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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Direitos de passagem?! Ninguém me paga nem tão pouco pediu licença!

Kruzes Kanhoto, 07.04.14


Não gosto de pagar impostos. É uma coisa que me aborrece. Uns mais que outros, é certo. Por que se em relação ao IRS ou ao IVA, por menos que se goste, a razão da sua existência é evidente, outros há que não lembram a ninguém. Ou melhor, lembram à corja que nos governa. Estes, os que estiveram antes e os outros antes deles.
Para além do IMI, a que fiz referência noutro post, a TMDP – taxa Municipal dos Direitos de Passagem – que pagamos na factura dos serviços de telecomunicações, constitui outro exemplo da indigência intelectual de quem nos tem governado. Nem está em causa a quantia. É ridículo – não passa de uns cêntimos por mês – e para as autarquias, que são as destinatárias finais desta receita, representa um valor residual nos respectivos orçamentos. A teoria que presidiu à criação desta taxa é que é absolutamente estúpida. Atente-se nisto. Os cabos passam sobre o meu quintal e podem, até, causar-me algum tipo de estorvo mas, ainda assim, eu é que pago a taxa. Não devia ser ao contrário? Eles a pagarem-me a mim por utilização do meu espaço aéreo? 

Isto sim é que um assunto fracturante. Atrevo-me a dizer polifracturante, até.

Kruzes Kanhoto, 06.04.14
Umaestação de televisão emitiu ontem uma reportagem acerca de umafamília – constelação familiar, como se autodenominam –poliamorosa. Ou seja, um grupo de pessoas que vivem juntas ou sejuntam de vez em quando, fornicam umas com as outras e que têmliberdade e consentimento da alegada família para fornicar com quemmuito bem lhes apetecer. Pertença ou não ao alegado grupo familiarpoliamoroso.
Pode,assim à primeira vista, parecer confuso. Mas não. Aparentemente acoisa funciona. E, acrescento, afigura-se-me que no actual contextoeste modo de vida pode contribuir de forma decisiva para a melhoria da situaçãosocial, económica e financeira do país. Como e porquê? É sópensar um pouco, começar a fazer contas e as respostas surgirãonaturalmente de tão evidentes que são.
Tambémno plano jurídico esta deve ser uma prioridade para os nossoslegisladores. Uma nova causa fracturante, mesmo. Nomeadamente para o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista. De resto se doispaneleiros podem casar e, um dias destes, adoptar crianças, nãoencontro nenhuma explicação racional para que um gajo e quatrogajas não possam fazer o mesmo. Ou três gajos e duas gajas. Oucinco gajas, oito gajos e três paneleiros. Tudo ao molho, claro. 

É a facturazinha do IUC e do IMI que acabei de pagar, se faz favor.

Kruzes Kanhoto, 04.04.14
Março foi o mês de pagar o IUC. O selo do carro, como o pagode lhe continua a chamar. Abril vai ser o IMI. Que, lamento desapontar os autarcas que me lêem, é o imposto mais estúpido que existe em Portugal e seguramente – digo-o com assumido desconhecimento de causa – dos mais idiotas que existirão por esse planeta fora. O imóvel, coitado, está ali sem fazer estorvo a ninguém – aliás, se fizesse não seria licenciado – não está a consumir recursos públicos, ocupa um espaço privado, mas, ainda sim, tem de pagar imposto. Elevadíssimo, por sinal. É, portanto, uma refinada roubalheira. Contra a qual, estranhamente, não vejo ninguém protestar. Ao contrário do que fazem certos bandos organizados acerca de outras questões menores. Nem vejo os indignados das redes sociais – leia-se Fuçasbook – manifestar a mais viva repulsa contra este gamanço de que quase todos somos vitimas. Devem estar muito ocupados a destilar indignação por o fisco ir sortear carros. Isso sim um problema realmente importante, como todos sabemos.
A propósito – e porque isto anda tudo ligado - será que a Autoridade Tributária vai emitir factura do IUC e do IMI?!

Sei o que fizeste na legislatura passada

Kruzes Kanhoto, 02.04.14
António José Seguro não éum líder carismático. Está, até, muito longe disso. Mas tem ideias. Muitas, mesmo.Geralmente dispendiosas, como quase todas as ideias que provêem de qualquersocialista que se preze. Mas o homem, reconheça-se, está muito mais comedido doque os seus antecessores. Não promete acabar com os pobres nem criar empregosaos milhares. Fica-se pela intenção de, no espaço de uma legislatura – a sua –acabar com os sem-abrigo. Apesar de ser ainda desconhecido o método a utilizarpara concretizar tão voluntariosa e ciclópica tarefa, presumo que a coisaenvolva a distribuição massiva de abrigos a quem não os tem.  Destes, provavelmente. Doutros nem eleacredita que seja capaz.

Às tantas ficaram em casa a ver gajas nuas na internet...

Kruzes Kanhoto, 01.04.14
Haviaontem quem lamentasse que uma manifestação de reformados não tenha tido mais do que meia dúzia de participantes - parece que eram mesmoseis – quando pelo facebook teriam sido mais de sete mil os quemanifestaram intenção de ir para a rua protestar contra o corte nasreformas e essas coisas. Terá sido, provavelmente, a chuva que caiucopiosamente sobre Lisboa a grande responsável pela fracamobilização. Ou, se calhar, um conjunto de outras coisas que agoranão vêm ao caso.
Oque vem ao caso é isso do facecoiso. Faz-me confusão, o que é quequerem. Por que raio sete mil almas, com idade para ter juízo, foramenganar os organizadores do protesto?! Pior. Talvez tenham atéprovocado alterações na agenda do Jerónimo, da Catarina e deoutros figurões sempre prontos a aparecer nestas coisas paraexpressar o quanto estão solidários com quem se manifesta. Não sefaz. O mundo está perdido. 

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