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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Coisas do Zézinho...

por Kruzes Kanhoto, em 09.07.15

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Nada há pior que penar. Logo, pinar terá de ser, forçosamente, melhor. Ainda que difícil, reconheça-se. Há quem passe por um autêntico penadouro antes de o conseguir fazer de uma maneira relativamente aceitável. Outros, por mais que tentem, nunca conseguem. Sim, que essa coisa de fazer o pino não é para todos.

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Banhistas a atirar para o javardote. Alegadamente, claro.

por Kruzes Kanhoto, em 08.07.15

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 Imagem do jornal "Brados do Alentejo"

 

Acredito que a noticia de capa do “Brados” desta semana é coisa para fazer sair a terreiro uns quantos paladinos de outras tantas causas. Pena que, a acontecer, apenas o façam nestas circunstâncias em que, a ser inteiramente verdadeira a informação veiculada pelo jornal, seja necessário recorrer a este tipo de medida. Que, saliente-se, só peca por tardia.

O comportamento das criaturas em causa, nos supermercados da cidade, nas escolas ou perante os que têm a infelicidade de serem seus vizinhos, é relatado por quem o presencia como deixando muito a desejar em termos de civismo, convivência pacifica e de respeito pelo próximo. É natural que nas piscinas não seja muito diferente. Conta-se – provavelmente será verdade – que cagam na água da piscina, que as mulheres vão completamente vestidas para dentro da mesma e, como se isso não fosse pouco, ainda ameaçam quem, por dever de oficio ou por se incomodar com tão excêntrico comportamento, lhes chama a atenção. Tudo alegadamente, claro. Pois eu não estava lá para ver. Ao contrário das dezenas pessoas a quem, em diversos locais, ouvi relatar estas e outras peripécias.

Independentemente do que certos patetas possam argumentar, a medida é muitíssimo bem tomada. Está em causa a saúde pública. E essa, sempre me ensinaram, é uma das três coisas com que não se brinca.

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Propaganda pobrezinha

por Kruzes Kanhoto, em 07.07.15

Estamos todos enganados. Ou, melhor escrevendo, andamos todos a ser enganados acerca do que se está a passar na Grécia. Que é como quem escreve, daquilo que “eles” - os porcos capitalistas que nos querem aterrorizar, não vá ocorrer-nos a ideia de colocar no poleiro um Syriza qualquer à escala nacional – pretendem que nós pensemos que está a acontecer.

Afinal não há por lá bichas – filas, vá, como se diz agora - nenhumas para levantar dinheiro dos multibancos. É tudo uma encenação dos jornalistas estrangeiros a soldo do grande capital. Segundo afiança a imprensa livre, séria e independente são os próprios jornalistas que se filmam uns aos outros nessas actividades para nos fazerem acreditar que os gregos estão mesmo em pânico e que querem retirar o máximo de dinheiro possível do sistema bancário antes que o mesmo colapse.

E depois há aquilo dos sessenta euros. Uma balela, garantem-nos os mais esclarecidos. E uma fortuna também. Esclarecem-nos, piedosamente, todos aqueles cuja inteligência já lhes permitiu ver a “luz”. É que isso é coisa apenas reservada a quem aufere, pelo menos, mil oitocentos e sessenta euros líquidos por mês. Logo, como é óbvio, não afecta rigorosamente nada a população grega.

É necessária de facto muita inteligência para discorrer tudo isto. Conclusões dotadas deste brilhantismo não estão ao alcance de qualquer um. Só, como se tem visto em sucessivas eleições, aí de uns dez por cento dos eleitores. Mais ou menos os mesmos que, em mil novecentos e oitenta e seis, acreditaram convictamente que a noticia da explosão do reactor de Chernobyl era uma manobra de propaganda anti-comunista.

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Estou comovido com tanta generosidade

por Kruzes Kanhoto, em 06.07.15

Os portugueses estão uns mãos largas. A generosidade demonstrada para com os gregos e a veemência com que defendem o perdão da divida daquele país – do qual, recorde-se, nós somos credores – faz-me pensar que tenho andado todos estes anos enganado acerca das virtudes dos meus compatriotas. São, afinal, uns filantropos. Embora essa coisa da filantropia seja apenas em relação aos estrangeiros.

