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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Oferece-se cão?!

Kruzes Kanhoto, 19.04.14
Nãotenho por hábito andar por aí a surripiar coisas. Nem, sequer,textos de outros bloggers. Prática que, diga-se, acho condenável.Mas a este não resisto. E se não coloco o link é porque a gajaque tem a mania, assim se auto-denominava a autora da prosa,há muito tempo que fechou o blogue. Onde, lamentavelmente, apenasescreveu três posts. A julgar pela amostra, a coisa prometia.

"Liberdade é também... quando uma gaja se vem!"

Kruzes Kanhoto, 18.04.14
Todos os anos por esta altura se fazem nas televisões, nas rádios, nos jornais e nos blogues grandes e pequenas dissertações sobre o antes e o depois do 25 de Abril. Por norma enaltece-se a liberdade que antes não havia, reafirma-se a infelicidade, a tristeza e o cinzentismo com que então se vivia e, no meio de uns quantos lugares comuns, salienta-se a beleza de uma “revolução” que, da noite para o dia tudo alterou. Pelo meio, como se fossem verdades absolutas, dizem-se e escrevem-se uns quantos disparates. Vindos, principalmente, daqueles que à época ainda não eram nascidos mas que por terem lido umas coisas sobre o assunto se acham donos da verdade histórica.
Pena que, por norma, se esqueçam dois temas marcantes. A guerra colonial, antes do 25 de Abril, e a tentativa de implementação de uma ditadura comunista logo a seguir ao golpe de Estado. O primeiro porque era, mais do que tudo o resto, a preocupação da esmagadora maioria das pessoas. Praticamente não havia ninguém que não tivesse um familiar ou amigo nas colónias. Por muito que isso custe a muita gente, na altura, qualquer mãe estava muito mais preocupada com a guerra do que por não poder ir a Badajoz comprar caramelos sem autorização do marido. Não admira, por isso, que o fim do conflito militar tenha sido considerado por quase todos como a principal conquista de Abril.
Não deixa, também, de ser estranho que ainda hoje se procure branquear a sucessão de acontecimentos, vulgarmente conhecida por PREC, que se seguiram à revolução dos cravos. Houve quem quisesse impor outra ditadura aos portugueses mas, vá lá saber-se porquê, parece que existe medo de tocar no assunto. Prenderam-se pessoas, roubaram-se bens, destruiu-se o tecido produtivo e descapitalizou-se o país. Se nos escapámos de pior podemos agradecer ao Mário Soares e ao Partido Socialista. Foi, ao que me lembro, a última coisa de jeito que fizeram pelos portugueses.

Factura da sorte

Kruzes Kanhoto, 17.04.14
Estáquase aí o primeiro sorteio “Factura da sorte”. Lamentavelmenteapenas tenho 25 cupões. Comprei pouco e barato, que sou pouco dado aessas coisas do consumismo.
Comum número tão reduzido de cupões e o azar que tenho ao jogo, oAudi há-de sair a outro que não a mim. Mas, desde já, manifestotoda a disponibilidade para socorrer o desgraçado a quem sair. Oinfeliz que tenha a pouca sorte de lhe sair o carro pode – e deve –contactar-me. Estou cá para o ajudar. Pode entregar-me a viaturaque, em sinal de reconhecimento, pago-lhe um cafézinho. 

Cidadão exemplar

Kruzes Kanhoto, 15.04.14
Isto do Estado Social e dos apoios sociais tem muito que se lhe diga. Há-os de todas as espécies, para todas as circunstâncias. Até para as mais inusitadas. Só um individuo, segundo noticia o Diário de Noticias, estará a beneficiar de apoio judiciário por parte de cento e quarenta advogados. Pagos Segurança Social porque o dito cujo não terá condições económicas para contratar quem o defenda.
Não vou defender o abate sumário do espécime em questão. Nem, sequer, considerar que se trata de um parasita que há muito devia ter sido erradicado. Longe de mim pensar em fazê-lo. Se ousasse ir por esse caminho ao ser em questão depressa seria disponibilizado o centésimo quadragésimo primeiro causidico que, certamente, trataria de me processar por difamação, intolerância ou qualquer outro desses crimes modernaços paridos pela ditadura do politicamente correcto.
Duas coisas, apenas duas, me atormentam. A primeira é que ninguém ainda se tenha lembrado de pôr cobro a isto. Principalmente quando tanto se fala em gorduras do Estado. Isto, não há como discordar, é do mais gorduroso que há. A outra é a dificuldade que certa intelectualidade tem em aceitar que estes casos existem, que são muitos mais do que aquilo se se vai conhecendo e que não têm um peso assim tão negligenciável como querem fazer crer. 

Desculpem qualquer coisinha...mas o que é que querem, eu também não gosto de pagar impostos!

Kruzes Kanhoto, 14.04.14
Ontem, por volta da uma da tarde, um determinado estabelecimento comercial da área da restauração estava cheio. Repleto de clientes que, um a um, iam pagando os morfes que devorariam uns minutos depois no recesso de seus lares. O décimo freguês – o único chato que por ali se encontrava – pede factura com número de contribuinte. A funcionária arregala os olhos, engana-se sucessivas vezes, justifica a falta de prática por ninguém pedir factura com número de contribuinte e os restantes clientes impacientam-se com a demora. Culpa-se a máquina, a burocracia, as finanças mais essa parvoíce do carro e, mal o gajo que pediu a factura cruze a porta em direcção à rua, o paspalhão armado em bufo que tem a mania de se armar em fiscal. Ou pide. Ou outra coisa qualquer igualmente reprovável do ponto de vista dos labregos que se ufanam de não alinhar nessa coisa das facturas.
Por esta altura já quem me lê terá identificado o gajo que pediu a factura. Eu, obviamente. Que pouco me importo com os incómodos dos outros. Principalmente daqueles que enchem a boca de “cidadania” e outros conceitos manhosos, mas que, quando toca a exercê-la naquilo que realmente importa, preferem ficar do lado de quem se esquiva ao cumprimento dos deveres de cidadão. 

