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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Aforro e socialistas costumam ser coisas incompatíveis...Está devidamente certificado!

Kruzes Kanhoto, 18.02.16

Certificados de aforro em lugar de Audis. Parece-me bem. Deve ser uma espécie de conselho do Costa mas, ainda assim, afigura-se acertado. Resta é saber se fazem ideias de os pagar. Pelo menos por inteiro. Com as ganas que a primeira-ministra mais o seu adjunto Jerónimo têm de pregar um calote aos credores a coisa não está para grandes confianças.

E depois há aquilo dos anti-factura convictos. Nomeadamente aqueles que tremiam de medo perante a possibilidade de lhes sair um carro. Ou, muitos também, os que constantemente se solidarizavam com os putativos premiados e não se cansavam de fazer contas aos custos que uma bomba daquelas traria aos azarados a quem o luxuoso bólide alemão calhasse na rifa. Calculo que já estejam a preparar um rol de novos argumentos para diabolizar quem, só pelo facto de saber fazer contas e não aprecia pagar impostos, continua a pedir factura. Estou mortinho por ouvi-los.   

E aquela coisa do poluidor pagador?!

Kruzes Kanhoto, 17.02.16

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Não sou daqueles fundamentalistas que estão sempre contra o automóvel. Acho, no entanto, que não fazia mal nenhum se mais gente optasse por andar a pé. Nomeadamente numa cidade como a minha onde todos moram perto de tudo. Mas não. A maioria não prescinde de andar de cú tremido, nem que seja para percorrer umas miseras centenas de metros. Depois acontece isto. Os poucos transeuntes ficam, logo pela manhã, com os pulmões cheios desta poluição. Que é uma coisa que me desagrada. E deixa com uma vontade enorme de chamar nomes aos gajos que se queixam dos impostos que incidem sobre a utilização do carrinho. Principalmente quando conspurcam o ar que respiramos.

Rendimento Básico Incondicional

Kruzes Kanhoto, 16.02.16

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Receio não estar a assimilar lá muito bem o conceito daquilo do “Rendimento Básico Incondicional”, ou lá o que é, que aquele partido esquisito dos animais pretende implementar em Portugal. Diz que se trata de um subsidio atribuído pelo Estado a todos os cidadãos. Não em função de qualquer carência, prejuízo ou contrapartida mas apenas porque sim. Por existirmos. À semelhança, ao que parece, do que já acontece na Suíça, Holanda e Noruega. Tudo, como se sabe, países com um nível de riqueza quase igual ao nosso.

Assim por alto, se o meu excel não estiver enganado, isso é capaz de ser coisa para cima de um dinheirão. Fazendo a conta tendo por base um valor modesto – cem euros a cada um, vá – daria a bonita maquia de doze mil milhões por ano. Uma bacatela, convenhamos. Até porque, como gostam de dizer os iletrados em assuntos financeiros, o dinheiro havia de aparecer. Ou, se não aparecesse, a culpa seria do sistema. O que é um excelente argumento que mata pela raiz qualquer discussão minimamente inteligente.

Mas, só para se ter uma ideia do desvario que vai naquelas cabecitas, os valores acima referidos correspondem, sensivelmente, a toda a cobrança de IRS e a mais do triplo do valor do ISP que o governo espera arrecadar em 2016. Uma ninharia.

Tropa não!

Kruzes Kanhoto, 15.02.16

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Não, não e não. Recuso-me a acreditar. Mesmo que o país esteja repleto de gente maluca a defender todo o tipo de maluquices, não quero acreditar que o regresso do serviço militar obrigatório possa estar a ser, sequer, equacionado. O fim da obrigação de ir à tropa foi, talvez, a maior conquista civilizacional a que os portugueses assistiram nos últimos vinte anos. Tratou-se, na altura, de uma decisão consensual - apenas os comunistas, como era de esperar sempre que se trata de algo positivo, estiveram contra – pelo que se afigura deveras estranho que agora apareçam uns idiotas a pretender impor essa violência contra a juventude portuguesa. Mais um estimulo à emigração dos jovens, é o que é.

A ideia é uma boa ideia...

Kruzes Kanhoto, 14.02.16

A ideia de ter as crianças na escola durante nove ou dez horas por dia parece-me fantástica. Digna de um génio, diria. Peca, contudo, por ser pouco ambiciosa. O ideal para muitos pais seria deixar os gaiatos na pré-primária e ir buscá-los apenas quando terminassem a licenciatura. Evitavam-se assim uma série de constrangimentos que em nada contribuem para o salutar desenvolvimento da personalidade dos fedelhos. E, melhor ainda, não aborreciam os papás. Que, livres desse empecilho, podiam viajar à vontade, ir para os copos quando lhes desse na real gana ou dedicar toda a atenção que eles merecem aos cães e gatos da família.

