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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Ainda esse tal de Robles

por Kruzes Kanhoto, em 31.07.18

Anda por aí meio mundo, desde a esquerda mais à esquerda até à direita mais envergonhada, a garantir, por todas as alminhas que já lá estão e pelas outras que lá hão-de ir parar, que a venda do prédio da segurança à família Robles foi mais um ruinoso acto de gestão do anterior governo. Nem todos os que manifestam esta opinião serão burros. Alguns serão apenas parvos, outros demagogos – populistas, até e uns quantos  pretenderão justificar – desnecessariamente, diga-se – a actuação do investidor bloquista. Não estou a ver – e acredito que quem reclama do mau negócio para o Estado, também não - onde é que os cofres públicos ficaram lesados.  

Fazer contas é algo que não assiste aos portugueses. Se as fizessem percebiam que para além do valor já pago pelos Robles, quando estes concretizarem a venda pelo montante anunciado ou lá próximo, entrarão nos cofres públicos mais de um milhão de euros em impostos. Ao que, obviamente, acrescerá ainda a receita fiscal que anualmente o imóvel vai gerar. Mas, claro, querer que algumas criaturinhas vejam para além do que lhes permite a ideologia é, se calhar, pedir demais. 

O Estado não tem de ser senhorio nem promotor imobiliário. Muito menos tem a obrigação de restaurar prédios. Tem, isso sim, de gerir adequadamente o património público e dar bom uso ao dinheiro dos nossos impostos. O que, neste caso, fez bem. Coisa rara, convenhamos. Talvez daí tanto desagrado... 

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Um pouco de juízo, precisa-se...

por Kruzes Kanhoto, em 29.07.18

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A relação da sociedade com os animais ultrapassou o nível do ridículo. A paranoia com a bicharada é de tal ordem que, por esta altura, estaremos já no patamar da demência. Não andará longe o dia em que uma ratazana se passeará alegremente entre as mesas de um restaurante, café, pastelaria ou estabelecimento similar perante a bonomia geral da clientela. Aliás, já o fazem. Um pombo mais não é do que um rato com asas. Mas que se cuide quem ousar torcer-lhe o pescoço ou, apenas, enxotá-lo. Todos os olhares - reprovadores, claro está – se moverão na direcção do estúpido que tão hediondo acto praticar. “Deixe lá o bichinho, que não faz mal a ninguém” é o que de mais simpático ouvirá. Pois, por acaso até faz. Além de que eu não vou tomar café ao pombal. Bom, às vezes até parece que vou.

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O homem do bloco e o Estado-ladrão

por Kruzes Kanhoto, em 28.07.18

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É preciso ser muito totó – parvinho, vá – para acreditar em políticos ou, mesmo não acreditando, esperar que estes revelem algum – ainda que pouco – nível de coerência entre o discurso e a prática. Daí que este caso dos negócios particulares do homem do bloco na Câmara de Lisboa não me cause especial surpresa. Em nenhuma das suas vertentes. Nem, sequer, naquela em que a comunicação social, os indignados das redes sociais e a camarilha esquerdalha acha que o senhor pode e deve continuar a exercer as suas actividades políticas como se nada fosse. É de esquerda e isso basta para, aos olhos embevecidos dessa malta, garantir a sua mais absoluta impunidade política.

Por mim, ao contrário da generalidade de quem agora o apoia, não vejo mal nenhum na realização de investimentos como aqueles em que esta criatura investe os seus capitais. Nem vejo nada de mal no lucro obtido. O que ainda não vi foi uma alminha – uma só, que fosse – criticar os elevadíssimos impostos que este senhor e a irmã vão ter de pagar quando a venda do imóvel se concretizar. Assim por alto, só em “Mais-valias” para o Estado e IMT para a autarquia, é coisa para mais de um milhão. Neste caso, admito, até acho bem. Afinal a vitima é apenas um político incoerente ao serviço de um Estado ladrão.

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O elogio da invasão

por Kruzes Kanhoto, em 27.07.18

Por estes dias a merda de comunicação social que temos relatou, entusiasmada, a forma heroica como cerca de oitocentos candidatos a migrantes invadiram o território espanhol. A notícia, como sempre, é dada na perspetiva do alegado desgraçado que procura o el-dourado europeu, enaltecendo sempre os mil perigos que passaram até ali chegar e criticando as barreiras que, pelo caminho, se vão erguendo para tentar evitar a sua vinda. Do resto, nem uma linha. Uma palavra, sequer. Nomeadamente sobre os guardas da fronteira que, coitados, impedidos legalmente de reagir, pouco ou nada puderam fazer. Ainda assim foram atacados com cal viva pelos invasores, tendo uma vintena deles ido parar ao hospital. Mas isso, no tempo em que o meliante virou herói, não interessa nada.  

