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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A lei é um empecilho do caraças.

Kruzes Kanhoto, 19.11.14
A propósito das dificuldades em obter os vistos do Tribunal de Contas para contratos alegadamente essenciais ao funcionamento do município que dirige, a senhora presidente de uma das autarquias mais endividadas do país terá declarado, segundo relato de alguma imprensa, que teria de encerrar a Câmara.
Aprecio este tipo de afirmação. A sério. Só terá faltado dizer que atirava a chave ao rio. Ou, melhor, a engolia. É extraordinário que, perante a incapacidade de gerir uma instituição de acordo com as leis do país, se declare peremptoriamente que a solução é fechar a autarquia. A menos que se trate do arrendatário do espaço é óbvio que a criatura não tem legitimidade para fechar seja o que for. Em lugar de alarvidades do género tem é de governar cumprindo a lei e de acordo com os recursos financeiros que dispõe. Se não tiver competência, ou lhe faltar vontade para o fazer, então que se vá embora.
Seria bom que quem governa o país, uma câmara ou a agremiação recreativa lá do bairro, percebesse que está apenas mandatada para gerir algo que não é seu. É de todos. Está no lugar transitoriamente a cumprir uma missão que os seus eleitores lhe confiaram. Só e apenas isso.


Que recorde fabuloso, daqueles que mais ninguém quer saber a não ser o assessor para os recordes, irá hoje bater o CR?

Kruzes Kanhoto, 18.11.14

A selecção de futebol não me entusiasma. E não é só de agora. Nunca entusiasmou por aí além. Não consigo vibrar com aquilo e, a bem dizer, nada naquela equipa – seja a de hoje ou de há dez anos atrás – me puxa ao sentimento. Dou um salto com os golos do glorioso ou do CFE, mas com a equipa da federação não há músculo que se mexa. Nem banha, sequer. Prefiro os jogos da segunda melhor equipa do país. O Benfica B. 

Gorduras do Estado

Kruzes Kanhoto, 16.11.14
Por mais que me esforce – e nesta matéria até me esforço muito – não consigo encontrar uma única justificação racional para as freguesias e municípios recorrerem aos serviços de professores de natação. Nem de nenhuma outra actividade desportiva, diga-se. Isso é coisa que compete aos clubes, associações e demais entidades organizadas da sociedade civil. Mas não. Os autarcas são lá capazes de ficar sossegados a tratar daquilo para que realmente foram eleitos. Fazer concorrência a quem está naturalmente vocacionado para estas práticas e arranjar lugar para os amiguinhos, camaradas ou outros interesseiros que seguram o pau de quatro em quatro anos, é que é bom. Depois, obviamente, vêm as taxas, taxinhas, impostos, cortes nos vencimentos e pensões...Mas, desde que o benemérito seja eleito, isso é coisa que não interessa nada.
Assessoria também é algo que dá sempre jeito. Nomeadamente para fazer coisas. Daquelas que se não fossem feitas ninguém lhes achava a falta. Como, por exemplo, promover actividades inúteis que justifiquem a sua contratação e encontrar formas de financiamento que a sustentem.

Eles têm sete vidas, lembram-se?!

Kruzes Kanhoto, 14.11.14

Gosto de gatos. Talvez mais, até, do que de cães. Excepto, claro, dos que cagam no meu quintal. Mas mesmo esses ainda os vou tolerando. Não os mato, nem nada. 
Aprecio a personalidade forte destes pequenos felinos, o espírito de independência e a sua capacidade para sobreviverem sem os donos. Talvez por isso não me pareça bem que se alimentem os animais vadios, como farão os moradores da zona onde a foto foi obtida. Os gatos, desde que na plenitude das suas capacidades físicas, não morrem à fome. Alimentá-los assim, além de ilegal e de constituir um perigo para a saúde pública, é matar o seu instinto de sobrevivência.  

Deve ser uma espécie de cúmulo do egoísmo...

Kruzes Kanhoto, 13.11.14
Diz que sete em cada dez famílias europeias não têm filhos. Talvez seja verdade. As pessoas não estão para ter chatices a aturar gaiatos. Pelo contrário, os europeus preferem ser catraios a vida inteira. Uns pirralhos mimados, foi nisso que se tornaram as novas gerações. É muito melhor ter cães, viajar pelo mundo fora ou ter toda a mais recente tralha tecnológica. São opções de vida que vamos pagar caro. Principalmente quem as toma. Se calhar ainda não perceberam que ao não terem filhos não terão quem lhes pague as reformas. Por mim não me importo muito porque, em princípio, terei quem ma pague. Eles.

Possidónios do caraças!

Kruzes Kanhoto, 12.11.14

Ao que escreve o JN de hoje, Menezes diz que só tem um quintal no Douro. Ora isto é uma coisa que me apoquenta. A ser verdadeira esta afirmação – e nada me leva a duvidar do ex-autarca de Gaia ou do jornal em questão – é deveras preocupante que alguém, depois de tantos anos a dar o seu melhor em prol das populações do concelho que governou, nada mais tenha de seu do que um quintal. Ainda que no Douro. Nem uma quinta, ao menos. Uma fazenda, vá. Nada, nadinha mesmo para além do quintal. Pobrezito. E ainda há populistas da treta a vociferar contra os rendimentos dos políticos… Um país de possidónios é o que é!

Os novos salteadores

Kruzes Kanhoto, 11.11.14
Obviamente que não será por pagar vinte euros em taxas que uma família inglesa, alemã ou angolana deixará de vir passar um fim-de-semana prolongado a Lisboa. Nem essa é, quanto a mim, a questão principal. Chular os turistas, portugueses na sua maioria, não vai ser exclusivo do “Messias” Costa.  Já outros autarcas o fazem com uma imensidão de taxas e taxinhas – impostos, porque não são outra coisa - sobre dormidas e actividades turísticas diversas.
O que está errado é o princípio legislativo que permite este esbulho cujo limite parece ser apenas a prodigiosa imaginação de gastadores compulsivos que, por não saberem fazer mais nada na vida, necessitam da política para se governarem. Começam por taxar quem chega de avião a uma cidade mas, um destes dias, vão fazê-lo a quem chega de barco, comboio ou autocarro. Taxam as dormidas em hotéis mas, num futuro não muito distante, estenderão a cobrança a refeições em restaurantes, cafés e pastelarias. Ameaçam colocar portagens à entradas das cidades mas, mais cedo do que tarde, iremos voltar a pagar uma taxazinha pelo facto de possuirmos uma bicicleta… Não acreditam? Eu também não acreditava que um dia ia pagar imposto sobre os sacos de plástico.

Não sejas uma bosta, vota no Costa!

Kruzes Kanhoto, 11.11.14

Gosto das propostas do Costa. A sério. Nomeadamente daquela de acabar com a sobretaxa de IRS. Se bem que a outra de repor os salários e pensões, nos valores anteriores à crise, seja igualmente bastante prazenteira. Falta só aquela de acabar com o horário das quarenta horas. Mas, pronto, o homem não se pode lembrar de tudo ao mesmo tempo e, embora não constando da lista, vai de certeza dar outra vez as trinta e cinco horas à malta. Ah, “ganda” Costa! O candidato de quem o povo gosta. Ainda que não me pareça menos verdade que com o Costa no poder os portugueses vão-se f****.