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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Já não há propaganda como havia antigamente...

por Kruzes Kanhoto, em 22.08.13
AComissão Nacional de Eleições estará a colocar diversasrestrições ao uso das novas formas de comunicação, para fins de divulgação de propaganda eleitoral. A ideiapode, até, consubstanciar um conjunto de boas intenções. O pior éque este organismo do Estado – que, se calhar, nem sejustificará muito que continue a existir – parece não ter aindareparado que o mundo mudou. Seja nos meios à disposição dospartidos para fazer chegar a sua mensagem junto do eleitorado ou naquantidade de dinheiro considerada aceitável para gastar nestasactividades.
Verdadeque telefonemas, e-mail ou sms não constituem um meio especialmenteeficaz para aproximar o candidato ao eleitor. Mas isso não éproblema nosso. Nem da CNE. É lá com eles, os que propõem servir opovo. Até porque podem sempre fazer como, alegadamente, terá feitoaquele candidato – eleito Presidente e desde há muitos anos ausufruir de uma generosa reforma – que segundo reza a lenda, porqueisto já lá vai um quarto de século, terá calcorreado sozinho oconcelho onde se candidatava. Não terá havido velhinha com quem nãotivesse comido uma cachola ou umas migas – as eleições nessaaltura eram no inverno – nem velhote com quem não tivesse apanhadoum pifo. Isso sim é que eram campanhas à séria. 
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Estratégia: Em grego: strategía, em latim: estrategia, em francês: stratégie, em inglês: strategy, em alemão: strategie, em italiano: strategia, em espanhol: estrategia…

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.13
Vêmaí mais milhões. Daqueles que a Europa nos envia para a maltafazer coisas. Desta vez a ideia, tão disparatada como qualquer outraonde já enterraram “charters” de euros, é esturrar o dinheiro aintegrar os cidadãos de etnia cigana. Para isso conta-se realizar uminvestimento a rondar os trezentos e cinquenta milhões de euros,financiados em oitenta por cento pelos fundos comunitários. Osrestantes vinte por cento – uns trocos, praticamente – são porconta do orçamento nacional.
Amaior parte do dinheiro terá como destino a qualificação dosalojamentos. Que é como quem diz, dar-lhes uma casa. Nisto osmunicípios terão um papel preponderante. De tal forma que oprograma tem como objectivo a sensibilização de 90% das autarquiascom população cigana para as especificidades da sua cultura e parao seu realojamento.
Ora,em altura de preparação de programas eleitorais e de inicio decampanha, seria bom que quem se candidata às autarquias esclareçaos eleitores acerca do que pretende fazer a este respeito.Nomeadamente que diga claramente se é sensível às especificidadesda cultura cigana. Em todas as suas vertentes, de preferência. Setolera os comportamentos anti-sociais que os elementos daquelascomunidades evidenciam nos espaços públicos, por exemplo. Ou queassuma perante os contribuintes e eleitores do respectivo concelhoque vai construir casinhas para os ciganos. Os contribuintes eeleitores que já perderam as suas casas e os que estão vias de asperder por incapacidade de cumprir com os pagamentos ao banco vão,de certeza, perceber a estratégia. E aqueles que trabalham uma vidainteira para as pagar, também. 
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Estratégia: Em grego: strategía, em latim: estrategia, em francês: stratégie, em inglês: strategy, em alemão: strategie, em italiano: strategia, em espanhol: estrategia…

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.13
Estratégia: Em grego: strategía, em latim: estrategia, em francês: stratégie, em inglês: strategy, em alemão: strategie, em italiano: strategia, em espanhol: estrategia…
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Esclareçam lá o Tozé sobre isso do IVA

