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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A tortura dos números

Kruzes Kanhoto, 05.10.14
Os números, diz-se, quando torturados dizem aquilo que nós quisermos. Não concordo com esta tese. Os números são o que são e nós é que os interpretamos da maneira que nos dá mais jeito. Um bocado como a realidade. Acontece, também no âmbito das contas, muitas vezes querermos ver algo completamente diferente daquilo que está realmente a acontecer. Assim a modos como aqueles penaltis que a nosso favor são óbvios e se contra nós não passam de invenção do árbitro.
Tudo isto vem a propósito de algumas análises que nos últimos dias tenho lido a propósito do aumento do salário mínimo. Não discuto se será ou bom ou mau para a economia, se vai provocar mais desemprego, se devia ter ficado na mesma ou se o aumento podia ter sido maior. Cada um pode ter a sua opinião. Mas desenvolver rebuscadas teorias onde, através da tortura dos pobres números, pretender demonstrar que, afinal, quem aufere o salário mínimo ainda vai ficar a ganhar menos, já parece um bocado parvo de mais. Acrescente-se, ainda, a tese de que a segurança social vai, com esta subida do SMN, perder dinheiro e temos a cereja em cima do bolo no que se refere às opiniões parvas.
Podemos brincar com o que quisermos. Inclusive com os números. Não tem nada de mal. Convém é avisar, não vão os mais ingénuos acreditar...

Filhos de um deus menor...

Kruzes Kanhoto, 03.10.14

Provavelmente barbaridades como as documentadas pela imagem pouco incomodarão os amiguinhos dos animais. O crime envolve muçulmanos – no caso, ao que parece, tunisinos residentes na Suécia – e assim sendo não será assunto que mereça especial atenção. Já se fosse uma tourada ou um porco pontapeado por um GNR, então sim, haveria matéria para indignação. Neste caso devem ser apenas coisas do multiculturalismo...

Que a festa dure até às tantas...

Kruzes Kanhoto, 02.10.14
Ali para os lados do resort todos os dias são de festa. E as noites também. Festa rija, com muita animação, que por norma dura até às tantas, já que os participantes na festança não precisam de se levantar cedo no dia seguinte para ganhar a vida. Ora, como seria de esperar, tanta diversão e a consequente algazarra que por norma está associada a estas coisas causam um manifesto incómodo na vizinhança. Que, ao contrário dos animados habitantes do resort, necessitam de trabalhar para prover ao seu sustento. Do seu e do daquela malta que não os deixa ter o merecido descanso.
Entre o rol dos incomodados com a algazarra estarão, desde segunda-feira, os militares que prestam serviço no novo quartel da GNR instalado paredes-meias com a alegre zona residencial. Consta até – mas isso é o que se diz, porque eu cá só ouvi dizer – que, por causa do barulho, aquela força de segurança já terá tido de chamar a Policia – a autoridade policial responsável pela área - para que esta verificasse se a festa e o respectivo ruído estariam devidamente licenciados. Tudo isto alegadamente, reitero.
Entretanto prosseguem a bom ritmo as obras do lar de idosos igualmente colado ao dito resort...

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