   

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Eles "andem" aí...

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.18

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Ainda que uns quantos queiram pensar o contrário, a União Soviética acabou. A Rússia, quando muito, será a herdeira do antigo poderio militar e da influencia externa anteriormente detida pela ex-potência comunista. Só e apenas isso. Porque de comunismo e de comunistas o actual poder russo gosta tanto como eu de peixe cru. Ou sushi, em linguagem de modernaço.

Mas, mesmo assim, eles andam por aí. A espalhar influencias maléficas. Os patifes. A envenenar pessoas e a influenciar eleições. Ou a fazer outra coisa qualquer sem importância nenhuma.

Espero que a ninguém cá do burgo caia mal o jantar. Nem que nas próximas eleições seja eleito um candidato “esquisito”. Senão, já sei quem vou culpar...

 

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A famosa cagada

por Kruzes Kanhoto, em 24.07.18

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Às celebridades, do alto da importância que julgam ter, dá-lhes de quando em vez para publicar manifestos, fazer exigências diversas ou protestar contra coisas. Acham-se no direito de exigir que o mundo seja como eles entendem que deve ser. Não que exista grande mal nisso, reconheço. Tirando, talvez, aquela parte – acho que se chama falta de cultura democrática, ou lá o que é - em que essa malta evidencia o maior desprezo por todos os que não pensam como eles. E que, como provam os resultados eleitorais numa imensidão de países, são cada vez mais. O que até nem surpreende muito, dada a fraca formação moral e intelectual da maior parte dos supostos famosos.

Hoje reclamam das concessões rodoviárias. De vinte e uma, parece. Desconheço o critério usado para as selecionar mas, desconfio, devem ser aquelas onde passam a maioria delas. Das celebridades. Ninguém, obviamente, lhes vai ligar peva. Daí que podiam optar por temas mais mundanos. Como, por exemplo, aproveitarem a fama que julgam ter para exigir o fim da merda de cão nos espaços públicos. Isso é que era de valor.

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Vão mas é trabalhar, pá...

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.18

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Nesta coisa das apostas dificilmente haverá alguém mais azarado do que eu. Com um nível mais ou menos semelhante ao meu, vá, ainda admito. Superior é que me parece impossível. Maior apenas a minha teimosia. Ou persistência, se fosse um finório. Embora, por vezes, certos sinais me façam equacionar se vale a pena continuar a insistir. Como este, que a imagem documenta. Se aquilo não é uma mensagem subliminar, eu vou ali e já venho. Mas não aposto.

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Desca(o)nso...

por Kruzes Kanhoto, em 22.07.18

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A noite deve ter sido longa. Ou curta, dependendo da perspetiva. Para ambos. E, desconfio, terá envolvido uma cadela. Pelo menos.

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Ainda que mal pergunte...

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.18

A fotografia de um homem com o filho ao colo enquanto enfrentava um bezerro numa garraiada foi, há poucos dias, amplamente popularizada na Internet. Como seria de esperar suscitou as mais variadas criticas, insultos e, suponho, a apresentação de algumas queixas juntos das entidades que tratam destas coisas. A atitude da criatura foi, como é óbvio, absolutamente irresponsável. Colocou em perigo a integridade física da criança e merece por isso todos os reparos e ainda mais uns quantos. De salientar, no entanto, que a criancinha saiu daquela situação sem um único risco nos cromados.

O que não deixa de ser curioso é que não existe o mesmo espírito critico quando, por exemplo, são publicadas imagens de pirralhos palestinianos levados pelos pais para as sessões de apedrejamento aos soldados israelitas. Quanto a esses parece até haver um elevadíssimo grau de condescendência. Mesmo quando a coisa corre mal. O que, como se sabe, acontece com frequência. Mas, nem nessas circunstâncias, estas alminhas preocupadas atiram a culpa aos progenitores. Porque será?

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Idignações

por Kruzes Kanhoto, em 20.07.18

A noticia da limitação do número de consultas a que os beneficiários da ADSE passarão a poder recorrer, não está a causar os níveis de indignação esperados. Vinte e quatro por ano, a julgar pelas opiniões que já li, chegam muito bem. É que isto, garantem os gajos que dirigem aquela cena, há que moralizar a coisa. Por mim, tudo o que seja moralizar, parece-me uma boa ideia. Sorte é serem os fulanos de esquerda a fazê-lo. Se fossem os outros – os da direita bafienta – era mais uma afronta aos funcionários públicos, um roubo aos nossos direitos e um ataque à saúde dos beneficiários. Assim é mais uma baforada de odor a pinho que nos entra pelas ventas.

