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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Patifórios e outros pacóvios

por Kruzes Kanhoto, em 10.03.16

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Desconfio que a lista com uns milhares de nomes de criminosos, meliantes e vagabundos diversos que caiu na posse dos serviços secretos ocidentais valha de alguma coisa. Assim tipo localizar os indivíduos e resguardá-los na choça durante bastante tempo. Pelo menos por cá. Nenhum tribunal os condenaria. Ou condenará, se bestas dessas forem caçadas em Portugal. Usar esse género de informação será certamente ilegal. Viola, como é fácil de ver, a privacidade das criaturas e, portanto, o mais certo é nem ser admitida como prova. E muito bem, que isto em matéria de protecção ao patife não é nenhum república das bananas.

 

 

Por falar em patifes e bananas diz que há, no Banco Central Europeu, a quem já tenha ocorrido a ideia de dar dinheiro às pessoas desde que estas se comprometam em não o guardar mas, ao invés, a esturrá-lo todo. Isso criaria mais consumo e mais inflação. O grande objectivo do BCE, ao que parece. Não é que queira ser desmancha-prazeres mas, lamento, não funciona. As Câmaras municipais do interior do país andam a fazer isso há dezenas de anos e, como facilmente se constata, não resulta.

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Cenas de uma geringonça

por Kruzes Kanhoto, em 09.03.16

Já andava desconfiado mas, agora, confirma-se. Decididamente não percebo nada disto. Então baixa-se a taxa de iva da restauração e, como isso abre um rombo nas contas públicas, a primeira ideia que surge é equacionar a hipótese de aumentar a taxa máxima de iva dos restantes bens e serviços?! Bom, primeira é como quem diz. É que aumentar o IRS para compensar a sobretaxa que antes foi reduzida também se afigura como provável...

 

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...E o café nem é grande coisa!

por Kruzes Kanhoto, em 08.03.16

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Se há sector de actividade económica que tenho em muito má conta é o da restauração. Por muitos motivos. Tantos que nem me apetece enumerá-los. Não cabiam num post. Seria preciso um blogue inteiro e assunto para crónica diária de certo não faltaria.

Logo a começar pelas facturas. Coisa que nunca me esqueço de pedir nem que seja apenas pelo pagamento de um café. O que deixa, vá lá saber-se porquê,  a maior parte dos “empresários” do ramo extremamente desconfortáveis. E faço-o por dois motivos. Primeiro porque quero e segundo porque posso. Vou é de ora em diante ficar mais atento à falta de honestidade dos taberneiros. Não vá voltar a repetir-se o roubo de que fui vitima num estabelecimento, daqueles pseudo-finórios, que recentemente abriu cá no burgo. Paguei oitenta cêntimos por um café quando - apenas hoje soube disso - o preço praticado é de sessenta e cinco cêntimos. Deve ser por ter pedido factura.

É por estas e por outras que prefiro cada vez mais o cafezinho da crise. É mais barato, quase sempre melhor e não tenho de aturar aldrabões. Nem sou roubado à descarada.



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Autarca femitonto

por Kruzes Kanhoto, em 07.03.16

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As chamadas questões do género estão cada vez mais na ordem do dia. E são, também, cada vez mais parvas. Assiste-se a uma espécie de competição no sentido de apurar quem é mais idiota relativamente a esta temática. Agora é o ayuntamiento –  Câmara Municipal em castelhano - de Valência que, parece, quer substituir os semáforos para peões lá da terra. Não que os existentes estejam estragados, sejam feios, ou consumam muita energia. Quer, isso sim, substitui-los por semáforos paritários. Ou seja, em vez do tradicional boneco em figura de homem, vão passar a surgir dois bonecos. Um homem e uma mulher...de saia.

Escusado será dizer que acho mal. Logo pela saia. Está, se ainda percebo alguma coisa disto, a representar a mulher usando um conceito marcadamente sexista. O uso da saia. Se calhar, digo eu que não sou de intrigas mas que gosto de exercer o meu direito a desconfiar daquilo que me apetecer, o objectivo será outro. Causar polémica, apenas. E, enquanto os pacóvios se entretêm a discutir a bondade ou a idiotice da medida, poucos se lembrarão de questionar quanto é que a criatura ganha com o negócio.

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Cem dias de geringonça

por Kruzes Kanhoto, em 06.03.16

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O governo fez cem dias. Muito tempo para uma geringonça, admito. Facto que constitui um relativo mérito para António Costa. Aturar a primeira ministra Catarina e o camarada Jerónimo não deve ser fácil. Sem falar da magricela esganiçada e daquele picareta falante com uma coisa esquisita na orelha que tem lá no partido.

Esta centena de dias de governação da geringonça trouxeram-nos, reconheço, de volta a normalidade perdida. Exemplos disso não faltam. Nunca mais vi, ou ouvi, bandos de malucos a cantar a “Grândola, vila morena”. O camarada Arménio nunca mais mandou os trabalhadores das empresas de transportes fazerem greve e, assim, os utentes poderam usar normalmente o titulo de transporte que pagaram. O mesmo para as manifestações. Agora já não há velhotes nem drogados aos berros, de forma organizada, pelas ruas das principais cidades impedindo a livre e normal circulação de pessoas e bens. Que assim continue. Até que o Jerónimo e a Catarina queiram.

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Já não há heróis...

por Kruzes Kanhoto, em 05.03.16

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Constatar, assim de repente, que os idolos que nos habituámos a ter como referencia têm, afinal, pés de barro, deve ser uma coisa lixada. É o que, ao longo das últimas dezenas de anos, tem vindo a acontecer aos comunistas. Lamento, mas é a vida. O homem, comunista ou não, é assim. Não vale a pena entrar em negação. A ambição pessoal, a ganância, o mau caracter ou o oportunismo não são apenas atributos das pessoas de direita. Antes fossem. Mas, infelizmente, não são. Por mais que se queiram convencer disso, o vosso Lula não é melhor que todos os outros que vocês condenam ao primeiro indicio.Temos pena.