por Kruzes Kanhoto, em 19.08.13
Jápor diversas ocasiões aqui expressei o quanto me aborrece alengalenga em torno do iva da restauração. Posso, até, admitir quea taxa aplicável à restauração seja desajustada. Constato, comoqualquer um que ande por aí, que as coisas não correm especialmentebem a este sector. Mas estou em total desacordo com os que culpam aelevada carga fiscal pelo encerramento de alguns estabelecimentos e oconsequente aumento do desemprego no ramo.
Aganância de muitos empresários – se calhar a maioria – que osleva a praticar preços que mais se assemelham a um assalto aoconsumidor terá, provavelmente, um efeito bastante mais nocivo doque a taxa de imposto. Até porque este, ao contrário do que éconstantemente afirmado, é pago pelo cliente e não pelocomerciante. Daí que a expressão “não ganho para pagar o IVA”não faça, quando proferida pelos taberneiros e correlativos,qualquer sentido e não passe de um enorme disparate. O IVA já foipago por quem consumiu. Previamente. Eles apenas têm de entregar aofisco algo que já cobraram e que não lhes pertence.
Achavaeu que quando as vendas caiem a solução, para voltar a vender mais,é diminuir a margem de lucro e praticar um preço mais baixo. Ajulgar pela amostra não é assim. Ou, então, crise é uma coisa quenão assiste a todos. Já nem digo o resto, mas café a um euro numaespelunca manhosa pode não ser um roubo, mas um furto é de certezaabsoluta.  
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Esclareçam lá o Tozé sobre isso do IVA

por Kruzes Kanhoto, em 19.08.13
Esclareçam lá o Tozé sobre isso do IVA
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Tuga(i)mobil

por Kruzes Kanhoto, em 17.08.13

Escritório,armazém ou pocilga. Isso ou outra coisa qualquer - contentor, porexemplo - é no que está transformado este carrinho. Triste fim paraquem já conheceu melhores dias. 
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Tuga(i)mobil

por Kruzes Kanhoto, em 17.08.13
Tuga(i)mobil
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Das profundezas do Alentejo

por Kruzes Kanhoto, em 16.08.13
Quandoouço a referência a um tal Alentejo profundo dá-me vontade debater em alguém. Seja no gajo que primeiro a mencionou – umindividuo que, consta, residirá para os lados de Belém – ou emtodos os que, por uma qualquer razão a que não consigo atribuirnenhuma espécie de lógica, a utilizam para se referir a esta regiãodo país. O último a quem me apeteceu ir às trombas foi o pivot dojornal da noite da TVI quando ontem, a propósito da novela daestação que está a ser gravada por estas bandas, o cavalheiro deua noticia das gravações que por estes dias estão por a decorrer“em Estremoz, no Alentejo profundo”. Como fez questão de frisar.
Consultandoo dicionário on-line Priberan fica-se a saber que profundo significa“cujofundo está distante da superfície, da entrada ou da frente.Ora as filmagens objecto da reportagem decorreram ao nível do solo.Parece que existirão outras numa pedreira mas, ainda assim, adistância até à superfície não será nada de especial. Se ocritério para medir isso da profundidade foi o da distânciarelativamente à entrada no Alentejo, então o jornalista égeograficamente ignorante. Que saiba nunca disse, nem ele nem osoutros, que as comemorações do dia de Portugal decorreram em“Elvas, no Alentejo profundo”.
Aindasegundo o mesmo dicionário, em sentido figurado profundo poderásignificar medonho,escuro, que inspira terror.Mas, presumo, não deve ter sido com essa intenção. Éque se formos por aí a Estremadura profunda não será muito longedos estúdios da TVI.


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Das profundezas do Alentejo

por Kruzes Kanhoto, em 16.08.13
Das profundezas do Alentejo
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O que será que eles queimam?

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.13

Ofumo do costume, vindo do mesmo local de sempre e com origem nosfogaréus habituais. Trata-se, portanto, de um hábito ali para asbandas do resort. A porra é que eles podem. Como podem quase tudosem que ninguém os aborreça por isso. A lei que proíbe atear fogueiras por esta época do ano, tal como todas as que implicamdeveres, não aplicam a esta rapaziada. Outros cidadãos, por muitomenos, teriam a GNR e mais uma quantidade de instituições à perna.Assim não faz mal. É deixar arder. Talvez tenham esperança queeles ardam junto. 
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O que será que eles queimam?

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.13
O que será que eles queimam?
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Retoma?! Vamos lá acabar com essa parvoíce!