O alegado mau uso do dinheiro dos donativos para as vitimas dos incêndios está, também, na ordem do dia. Invejas, garante o autarca lá do sitio. Presumo que já terá proclamado estar de consciência perfeitamente tranquila. Se ainda não o fez, não deve tardar. Por mim – e antes que outros o digam – à justiça o que é da justiça e, neste caso, ao povo o que é do povo. Ou dos seus representantes. O que é quase a mesma coisa, aliás.

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Reciclem, porra!

por Kruzes Kanhoto, em 19.07.18

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Não separar o lixo é caro. Muito caro. Em termos ambientais não sei quantificar quanto isso custa. A todos. Mas no que diz respeito ao dinheiro que os contribuintes têm de pagar pela não reciclagem isso é fácil de saber. Basta olhar para a factura da água que mensalmente chega a casa de cada um. Daí que cenas destas me causem um elevado nível de aborrecimento. Porra pá, o ecoponto está mesmo ao lado. Custava alguma coisa ter usado o contentor adequado para cada tipo de resíduo? Bom, se calhar até custava. Se quem assim procede não fizer intenção nenhuma de pagar, não estará muito preocupado com isso da reciclagem. Mas essas já são outras contas. Daquelas que estes burros tão bem sabem fazer.

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Interior mas pouco

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.18

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Gosto mesmo de ouvir políticos, comentadores e gente entendida em geral a dissertar acerca do interior. A sério. Volta e meia até lhes dá para apresentar medidas, propor coisas e estimular a criação de sinergias. O que é bom, acho eu.

O caso dos descontos nas portagens para veículos de mercadorias que utilizam as auto estradas do interior, por exemplo. Parece-me bem. Há, no entanto, um pequeno pormenor. Uma coisita de nada, por assim dizer. Noto, na lista dos tais descontos, a ausência da A6. Aquela auto-estrada que vai da Marateca até ao Caia atravessando todo o Alentejo central. Deve ter sido esquecimento. Ou, então, já nem interior somos. Mas, como ainda não dei por ninguém se queixar, também não ser importante isso do desconto.

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Multiculturalidades

por Kruzes Kanhoto, em 17.07.18

Anda por aí muito boa gente a exaltar a multiculturalidade da selecção francesa de futebol. A exaltação é tanta que alguns chegam mesmo a considerar que aquela é verdadeiramente a equipa de todos nós. Nós habitantes do planeta, entenda-se. Ora tamanha idiotice revela, pelo menos, duas coisas. A primeira uma profunda ignorância em matéria futebolística. Atendendo aos antecedentes a maioria dos portugueses, para já não falar noutras rivalidade históricas, jamais iria – ou irá – torcer pela França. E a segunda, a pior, aparenta envolver uma critica às selecções africanas e asiáticas. É que, pareceu-me, multiculturalidade não foi propriamente o seu forte.

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Homofobia cigana. Da valorizável, portanto...

por Kruzes Kanhoto, em 16.07.18

Tirando uma ou outra nota de rodapé, a bárbara agressão a uma parelha de homossexuais por uma família de ciganos quase não constitui noticia. Por mais que o queiram silenciar, tratou-se de um crime de ódio, um acto discriminatório e um ataque à liberdade de orientação sexual. É o tipo de acção que, quando praticada por “brancos”, suscita indignações de toda a ordem e apelos à mão pesada da justiça enquanto, de imediato, surgem clamores de que o “país não pode tolerar” este tipo de comportamentos.

Desta vez, nada. Nadinha. Népia. Nenhuma “plataforma”, associação, ministro, deputado, partido de esquerda ou, pasme-se, o presidente da república, apareceram a condenar a agressão. Será que estão com medo de serem acusados de ciganofobia? Ou isto só faz mal se os agredidos forem estrangeiros? Ou negros? Ou apenas constitui motivo de preocupação se os agressores não pertenceram a nenhuma minoria? Pois. Estou a ver. Vai ser uma chatice desatar este nó cerebral...

Também aqui nos blogs do Sapo, ao contrário de quando foi aquilo da colombiana espancada no Porto, impera o silêncio. Nada que me espante. Nem eu esperava outra coisa. Vá lá saber-se porquê...

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Sexismo? As coisas que estes fascistas inventam...

por Kruzes Kanhoto, em 14.07.18

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Diz que a FIFA vai proibir a exibição de imagens de espectadoras consideradas atraentes nas transmissões televisivas dos jogos de futebol. Para já será apenas no jogo da final do campeonato do Mundo mas, prometem, a intenção é alargar a toda e qualquer jogatana que envolva pontapé na bola. Parece que é por causa de uma coisa chamada sexismo, ou lá o que é, que eu na minha ignorância nem desconfio o que seja. Às tantas ainda é alguma doença, ou isso. Contagiosa, se calhar. Mas, de uma coisa eu sei. De ora em diante cada mulher que, estando nas bancadas de um estádio, veja o seu rosto num ecrã vai achar que é feia.

