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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E agora, vamos continuar a não pedir factura?!

Kruzes Kanhoto, 18.10.14
Há muitos anos que defendo a dedução em sede de IRS do Iva suportado pelos contribuintes. É, assim, com agrado que vejo finalmente essa possibilidade consagrada na legislação portuguesa. Isto se, como é expectável, a anunciada intenção do governo for aprovada.
Trata-se, antes de mais, de uma maneira eficaz de combater a evasão fiscal por constituir um estimulo para que o consumidor peça factura de tudo quanto adquire. De ora em diante a lamuria do “não a vale a pena”, ou das piadas patetas por causa do sorteio do carro – também ele, o sorteio, patético – ainda farão menos sentido do que antes. Pelo menos para aqueles, entre os quais me incluo, que não gostam de ser vitimas do actual saque fiscal.
Não têm faltado, desde que a medida foi conhecida, ataques ao pressupostos que serão necessários ver cumpridos para que exista devolução do IRS. Com toda a razão a maior parte deles. Dos ataques. De facto, com os montantes previstos no OE2015 para a cobrança de impostos, só quase por milagre obteremos por esta via algum retorno. Mas, ainda assim, aplaudo a iniciativa. Ou não tivesse andado tantos anos a reclamar por ela!

Fundamentalistas verdes

Kruzes Kanhoto, 17.10.14
Essa coisa da fiscalidade verde até pode ser muito bonita. Em particular isso de pagar uma taxa – imposto, parece-me ser a designação correcta – sobre os sacos de plástico. A malta tem andado a abusar da natureza e, vai daí, nada como penalizar esse comportamento desviante de ir ao supermercado e enfiar as compras dentro de um saco que, alegam os sábios, leva umas centenas de anos a decompor-se. Dizem eles, embora ainda ninguém tenha vivido o suficiente para saber se corresponde à verdade.
Estaremos, portanto, perante uma boa ideia que, garante o governo, vai render uns largos milhões ao fisco. Ou não. Se calhar o que vão ganhar nem vai compensar os prejuízos que a medida pode acarretar. É que, o mais provável, é o saco de plástico tornar-se num bem demasiado caro para determinadas utilizações. Nomeadamente forrar o balde do lixo. O que pode – esperemos que não – levar aos velhos tempos em se despejava tudo ao molho para o contentor. Com as consequências que se podem imaginar..

Todos as manhãs no sitio do costume...

Kruzes Kanhoto, 16.10.14

Este colossal monte de merda, de que a imagem infelizmente não dá ao leitor a perfeita noção das suas proporções épicas por o ângulo em que foi obtida não ter sido o melhor, podia esta manhã ser encontrado no sitio do costume. Ou seja, à entrada da Quinta das Oliveiras. O bairro onde residem os donos do cão. Remeter o “presente” pelo correio, registado de preferência, era capaz de ser uma partida engraçada. Ainda mais se o carteiro berrasse a plenos pulmões: “Alô, alô Dª.... a sua encomenda chegou”!

A saúde do eleitor é um assunto muito sério

Kruzes Kanhoto, 14.10.14
Num assomo de generosidade o município de Figueira de Castelo Rodrigo vai, a fazer fé no que foi noticiado, proporcionar um seguro de saúde a todos os eleitores do concelho. Coisa para, mais ou menos, trezentos mil euros por ano ao que acrescentam as noticias sobre o assunto. Pois acho muito bem. Um eleitor saudável é um eleitor satisfeito e que pode votar em mais eleições. Trate-se, portanto, da saúde ao eleitorado.
Desta vez não alinho com algumas criticas que já li relativamente ao alegado despesismo da medida. Pior, muito pior, é esturrar valores equivalentes com os Tonis Carreiras desta vida e em actividades ditas culturais que apenas interessam a meia-dúzia de intelectualoides de pacotilha. Verdade que em 2012, último ano em que o dito município disponibiliza contas, a divida ultrapassava os nove milhões de euros e que, em Junho último, o prazo médio de pagamento a fornecedores era de noventa e dois dias. Mas, ainda assim, acho bem que a autarquia zele pela saúde dos seus eleitores. E, aposto, é um exemplo que vai ser seguido... 

Estacionamento tuga

Kruzes Kanhoto, 13.10.14
As causas dos sucessivos acidentes na mais recente artéria da cidade poderão – admito, embora não perceba grande coisa de construção de infraestruturas rodoviárias – ter a ver com a ausência naquela via de rotundas, cruzamentos desnivelados, semáforos, bandas sonoras ou o mais que se quiser.
Já neste cruzamento, a ligação entre o Bairro da Salsinha e a Rua 1º de Maio, a responsabilidade por um eventual acidente será do condutor. Nomeadamente do gajo que estaciona a carrinha preta num local que obstaculiza a visão de quem, vindo do dito bairro, pretende entrar na citada rua. Como a foto mostra, dentro de um automóvel não há visibilidade suficiente para entrar na via em segurança. Mas não aborreçamos o senhor. Seja ele quem for. Estacionar o popó mesmo à beira da porta deve deixá-lo feliz.