Já?! Aguenta, pá...

Kruzes Kanhoto, 13.02.16

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Costa já fala de consensos políticos com a direita. Ele lá saberá porquê. Mas, seja qual for o motivo desta súbita vontade de dialogar com os partidos que estiveram no poder, a surpresa é apenas o curto espaço de tempo decorrido desde a constituição da geringonça. Assim, à primeira vista, parece que a criatura que chegou ao poleiro através de esquemas manhosos, não deposita grande confiança nos seus parceiros de tramóia.

Curioso, curioso vai ser ler e ouvir as justificações dos fanáticos do Costa. Daqueles que acham o homem um santo. Capaz, no douto entender e brilhantismo da retórica dos seus seguidores, de sozinho fazer frente a tudo e a todos para nos proporcionar uma vida muito melhor. Para já não falar daqueles apaniguados costistas que, a cada critica à geringonça, respondem com a inteligência que lhes é amplamente reconhecida com um inevitável “ e o Passos?! E o Passos?!”.

Reverter uma inutilidade é assim tão difícil?!

Kruzes Kanhoto, 12.02.16

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Das muitas patifarias cometidas pelos governos de Sócrates e Passos Coelho contra os trabalhadores da administração pública, a que menos terá prejudicado a generalidade dos funcionários foi a imposição das quarenta horas de trabalho semanal. Foi, igualmente, a mais inútil. Nem, sequer, os custos agora apregoados que a sua reversão irá custar são para levar a sério.

É por isso que me surpreende a estranha dificuldade do governo em reverter a medida. Para quem - ao melhor estilo de Vale e Azevedo - já se fartou de rasgar contratos e de desfazer coisas só porque sim, isto de repor as trinta e cinco horas não é mais do que uma minudência. Daquelas bem minúsculas, mesmo.

Há – ouvi um dia destes – quem defenda, ao invés, que os serviços públicos deviam era estar mais tempo abertos. Salvo num ou outro caso, muito mas mesmo muito especifico, não estou a ver a necessidade. Nomeadamente fora de Lisboa e Porto. É uma parvoíce. Recordo-me de, vai para aí uma dúzia de anos, alguém cá pela terrinha ter tido a ideia de abrir os serviços municipais ao público durante a hora de almoço. Reza a lenda que durante os meses em que esse horário esteve em vigor certo dia terá lá aparecido um munícipe. Embora, ainda hoje, não existam certezas quanto a isso...

O que é mais difícil, carregar uma foto no facebook ou confirmar uma despesa no e-factura?

Kruzes Kanhoto, 11.02.16

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O e-factura constitui o mais eficaz meio de combate à evasão fiscal inventado nos últimos anos. Daí que não surpreenda a permanente descredibilização de que tem sido alvo. Nem, ainda menos surpreendente, que o actual governo o queira arrumar. Deve ser uma espécie de reversão. Ou, bem à maneira socialista e esquerdola em geral, um prémio aos trafulhas e a todos aqueles que apreciam viver na barafunda. Usam, como argumento para deitar aquilo abaixo, a lengalenga dos velhinhos que, coitadinhos, não se entendem com estas modernices. Nem os velhotes nem os mais desfavorecidos que, coitados, não possuem essas geringonças informáticas nem têm acesso à Internet. Deve ser, deve. Mas só para o que convém. A mexer no Facebook são, uns e outros, uns especialistas...

Auto-mutilação. Deve ser isso.

Kruzes Kanhoto, 10.02.16

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No meu dicionário espetador é aquele que espeta. Não faço outra interpretação da coisa e - como se repete até à exaustão por esses carnavais tão tipicamente portugueses - daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Mesmo sem perceber patavina de touradas, acho – não é que tenha bem a certeza, é mais uma suspeita – que espetadores são os gajos, em regra vestidos com uma fatiota amaricada, que espetam uns objectos pontiagudos no lombo dos bois. Ora isto deve requerer uma certa coragem. Não será para qualquer um. Muito menos para gente sensível ao ponto de ficar com a “suscetibilidade” ferida. Cuidava eu que nestas andanças, se tudo corresse dentro da normalidade, os únicos a ficarem feridos eram os bichos. Mas isso era dantes. Quando se escrevia como deve ser.

O "Orçaminto" da geringonça (II)

Kruzes Kanhoto, 08.02.16

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O novo Orçamento vai permitir aos municípios que se voltem a endividar. Regressa aquela originalidade dos empréstimos que não contam para a divida quando destinados a fazer obras financiadas pelos fundos estruturais. A chatice é que têm de ser pagos no futuro. Assim como os custos que os investimentos a realizar vão, inevitavelmente, gerar. Mas nada disso importa. Se não se fizerem obras como é que se arranjam os esquemas manhosos que, alegadamente, engordarão as contas bancárias de alguns empregos?