A ver passar...nada.

Kruzes Kanhoto, 12.04.14
Por aqui já passaram comboios. Hoje, se o desvario despesista não tivesse abrandado, passariam bicicletas. Onze quilómetros de ciclovia no meio de nenhures estiveram – ou estão, sei lá – projectados para este percurso. Não se sabe se os contribuintes portugueses e europeus irão ou não financiar, um dia, esta ideia. Se não o fizerem o mato continuará a tomar conta deste troço de via férrea desactivada entre Estremoz e Vila Viçosa.
Surpreendente é o facto de, após tantos anos de abandono, os carris continuarem no mesmo sitio. São muitas toneladas de metal ali mesmo à mão. Estranho, pois, que nem a malta das carrinhas brancas nem o gajo dos robalos ainda não o tenham recolhido.

Guterres o melhor primeiro ministro?! Pois... e Paulo Fonseca é o melhor treinador do mundo...

Kruzes Kanhoto, 11.04.14
Nada aprendemos com as dificuldades que estamos a passar. Não que isso seja algo de muito surpreendente – o povo é burro por natureza – mas, ainda assim, dá que pensar. Vem isto a propósito, desta vez, de uma sondagem que dá António Guterres como o melhor primeiro ministro que o país conheceu em democracia. O mesmo que Sousa Franco, que até foi seu ministro das finanças e insuspeito quanto à sua capacidade de análise, qualificou como o pior primeiro ministro desde D. Maria II.
O homem, a par de José Sócrates, foi dos maiores gastadores de dinheiro de que há memória. É, como ele próprio já reconheceu, um dos responsáveis pela triste situação em que o país se encontra mas, apesar de tudo, os tugas acham-nos o melhor chefe de governo desde o 25 de Abril! Palavras para quê?!
Tenho curiosidade em saber em que lugar surge Vasco Gonçalves. Suspeito que deve ocupar um dos lugares cimeiros na preferência dos inquiridos. O último, por estranho que pareça, não lhe cabe. Pertence a Durão Barroso. Também não está mal entregue, diga-se.

Transparência sim, mas só se não puser em causa as amplas liberdades e garantias duramente conquistadas com o 25 de Abril pelos corruptos e outros criminosos

Kruzes Kanhoto, 11.04.14
Jáse sabia que isso de reproduzir publicamente informação publicadaem sites oficiais e, supostamente, destinada a ser do conhecimentopublico, pode ser considerado crime. De difamação ou de outra coisaqualquer que esteja mais à mão de quem tem poder para decidir sedeterminado comportamento é, ou não, criminoso. Sendo assim essacoisa da transparência não tem utilidade nenhuma. Mais vale,portanto, fechar todos os portais oficiais onde se publicam os actosda administração e, com isso, poupar o dinheiro do contribuinte. Seé para ninguém poder dizer nada acerca do que lá está exposto àvista de todos, então para que servem?! É por estas e por outras –mas principalmente por estas – que concordo com a malta da esquerdaquando garantem que este país está a voltar aos tempos de antes do25 do A. Só que a ditadura agora não é de direita nem de esquerda.É a do politicamente correcto e das amplas garantiasconstitucionalmente consagradas aos cidadãos. Por mais corruptos ecriminosos que sejam. Daaassssssss.

PS– Não me apetece mencionar casos concretos. São conhecidos unsquantos. Quem tiver paciência e curiosidade que os procure no Google.

Não, não acho bem isso de aumentar o salário mínimo.

Kruzes Kanhoto, 10.04.14
Quem tem a paciência de me ler com alguma regularidade sabe que sou contra os baixos salários, os cortes, os impostos elevados e todas essas coisas que contribuem para um fraco poder de compra e uma baixa qualidade de vida. No entanto, pela forma como se pretende implementar a medida, não concordo com o aumento do salário mínimo nacional. Não agora. Não nestas circunstâncias.
Será uma opção muito popular. Melhorar o rendimento de quem ganha menos é uma coisa simpática. Mas tomar decisões motivadas pela emoção não é boa ideia. Principalmente quando, como é o caso, em causa estão questões relacionadas com dinheiro. Daí que o estranho consenso que rodeia este assunto não deixe de me surpreender. É que, não sei se alguém ainda se recorda, há pouco mais de três meses foram feitos cortes brutais nos ordenados e, mais dia menos dia, o cenário vai repetir-se. Em vencimentos, recorde-se, a partir de seiscentos e setenta e cinco euros. Pouco acima, portanto, daquilo que agora pretendem aumentar. Parece, mas pelos vistos é só a mim, que é capaz de existir aqui alguma inconsistência...
Há, depois, outra questão provocada pelo aumento do SMN que ninguém discute. O aumento da despesa pública que alguém vai ter de pagar. É que no Estado existe muita gente com vencimentos entre os quatrocentos e oitenta e cinco e os quinhentos ou quinhentos e quinze euros que se pretendem como novo valor do SMN. Que, naturalmente, terão de ver as suas remunerações actualizadas.