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.13
Osindicadores divulgados hoje relativamente ao desempenho da economianacional constituem, aparentemente, boas noticias. Ainda que alguns,os da oposição as não apreciem nesta fase do campeonato e os dasituação se preparem para apagar qualquer luz que pareça estar aacender no fundo do túnel.
Dizer,como ouvi a alguns opositores ao governo, que a retoma se deve aochumbo dos cortes dos subsídios pelo Tribunal Constitucional é,para não escrever outra coisa, assim a atirar para o parvo. Osvalores repostos aos funcionários públicos foram comidos pelosimpostos e os outros, os do sector privado, viram os ordenadosreduzidos por causa do enorme aumento da tributação fiscal de quepoucos parecem lembrar-se.
Jádo lado do governo a vontade de continuar a escavar – nunca penseicitar o outro – mantém-se. Se a coisa está a recuperar então ésinal de que podemos carregar ainda mais na austeridade. Deve ser,presumo, a ideia que percorre as mentes iluminadas de governantes econselheiros especialistas que os rodeiam. Só isso pode explicar asmais recentes intenções da peste laranja que assola o país.
Pormim não sei se isto se assemelha a alguma espécie de retoma. O maiscerto é termos caído tanto que começa já a ser difícil ir maispara baixo. Mas talvez consigamos, ainda, ir mais fundo. Vontade queisso aconteça não falta a uns e ausência de jeito para nos trazerà tona sobeja a outros. 
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Retoma?! Vamos lá acabar com essa parvoíce!

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.13
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Coisas de fazer inveja ao Bob. O construtor.

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.13
Claroque não andámos a viver acima das nossas possibilidades. Obviamenteque toda a obra construída ao longo do país, pelos poderes centrale local, era absolutamente necessária. Naturalmente que haviadinheiro para a pagar. Ou se não havia ficava-se a dever econtinuava-se a fazer mais, e mais e mais obra. Até que chegámosaqui. Graças aos muitos "autarcas-construtores" que se fartaram de obrar. E a nós,também, que rejubilámos com tanto desenvolvimento e que osaplaudimos de cada vez que obravam. É por isso que estamos na merda.Mas gostamos.
Segue-se a transcrição de um excerto da newsletter do IFPM, onde são dados alguns exemplos - poucos - do que tem sido o desbaratar do nosso dinheiro.

Autarquiasendividadas e desertificadas
Endividadase desertificadas, mas com obra feita. As câmaras construíramequipamentos nos últimos anos sem que isso tenha servido, sequer,para fixar a população.
Fomosde Algodres, concelho com menos de cinco mil habitantes, liderava em2009 o 'ranking' das câmaras mais endividadas do País e nos últimosdez anos perdeu quase 700 moradores. Mas a fuga de população nãoterá acontecido por falta de investimento público: nos últimosanos, a pequena vila ganhou um novo Palácio da Justiça, um centrode saúde, uma central de camionagem, um novo quartel da GNR, umestádio de futebol, um quartel dos bombeiros e, mais recentemente,um centro escolar.
Alémde todas estas infraestruturas, o concelho ainda se pode orgulhar deter não um, mas dois espaços destinados à cultura. Até jáexistia um cine-auditório, construído para uma associação local,mas mesmo assim a câmara mandou fazer um novo centro cultural,inaugurado há cerca de cinco anos e que tem servido apenas paraalbergar um espaço internet.
Masexemplos destes espalham-se por todo o território Nacional. Os dezmunicípios mais endividados do país perderam, nos últimos dezanos, segundo os resultados dos últimos censos, quase sete milhabitantes. Foram construídos centenas de edifícios com ajuda deFundos comunitários sem que ninguém se tenha lembrado de que amanutenção dos mesmos iria sair do bolso dos munícipes. EmAlfândega da Fé, município que está em quarto lugar no 'ranking'do endividamento, há pelo menos um exemplo. Em 2008 foi inauguradoum Centro de Formação Desportiva que custou 1,7 milhões de euros.Obra possivelmente Seria necessária, mas muito provavelmente nãoseria prioritária.
EmOurique, o Cine-teatro Sousa Telles, inaugurado em 2009, representouum investimento de mais de 1,5 milhões de euros. Quase quatro anosdepois, só passa cinema de 15 em 15 dias. Além do cine-teatro, acâmara, que é sexta na lista do endividamento, também construiu umcentro de convívio que teve um custo de 1,2 milhões e umabiblioteca em que se gastou perto de um milhão de euros. Já opavilhão municipal, que é usado apenas seis vezes por ano, custou581 mil euros.

