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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O balde do lixo devia ser equipamento de série...

Kruzes Kanhoto, 16.01.15

Algumaexplicação cientifica deve haver para justificar a relação entrefurgões brancos e lixo. Especialmente quando se juntam váriosveículos com essas características. Deve ser uma espécie detentação que leva os transeuntes que circulam nas imediações ajogar o lixo num local onde se encontre estacionada uma destasviaturas. Ou então é para irritar os passageiros e tripulantes dasditas. Pessoas que, presumo, serão particularmente apreciadas pelosseus modos civilizados, irrepreensível asseio e pela maneira cuidadacomo preservam a limpeza do espaço público.  

Deus até pode ser grande mas a liberdade é muito maior!

Kruzes Kanhoto, 14.01.15
Essa coisa de ser Charlie tem muito que se lhe diga. Ou se é ou não é. Ser às terças, quintas e sábados e não ser às segundas, quartas e sextas parece-me, assim de uma forma respeitosa, um bocado estúpido. Uma espécie de Charlies intermitentes que se está a reproduzir-se de forma preocupante. E cobarde, também.
Argumentam uns quantos que o pasquim em causa é provocador e que isso vai para lá da liberdade de expressão. Não estou a ver porquê. Quem não gosta e se sinta ofendido explane as suas razões, faça uma caricatura a provocar os caricaturistas e meta os gajos em tribunal. Se preferir, ofenda os tipos, a mãe deles e toda a família até à décima geração. Ou - igualmente boa ideia -  ignore olimpicamente a provocação.
Compreendo que a mourama não nutra especial simpatia por aqueles que gozam com a sua religião. Eu também não aprecio anedotas de alentejanos e não é por isso que ando por aí a matar as bestas que as contam. Nem a explodir-me por perto desses piadistas sem graça. Pelo contrário, defendo que têm todo o direito a continuar a ser parvos. Até porque, mesmo que limpasse o sebo aos que têm sempre uma piadola alarve sobre alentejanos na ponta da língua, a recompensa celeste seria incomparavelmente inferior à que aguarda os seguidores do profeta. Quando muito teria lá as mães deles à espera...

É politica, dizem...

Kruzes Kanhoto, 12.01.15

Isto não vai lá com pedagogia, falinhas mansas ou avisos a que ninguém liga. É preciso actuar. E autuar, também. Ninguém tem de aturar a javardice dos outros nem custear a limpeza da merda privada.
Pode não ser uma coisa simpática para os donos dos cães. Uma chatice, até, isso de recolher os dejectos que os seus animais de estimação vão largando. Será igualmente aborrecido para as entidades com competência para aplicar as coimas. Multar um eleitor e com isso perder uns quantos votos é um risco que poucos autarcas querem correr. Preferem, por isso, colocar uns avisos e limpar daí os pés. Devem pensar que os outros, os que não têm cão, não votam. Mal sabem eles que não são apenas os donos dos canitos o alvo das “bocas” dos que, vá lá saber-se porquê, não apreciam cenas destas...

A extrema esquerda é muito mais melhor boa que a extrema direita. Porquê? Por que sim, ora essa!

Kruzes Kanhoto, 10.01.15
Para a opinião publicada – coisa muito diferente da opinião pública, como demonstram os sucessivos resultados eleitorais – amplamente dominada pela esquerdalha e tolhida pelo medo de ser politicamente incorrecta, apesar dos dezassete assassínios perpetrados pelos terroristas islâmicos, o grande perigo continua a ser a extrema direita. Nomeadamente a hipótese da madame Le Pen ficar a beneficiar da conjuntura e ganhar as próximas eleições. Um problema, garantem.
Já a possibilidade da extrema esquerda chegar ao poder na Grécia não suscita o mesmo tipo de apreensão. Pelo contrário. É, pasme-se, motivo de antecipado júbilo. Critérios. Como se os extremistas de um lado fossem melhores do que os do outro e os ditadores não fossem todos detestáveis. Como se Estaline fosse mais humanista do que Hitler ou Pol Pot mais adorável do que Pinochet.
A mania de uma certa superioridade intelectual que os fazedores de opinião – paineleiros diversos e meretrizes ocasionais - papagueiam por aí e uns quantos idiotas úteis replicam na Internet é profundamente nojenta. A sorte é que o povo não lhes liga nenhuma. Está ocupado a ver a Casa dos Segredos ou a partilhar receitas de culinária no fuçasbook. E ainda bem.  

Uma animação aquele resort...

Kruzes Kanhoto, 08.01.15
Fiquei hoje a saber, pelo jornal local, que a noite da passagem de ano foi especialmente animada ali para os lados do resort. Diz que os habitantes – a quem a crise pouco parece afectar – se despediram do ano velho e receberam o novo com a dignidade que ambos merecem. Diversão à grande, festa rija e música a preceito até às tantas.
Isto segundo os macambúzios moradores das redondezas que, vá lá saber-se porquê, não demonstram grande apreço pelas comemorações da vizinhança. Já segundo a PSP a coisa terá terminado muito antes. Às três manhã. Ainda a noite era uma criança e o ano novo mal abrira os olhos, portanto. Até porque mal foram avisados pela policia puseram de imediato fim aos festejos e o silêncio reinou de então em diante.
Ainda segundo o “Brados”, na sequência da algazarra, terá sido aplicada uma coima de quatrocentos euros a cada uma das duas famílias envolvidas. Coitados. Não é pelo valor, obviamente. Que isso para aquele pagode não é nada. É pelo trabalho. E pelo tempo. De todos os envolvidos na elaboração dos autos e demais documentos relacionados com o caso. Para os autuados é como dizia uma popular figura estremocense de há trinta anos atrás: “Uma barrigada de rir, para quem não tem vergonha”. O jornal que indague daqui por seis meses – um ano, vá – se a dita coima foi paga. Fica o desafio. 

