmente orgulhosa da sua descendência. Lavar o carro, por exemplo. Até porque mensagens como esta podem ter um efeito - ou uma leitura, vá - ligeiramente diferente do pretendido...

 

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Façam um crowdfunding, ou lá o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 03.05.19

Por mais anos que vivamos – e eu já cá ando quase há cem – existem coisas para que a vida não nos prepara. Ver e ouvir um socialista preocupado com as contas da nação e evidenciar uma invulgar parcimónia no gasto do dinheiro público é, seguramente, uma delas. Mas aconteceu. Ou, pelo menos, assim parece com esta cena do Costa e dos professores.

Que outras verdades que damos como adquiridas o futuro se encarregará de colocar em causa? Um autarca que não aprecie dar empregos, subsídios, festarolas e banquetes diversos? O Sporting campeão? Vida para além da morte? O CDS a pretender pintar passadeiras com as cores dos invertidos? Ah, espera, esta última já ocorreu…

Mas, nisto do bodo ao professores e demais carreiras especiais da função pública, não vejo onde está o problema. Não há dinheiro? Aumenta-se o IVA em dois ou três pontos percentuais, sobe-se o IRS noutro tanto, aumenta-se o ISP mais uns cêntimos e resolve-se o assunto. Se, mesmo assim, não chegar pede-se emprestado. Qual é a dúvida?

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E que tal desactiva-los?

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.19

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Detesto aquilo que agora chamam activistas. Ouvir falar desses espécimes causa-me logo urticária. Incluindo os alegados ambientalistas ou lá o que são os gajos que acham que devíamos viver como na idade da pedra. Pois chegou-me agora aos ouvidos que uma organização com essas ideias terá libertado, aqui há uns anos, numa serra alentejana – pelo menos numa – vários exemplares da cobra venenosa conhecida por víbora cornuda. Venenosa, sublinhe-se.

Apesar destas coisas pouco aparecerem nas noticias, têm sido relatados alguns casos de pessoas mordidas por este bicho. Todas a correrem risco de vida, a necessitarem de tratamento médico urgente, especializado, com internamento relativamente prolongado e, provavelmente, a ficarem com sequelas. Tudo isto sem que ninguém peça justificações, responsabilidade ou dê uma carga de porrada a quem – se tiver sido esse o caso – as andou a soltar.

Há uns meses apareceu um destes répteis no meu quintal. Quando dei por ele já estava morto e ressequido. Devia ter quinado duas ou três semanas antes de o descobrir. Pena, na altura, não conhecer algumas histórias que entretanto chegaram ao meu conhecimento. Mesmo sem saber se são ou não verdadeiras, em lugar de a ter metido no lixo, teria enviado a carcaça para esses activistas.

 

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