Isto parece cada vez mais aquela cena da rã que cai no caldeirão que vai ser posto ao lume. De inicio a agua morna até lhe é agradável. O pior é que a temperatura vai subindo e quando dá por ela está cozida. Assim estamos nós enquanto sociedade. Somos diariamente martelados com campanhas de desinformação acerca de perigos imaginários – desde a extrema direita ao Trump – enquanto aos poucos, com falinhas mansas e a coberto de conceitos aparentemente muito evoluídos vão impondo a ditadura, a repressão e acabando com os valores ocidentais. Um dia destes estamos como a rã. Cozidos.

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Operação carta na manga

por Kruzes Kanhoto, em 07.07.18

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De vez em quando sou surpreendido por noticias reveladoras do elevado grau de heroísmo dos bravos agentes das nossas forças de segurança. Tanta bravura e tanto heroísmo que, mais que surpreso, me deixam estupefacto.

Li um destes dias o relato de uma perigosa operação, levada a cabo – desconheço se terá participado algum sargento ou, até mesmo, um ou outro oficial – pela PSP que, à custa de mil perigos, pôs fim a um esquema manhoso de jogo ilegal. Terão sido detidos quatro patifes – um deles com mais de oitenta anos – e apreendidos os instrumentos utilizados na actividade criminosa desenvolvida pelos meliantes. Nomeadamente uma mesa, quatro cadeiras, um baralho de cartas e, ainda, uma avultada quantia em dinheiro. Dezasseis euros, mais exactamente. Três contos e duzentos, em moeda antiga. Bem feita. Que é para essa malandragem aprender.

Lamentavelmente não são conhecidos mais pormenores acerca da ocorrência. É que tenho uma curiosidade danada para saber se a investigação resultou de uma denuncia anónima, o nome dado à operação - “Carta na manga”, talvez – e se a mesma envolveu algum agente infiltrado. 

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Importante, mas mesmo importante, é a bicharada

por Kruzes Kanhoto, em 06.07.18

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Num dia em que o parlamento discute as propostas do CDS para a valorização do interior ou as alterações à lei laboral, os portugueses entretêm-se a discutir as touradas. Nomeadamente o fim, ou não, das ditas. Prioridades. Um povo que escolheu a bicharada como desígnio nacional não merece grande consideração. Nem, sequer, tem razão para se andar sempre a queixar de tudo e de todos. Tratem mas é dos bichinhos que é aí que está o vosso futuro.

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Um pombo-correio para cada português é que era uma coisa catita...

por Kruzes Kanhoto, em 04.07.18

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Um dos motivos de indignação dos últimos dias tem sido o ViaCtt. Aquela caixa de correio electronico que um governo qualquer – não me interessa qual, nem vejo a relevância que isso possa ter – resolveu, num gesto revelador da sua infinita sabedoria, colocar à disposição de cada português. Por mim, ao contrário daquilo que tenho lido e ouvido, considero que este é, quiçá, um dos melhores e mais eficazes serviços prestados pela administração pública. Graças a ele nunca perco uma notificação das Finanças. Nem mesmo que quisesse. Eles tratam sempre de me mandar um e-mail, para o endereço registado no site da AT, a alertar que enviaram uma notificação para o e-mail ViaCTT. Já pensei em questioná-los da razão de não enviarem logo a tal notificação na primeira mensagem. Mas desisti. Achei melhor não os questionar. Se calhar era uma pergunta parva.

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Quer estacionar? Venha para cá morar!

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.18

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Percebo que a senhora dona Madonna precise de quinze automóveis para se fazer deslocar. A ela, à sua prole e à multidão de lacaios que, presumo, a acompanham. Compreendo, também, a vontade do autarca da capital em lhe agradar. Um habitante satisfeito hoje é um potencial eleitor amanhã.

O que tenho mais dificuldade em perceber é o prurido da oposição camarária por causa da cedência do espaço ter sido, ao que suspeitam, assim coisa de trinta e um de boca. Embora, ao que parece, até exista um papel mal amanhado qualquer. Mas, mesmo que não houvesse, era o que mais faltava que o senhor presidente não pudesse ceder o uso de um espaço da autarquia a quem muito bem entendesse.

Se, como admiti, compreendo a necessidade dos quinze popós, faz-me espécie que a senhora insista em instalar-se num sitio onde não os pode estacionar. Ela que viesse para cá. Espaço para aparcar é coisa que não falta. Podia deixar os carritos mesmo à porta e mantê-los por lá o tempo que quisesse. Como faz, por exemplo, o dono desta carripana que a tem estacionada no mesmo local desde que o Sporting foi campeão. Ou isso ou perdeu as chaves.

 

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