Fundos"a dar com um pau"
Bruxelasatribui fundos e mais fundos e as autarquias vão aproveitando parafazer obra. Em muitos dos casos, as câmaras só têm decomparticipar a obra em 20 por cento, mas esquecem-se de que mesmoessa fatia tem de ter retomo.
Oconcelho do Sardoal, no distrito de Santarém, perdeu quase 200habitantes na última década e está em 16.° lugar no 'ranking' doendividamento. A autarquia mandou erguer o Centro Cultural GilVicente, uma obra que custou três milhões de euros, comparticipadaem 75 por cento. O espaço foi inaugurado em 2004 (no mesmo dia emque abriu uma piscina coberta que custou mais de meio milhão deeuros), mas em 2011 só tinha projectado 13 filmes.
Em Penamacor,onde já só restam menos de seis mil habitantes, construíram-seumas piscinas aquecidas, orçadas em 1,35 milhões, que encerram aofim-de-semana.
NoAlentejo, Portalegre - que é capital de distrito -, perdeu mais demil habitantes, apesar dos avultados investimentos realizados . nosúltimos anos. O novo edifício da câmara, que também é centro decongressos, custou 7,4 milhões de euros. O museu da cidade implicouum investimento de 1,7 milhões e o centro de espectáculos 8,7milhões, segundo o gabinete de imprensa da autarquia.
Em Seia,que pertence à NUT da Serra da Estrela (a região do País que maishabitantes perdeu entre 2001 e 2010), construíram-se dois museus eum centro de interpretação. No mesmo município, na freguesia deSão Romão, um gimnodesportivo custou 1,9 milhões de euros.

Obraspara ninguém
Jáem Torre de Moncorvo gastaram-se 1,3 milhões de euros numa eco-pistapara "amantes de caminhadas", segundo o gabinete deimprensa da câmara. Na sede do município transmontano ainda hácinema uma vez por semana, no cine-teatro inaugurado em 2005 e quecustou cerca de 700 mil euros. Mas a média de assistência ébastante reduzida.
Acâmara de Nisa, que perdeu mais de 1.100 habitantes, também estána lista dos municípios mais endividados. Culpa, disse a presidenteao jornal "i", da construção de um complexo termal quecustou 10 milhões de euros, comparticipados em 25 por cento pelaautarquia, e que obrigou à contracção de um empréstimo. Quasequatro anos depois da inauguração, Maria Tsukamoto admite que oretomo não tem sido "o esperado", essencialmente por causada "crise que o País atravessa".
Jáa câmara do Fundão, nona no ranking do endividamento,-perdeu maisde dois mil habitantes na última década. Em 2005, segundo ogabinete de imprensa municipal, a autarquia inaugurou uma bibliotecaque custou 2,5 milhões de euros. No ano seguinte, ficou concluído oespaço cultural "A Moagem", que custou cinco milhões. Em2007, apareceu um novo museu que custou 750 mil euros. Em 2009 foirecuperado o Palácio do Picadeiro, cujas obras estavam orçadas em2,1 milhões de euros.
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Coisas de fazer inveja ao Bob. O construtor.