Mais um acto multiculturalista...

Kruzes Kanhoto, 07.01.15
Surpreende-me a surpresa que por aí vai relativamente ao crime cometido pelos porcos islâmicos em Paris. Era mais do que previsível. Assim como é absolutamente normal que muitas outras situações do tipo surjam um pouco por toda a Europa. É, apenas, uma questão de tempo.
Não tenho os muçulmanos – de uma maneira geral - em grande conta. Não gosto deles, da sua filosofia de vida e a presença de algum deles incomoda-me. É, parece-me, um direito que me assiste. Mas, garanto, gosto muito menos de todos os que manifestam compreensão por aquela malta. Esses, de verdade, detesto-os ainda mais. Pena que no lugar dos doze inocentes que tombaram em Paris não estejam todos os que esta semana se manifestaram na Alemanha contra a manifestação anti-islâmica das segundas feiras e todos os que acham aqueles animais bem vindos ao mundo civilizado. 

Por mim, com os fundos comunitários, construia um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas. Nem sei como é que nenhum autarca ainda se lembrou disso...

Kruzes Kanhoto, 06.01.15
Somos um povo de viciados em obras públicas. Por nós o país seria um estaleiro gigantesco, as nossas terras estariam permanentemente viradas do avesso e a maior parte de nós julga a competência dos autarcas pelo betão que espalharam no seu concelho. Mesmo que, como acontece na maioria das situações, a dita obra não sirva para outra coisa senão acrescentar encargos ao erário público e - dizem – rechear algumas contas bancárias. Ou malas de viagem.
A euforia eleva-se a patamares ainda mais elevados se em causa estiverem fundos comunitários. Não interessa para quê, o importante é sacar. Nem mesmo importa que o concelho esteja financeiramente nas lonas, sem dinheiro para fazer face, sequer, às despesas próprias do seu funcionamento. Há dinheiro, logo vamos gastar. Não temos? Não faz mal, a esmola que nos deram para sobreviver vamos, afinal, usá-la para coisas iguais aquelas que nos levaram à miséria. Nem que seja fazer buracos e voltar a tapá-los.
Deve ser mais ou menos isso que pensa o maluco que fez o comentário que acima reproduzo num blogue de uma terra onde autarcas desvairados fizeram dividas que todos nós, portugueses, seremos chamados a pagar. A criatura até sugere à actual sra presidenta lá do sitio – ao que consta de boas contas e à rasca com a calamidade deixada pelo antecessores – que use o dinheiro do FAM (uma espécie de FMI para os municípios) para as obras, sejam elas quais forem, que exige que a sua Câmara candidate a fundos comunitários. Mais ou menos a mesma coisa que o governo agarrar no dinheiro da troika e avançar com o TVG, o aeroporto da capital, a terceira autoestrada Lisboa-Porto, mais uma ponte sobre o Tejo e outras obras igualmente necessárias... 

Recluso endividado

Kruzes Kanhoto, 04.01.15
Gostei da entrevista daquele recluso da prisão de Évora. Pareceu-me honesto. Foi, até agora, o único português que confessou perante o país que viveu acima das suas possibilidades. Como se sabe, este argumento é veementemente negado pela generalidade da esquerda portuguesa e em particular pelo partido socialista. Todos terão, de ora em diante, de conviver com esta verdade.
O preso em questão reconheceu que fez um modo de vida que os seus rendimentos, só por si, não podiam suportar. Um rasgo de honestidade que importa realçar pois a generalidade dos seus compatriotas não admitem ter feito mais ou menos a mesma coisa. Isto apesar de terem pedido crédito a tudo e a todos manter um estilo de vida pouco compatível com o rendimento disponível.
O enclausurado alega em sua defesa que terá pedido dinheiro emprestado para viajar, estudar e viver no estrangeiro. Embora este não pareça ser um procedimento muito recomendável do ponto de vista da prudência financeira, não constituirá nenhum crime. Nem será um caso de policia ou que suscite a atenção da justiça. Parece-me, antes, uma situação em que a DECO pode ajudar dada a larga experiência dessa associação no apoio aos portugueses sobre-endividados.
Acredito por isso que, mais dia menos dia, o recluso deixe de o ser. Para pena já chega ser prisioneiro das próprias dividas. 

Quando tiver insónia vou passar a contar corruptos...

Kruzes Kanhoto, 03.01.15
Pessoas que falam da corrupção e trabalham e descontam para Portugal que nem carneirinhos. Foi, com esta pesquisa, que um leitor chegou até ao Kruzes.
O conteúdo pesquisado suscita-me sobejos motivos de inquietação. Para além de me permitir fazer diversos juízos de valores sobre a criatura que pretendia obter mais informação sobre pessoas que falam acerca da corrupção e que, apesar disso, continuam a trabalhar que nem uns carneiros pequeninos.
Posso, entre outras coisas, concluir que se trata de um corrupto. De alguém que não trabalha, muito menos desconta e que se está nas tintas para o país. Um espertalhão, ao contrário dos outros – os tais carneirinhos – que trabalham para Portugal e para os gajos que, como ele, vivem da corrupção.
São, também, mentalidades destas que nos trouxeram até aqui. Gente que tem como bom fugir do trabalho e dos impostos como Maomé do toucinho e que estão sempre prontos a argumentar com BPN's e outros que tais para justificar o seu comportamento delinquente. Não percebem, coitados, que isso representa oito ou dez mil milhões uma vez e que a economia paralela, que tanto defendem, rouba-nos vinte e cinco mil milhões TODOS OS ANOS. Parece-me que é capaz de haver aqui uma pequenina diferença...