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Deixem lá os putos investir no placard, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 04.03.16

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Continua a ser noticia aquilo dos menores que são apanhados a jogar no placard. Como se isso fosse algo do outro mundo. Jornais, televisões e alarves diversos fazem um foguetório de todo o tamanho sempre que uns putos são avistados a investir uns trocos naquele jogo de apostas desportivas. Claro que se for tabaco ou droga não faz mal nenhum. Isso, como todos sabemos, é coisa muito menos grave e nem constitui assunto que mereça ser noticiado, punido ou, sequer, censurado.

Os últimos “delinquentes”, ao que rezam as crónicas, teriam entre quinze e dezasseis anos. E, grandes estróinas, gastaram um euro cada um. O suficiente para mobilizar a PSP para o local e o agente onde as apostas foram registadas ter à perna uma multa de milhares de euros. Parece, até, estarmos perante um crime de uma dimensão deveras preocupante. Mas não estamos. Preocupante é esta deriva persecutória. Mais dia menos dia os putos registam-se numa casa de apostas on-line e, no sossego do seu quarto, esturram muitissimo mais dinheiro. Ou ganham. Tudo livre de impostos. E é bem feito. Que esta cambada do politicamente correcto anda mesmo a pedi-las.

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Deve ser coisa dos "antes pelo contrário"...

por Kruzes Kanhoto, em 03.03.16

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Receio não estar a perceber o sentido daquela coisa dos brinquedos do MacDonald's. Muito menos ainda onde é que está isso da discriminação do género. Deve ser mais uma idiotice da ditadura do politicamente correcto que rege a sociedade ocidental. Uma ideia parva que uma criatura qualquer, convencida da sua genialidade, discorreu entre um e outro charro. Ou após uma enrrabaleda mais dolorosa, quiçá.

Interrogo-me quanto ao próximo passo destas alimárias. Acabar com a definição do sexo – do género, como agora dizem – logo à nascença deve ser a aberracção seguinte. Ir à Conservatória fazer um registo e determinar logo ali que a criança, acabadinha de nascer, é rapaz ou rapariga deve ser coisa para ter os dias contados. Num futuro não muito distante isso será assunto para decidir mais tarde. Pelo próprio, que ninguém tem nada de escolher por ele. Ou por ela. Ou...enfim, seja lá pelo que fôr!

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Estimulos ao repasto

por Kruzes Kanhoto, em 02.03.16

 

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Consumir constitui para a geringonça uma espécie de novo desígnio nacional. A solução para todos os males, acreditam. Agora é o ministro da economia. Acha a criatura que os portugueses devem voltar aos restaurantes. O que nem me parece mal. Nomeadamente se lhes, aos portugueses, apetecer. Mas para isso, acrescentou o governante, devem os empresários do sector tratar de criar condições para que esse regresso se efective. Criando, exemplificou, salas próprias para entreter as criancinhas que, enquanto os pais degustariam o repasto, estariam entregues ao cuidado de pessoal especializado no entretenimento infantil. O que contribuiria, também, para criar emprego, concluiu visivelmente entusiasmado. Ou, mas isso se calhar foi só impressão minha, manifestamente surpreendido com o brilhantismo da ideia que lhe tinha acabado de ocorrer.

Mas sim, a ideia é porreira. Podia ser melhor, mas, reconheço, é boa. Mas não é excelente. Nem sequer, menos ainda, visionária. Excelente seria se sugerisse que os restaurantes arranjassem uma sala para animais de estimação. Saberá, por acaso, o ministro quantas pessoas não vão ao restaurante por não poderem levar o cachorro? Eu também não. Mas, temos de concordar, é um nicho de mercado que não deve ser discriminado.

Já visionário seria ter sugerido, para além das outras duas, uma sala para as sogras. Quantos clientes perde o sector por ninguém estar disposto a aturar a progenitora do conjugue à mesa do restaurante? Nem desconfio. Mas, de certeza, é um segmento de clientela a ter em conta. Mesmo que má.

 

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Não há por aí uma empresa a precisar de vender limpa-neves?!

por Kruzes Kanhoto, em 01.03.16

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A queda de neve da última semana veio, mais uma vez, demonstrar que não estamos preparados para as intempéries. Por mais que alguns patetas se esforcem por provar o contrário. Os idiotas que enfiam os putos no carro e aceleram em direcção a qualquer monte onde a neve se acumule, por exemplo.   Ou os "radicais", que até chateiam de tão radicais que são, para quem é "muita cool" fazer caminhadas, trepar montanhas ou outra parvoíce qualquer sempre que se anuncia borrasca da grossa.

São, por norma, alarves deste e doutro quilate mais menos igual que depois reclamam da ineficácia dos meios de salvamento. Que lá fora é que é, garantem. Neve com dez metros de altura e nenhuma estrada fica bloqueada, asseguram. E nem querem ouvir falar da vaga hipótese de terem de suportar o custo do resgate. O que seria, para aqueles que apenas vão para lá fazer figura de urso, da mais elementar justiça.

Estou de acordo com eles apenas numa coisa. É, de facto, de lamentar que a sul do Tejo não exista um único limpa-neves. Inconcebível. Veja-se o caso daquela serra no Algarve. Nenhuma autarquia da região terá, que se saiba, um limpa-neves. Uma falha intolerável, portanto. A corrigir quanto antes. O mesmo acontece no Alentejo. Se um dia destes por cá nevar sempre quero ver se não podemos ir todos em romaria ao cimo da Serra d' Ossa...

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