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.13
Coisas de fazer inveja ao Bob. O construtor.
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Calamidades turisticas

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.13
Parecede propósito. Estava tudo a correr tão bem, com o sector do turismoa obter resultados como há muito se não viam por estas paragens e,só para aborrecer, desatam a aparecer as más noticias. Ele émelgas aos milhões em Armação de Pêra, ele é merda a jorrar paraa praia em Quarteira... Cum caraças, pá! Isso não podia esperarmais um bocadinho? Sei lá, deixar acabar o Verão, ou isso.
Verdadeque as melgas têm uma tendência lixada para dar sinal de si quandoo tempo aquece e, de preferência, há água estagnada por perto.Pode ser igualmente certo que as infraestruturas, numa como noutralocalidade, estejam mais do que saturadas e tenham acabado por dar desi. Se calhar, digo eu, esturrar menos dinheiro nos Tonys Carreiras eapostar um pouco mais na manutenção de equipamentos era capaz deser uma aposta mais rentável. Pelo menos quando se pensa em criaçãode emprego e de riqueza. Mas isso, por esta altura, é o que menosinteressa. A reeleiçãozinha é muito mais importante.
Espera-seé que a coisa, em termos de calamidades turísticas, não vá apior. Mas duvido. Diz que anda por aí um peixe maricas que se atiraaos tomates dos banhistas. Garantem os especialistas que é de águadoce, mas nunca fiando.
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Calamidades turisticas

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.13
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Passarões

por Kruzes Kanhoto, em 11.08.13

Chavez andará a esvoaçar por aí – lá, pela Venezuela – em forma depássaro. É o que garante o seu herdeiro politico. O mesmo herdeiro que, para melhor se concentrar, dorme de vez em quando junto ao mausoléu do amado e defunto líder. O que, assim de repente, me suscita uma série de questões. Desde logo que Chavez apenas reencarnará em pássaro durante o dia e ao cair da noite regressará ao conforto do seu túmulo. Não será, portanto, uma ave nocturna. Embora a espécie ainda ainda não tenha sido devidamente identificada sabe-se que chilreia que se farta. O estranho da coisa é Maduro não optado por recolher o tal passaroco em figura de Chavez – ou o contrário, sei lá – numa gaiola. Sempre podia levar o conselheiro para todo o lado. Mas, vendo bem, se calhar é melhor não. Ainda alguém ia pensar que o homem não batia bem...

Apesar de também não regularem lá muito bem, deve ser este tipo de sentimento que falta aos nossos governantes. Os vivos não se vão aconselhar junto dos túmulos de quem antes nos governou e os mortos, esses, não se transformam em aves canoras. Também era difícil para quem em vida sempre foi ave de rapina.

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Por falar em baixa politica

por Kruzes Kanhoto, em 10.08.13
Cortes?Sou contra. Não admira. Contra até podia ser o meu nome do meio.Nomeadamente quando isso dos cortes envolve pensões e salários.Ando a escrever há não sei quantos anos que diminuir o orçamentoao pagode não resulta em nada de bom, que não é por aí que lávamos, mas, como vozes de burro não chegam ao céu, ninguém meliga. E os que ligam, na sua maioria, é para me lembrarem que nãopercebo nada disto e que o caminho tem de ser este. Pois. Tá-semesmo a ver que sim. O burro devo mesmo ser eu.
Aindaassim, reconheço, há cortes e cortes. Não é o mesmo cortarquinhentos ou trezentos euros a quem aufere, de ordenado ou depensão, cinco ou três mil euros ou tirar cem ou setenta euros aquem ganha setecentos ou mil. Os mesmos dez por cento produzem efeitoscompletamente diferentes. Para os primeiros a quebra de rendimentosrepresentará apenas um transtorno e, quando muito, colocará emcausa a realização de uma viagem ou umas quantas idas aorestaurante. No caso dos segundos poderá fazer toda a diferença erepresentar a ruptura orçamental do agregado familiar.
Olíder do PS também é contra os cortes. Mas enquanto eu posso sertão irresponsável quanto me apetecer, o suposto cabecilha daoposição não pode. Nem pode apregoar que abomina a baixa politicae, de seguida, garantir que se vierem a se aprovados os cortes naspensões, assim que chegar ao poder trata de repor tudo como antes.Sem, pelo menos, dizer a quem é que tira o montante equivalente.Isso, parece-me, é capaz de ser politica rasteira. Subterrânea,até. 
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Por falar em baixa politica

por Kruzes Kanhoto, em 10.08.13
Por falar em baixa politica
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