Insurgem-se, por exemplo, com o quanto o Estado gasta com os funcionários públicos e reclamam dos elevados impostos que o Tesouro nacional é obrigado a lançar mas, por outro lado, não se importam que Portugal perca uns quantos milhões a favor dos gregos. Entre os quais, suspeito, estão os funcionários públicos lá do sitio. Nem, pelos vistos, se aborrecem se tiverem de suportar mais um imposto para ajudar o Tsipras a cumprir o que prometeu e isso faça com que os de cá, mais uma vez, não cumpram o que prometem.

Por mim quero um referendo. Que isto a democracia e a vontade popular deve ser como o Sol. Para todos. Faça-se um plebiscito que permita ao governo saber se deve perdoar ou não a divida aos gregos. E, já agora, aos países africanos a quem também adiantámos "algum" e, desconfio, merecem muito mais.

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Estão a comemorar o quê, ao certo?!

por Kruzes Kanhoto, em 05.07.15

A solidariedade internacional – ou será que se diz internacionalista? - é uma coisa muito bonita. Ou ridícula, dependendo do ponto de vista. Dois alentejanos num carro, às voltas pela cidade, a buzinar freneticamente e com algo parecido com uma bandeira grega numa das janelas da viatura puxa-me mais para a segunda hipótese.

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Onde pára a ASAE?!

por Kruzes Kanhoto, em 05.07.15

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Nem sei o que ache pior. Se a negligência de quem gere as instituições públicas responsáveis pela higiene e saúde pública, se a tolerância manifestada pelos clientes das esplanadas perante a praga de pombos que assola esses locais. Até quem reclama desta javardice é olhado de soslaio pela generalidade da restante clientela. Desconfio que se um dia, num acesso de fúria, torcer o pescoço a um destes pássaros que tente debicar o meu pastel de nata ainda sou capaz de ter a justiça à perna.

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Jornaleiros tendenciosos

por Kruzes Kanhoto, em 03.07.15

Ignoro o que pode levar um jornalista, no exercício da sua actividade profissional, a tomar partido por uma das partes nesta coisa do referendo na Grécia. Pior ainda quando não é apenas um a fazê-lo. São praticamente todos. É impressionante a maneira como a comunicação social se baba com a expectativa de o “Não” vencer, como faz a cobertura da crise grega e o constante elogio dos governantes gregos. Há apenas um pequeno problema que, parece-me, está a escapar aos junta-letras e pés de microfone. Os portugueses não votam para aquilo e os gregos, pelo menos na sua imensa maioria, não vêem a televisão portuguesa.

Escrevi nestas e noutras páginas logo a seguir à vitória do Syriza, quando António Costa e Catarina Martins e o povo de esquerda em geral exultavam, que aquela aventura ia acabar mal. Desta vez arrisco afirmar que o “Sim” vai ter mais votos. Isso, contudo, não muda nada. Acaba mal na mesma.

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Eu é que devo estar a ver o filme ao contrário...

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.15

A morte tem sempre uma desculpa. Costuma garantir o povo na sua imensa sabedoria. Ou seja, arranja-se sempre uma justificação para tudo e para todos. O Estado Islâmico anda a decapitar pessoas? A culpa é dos americanos e do ocidente em geral que não tinham nada de fazer não sei o quê não sei onde. O facínora decapitador esse, coitado, é apenas mais uma vitima. Um fulano fartou-se de pedir créditos que agora não consegue pagar? A culpa é dos bancos e das financeiras que lhe atafulhavam a caixa de correio de ofertas de empréstimos. O caloteiro esbanjador, obviamente, é do mais inocente que há.

Li hoje, para lá de incrédulo, um comentário acerca de um assalto seguido de esfaqueamento ocorrido num bairro problemático de uma cidade vizinha, onde se afirmava que a culpa do crime é do governo. Faltam empregos, perspectivas de vida e depois dá nisto. Afiançava o comentador. Culpar o filho da puta do assaltante é que não. Nem o próprio se desculpabilizava melhor...

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Caminhar?! Se isso desse saúde os carteiros viviam até aos cem anos...pelo menos!

por Kruzes Kanhoto, em 01.07.15

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Caminhar, para mim, tem muito mais a ver com actividades – físicas mas não só, podem ter outra natureza qualquer – que se praticam na caminha. Daí que tenha resistido estoicamente até um dia destes - melhor, uma noite - a todos os apelos para me dedicar à prática de caminhar no sentido de me locomover por aí com o intuito de, alegadamente, aprimorar a forma, manter a linha ou, simplesmente, desenferrujar as articulações. Como se precisasse disso. Ou não fosse “elegante” o meu nome do meio... 

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