Não há moral. Por isso não "comem" todos...

Kruzes Kanhoto, 12.10.14

A DGAEP – Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público – divulga regularmente os dados referentes à área sob sua jurisprudência. Entre eles os valores das remunerações pagas pelo Estado português. Com facilidade se pode constatar que, actualmente e por comparação com Outubro de 2011, todos os grupos profissionais sofreram um corte mais ou menos significativo no pecúlio que levam para casa no final de cada mês. Bom, todos é uma força de expressão. Os membros dos gabinetes ministrais são a excepção que confirma a regra. A esses, cortes é uma coisa que não lhes assiste. Pelo contrário, viram até o seu vencimento crescer. Coitados. Eles merecem. Aturar aquela gente não deve ser fácil...
Quanto aos vencimentos auferidos pelos trabalhadores das autarquias... só me ocorre escrever que a média é uma coisa lixada. As dez maiores Câmaras terão, provavelmente, cerca de metade dos funcionários e um número absurdo de assessores, directores e técnicos das mais extravagantes especialidades. Gente que, na maioria dos casos, não se fica atrás dos gajos lá dos gabinetes dos ministros. No ordenado e no resto.

Discriminação ao nivel dos velhinhos

Kruzes Kanhoto, 11.10.14
Segundo números que tenho visto por aí profusamente divulgados, um em cada cindo idosos alentejanos não tem dinheiro para fazer uma alimentação adequada. Acredito. Atendendo aos valores das reformas no Alentejo outra realidade não seria de esperar. Claro que nas noutras regiões do país é muito diferente. Os idosos vivem bem, as reformas são mais altas e larica é coisa que nem sabem o que é. A maioria até almoça e janta fora todos os dias. Ao fim de semana, então, é a loucura total e não dispensam um caviarzito...
Não suporto estes “estudos” bacocos. A sério. Como se as reformas não fossem iguais em todo o lado e as dificuldades de todos – idosos ou não – não se repetissem no país inteiro. Chamem-me o que quiserem mas, por mais que me expliquem, não consigo entender o motivo por que um idoso alentejano que receba a mesma reforma miserável que um velhote de Alfama ou da Cedofeita, há-de ter mais dificuldade em se alimentar. Se calhar o do Alentejo até pagará uma renda mais baixa, planta umas couves no quintal e tem umas galinhas na capoeira enquanto o de Lisboa ou do Porto nem isso. 

Grupo excursionista municipal

Kruzes Kanhoto, 09.10.14
Um ex-Presidente de Câmara insurgia-se hoje no Facebook contra a alegada cedência do autocarro do município a que presidiu no mandato anterior, para levar os trabalhadores da autarquia a todas as manifestações que se realizam em Évora e Lisboa. Manifesta o seu desagrado com os custos alegadamente envolvidos e garante que no seu tempo nunca cedeu transporte para os funcionários da autarquia se irem manifestar.
Tem, o ex-autarca, toda a razão e, se procedeu como diz, fez muito bem. Ver uma romaria de autocarros de Municípios e Freguesias a caminho de manifestações também é uma coisa que me desagrada. Tal como também me aborrece vê-los cheios de velhinhos em direcção a Fátima, ao “Preço Certo” ou noutra passeata qualquer. Coisa que, de certeza, não aconteceu durante o mandato do indignado ex-presidente mas que, como sabemos, acontece com frequência naquelas Câmaras lá mais para norte.

Partilhai camaradas, partilhai...

Kruzes Kanhoto, 07.10.14

Por cá ainda há quem tente atabalhoadamente encontrar explicações que justifiquem os crimes que um bando de assassinos à solta anda a cometer no território do auto-proclamado Estado islâmico. Ou, coisa igualmente parva, insista em considerar normal a simpatia que um número significativo de muçulmanos nutre por esta cambada. Há, depois, os que, por muitas razões quase todas idiotas, acham melhor não divulgar as atrocidades que por aquelas bandas se vão cometendo. Percebe-se. Não resultam de nenhuma acção anti-terrorista israelita...

Cuidado com a bicha!

Kruzes Kanhoto, 06.10.14

Desagrada-me a ideia de, apenas a sessenta quilómetros do meu poiso habitual, rastejar uma serpente de uma espécie manhosa como o caraças. Daquelas que, se nos apanham a jeito, nos podem limpar o sebo. A bicha, que terá viajado desde as Américas a bordo de um contentor, andará agora a vaguear por aí. Coisa que, presumo, estará a deixar preocupadas as associações de amiguinhos dos animais. Ainda algum malvado camponês - daqueles ignorantes que maltratam a bicharada só por que sim - é gajo para lhe dar dois tiros de caçadeira. Se falhar o primeiro só por muito azar falha o segundo...